Adeline Daniele
Técnica em Programação e Desenvolvimento de Sistemas (CEFET/IF-SP). Estudante de Jornalismo - Mackenzie. Estagiária na Digerati Comunicações.
Filmes, séries, Piauí, comida e livros. 
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terça-feira, 11-08-2009 às 14:37 |
1286 palavras | 18 Comentários
As pessoas estão sempre reclamando de absolutamente tudo de origem nacional. Claro que a indústria brasileira deixa a desejar, pois os preços costumam não ser acessíveis aqui, e lá fora custam uma pechincha.
Fora o âmbito econômico, as vezes se torna um desrespeito para com o trabalho alheio no país levando em conta o vício por coisas vindas de fora.
Tenho uma queda por filmes, de qualquer tipo, que sejam bons, mas principalmente acho as produções brasileiras dignas de prêmios clássicos, tanto por criatividade, quanto pelas críticas abordadas. Óbvio que não são todos, e que conheço minimamente sobre o assunto cinema pra ficar classificando. Mas estamos falando de brasileiros, povo que tem como principal problema a falta de educação e consequentemente cultura, e que, evidentemente sempre haverão críticas sem fundamento que, como eu já disse sobre os brasileiros, passam de pai para filho, amigo pra amigo, blog para blog.
Uma das coisas que mais falam, e que me queima por dentro porque tenho que me controlar pra não falar um monte de bosta, é que os filmes brasileiros são lixos carregados de palavrões, mulheres peladas, favelados e afins. Faça o teste, passe em frente a um cinema que esteja passando À Deriva, veja a reação das pessoas quando passam também: "Ah, filme nacional"
[cara de nojo e inconformado, vai na sala ao lado assistir alguma tréplica de Matrix]. A primeira coisa em que penso ao escutar essas reclamações, é que essa pessoa não só não conhece metade da história do cinema brasileiro ou até do filme que vira somente o cartaz e já julgara, como também não sabe nada de inglês, espanhol, francês ou alemão.
Desde que aprendi as primeiras palavras estrangeiras, derivados de fuck e ass, percebi que as escuto frequentemente em qualquer filme da Warner ou seriado da Sony. Aliás, filmes britânicos, alguns muito famosos, costumam carregar gírias cabeludas em seus roteiros, coisas que chegam a ser engraçadas, mas que quando faladas na nossa língua dão um ar de favelado pobre e traficante. Até os próprios críticos de cinema julgaram o filme Se eu fosse você 2 como clichê de hollywoodiano. Ora, mas meu professor perguntou qual era o problema e ninguém sabia responder, além do que, histórias em que pessoas trocam de corpos são mais antigas do que a própria história do cinema, que fora criado em 1895 pelos irmãos franceses Clóvis e Auguste Lumiére.
O caso nem seria esse, é importante lembrar que a mídia teve vários problemas no decorrer da história do Brasil, tanto pela censura quanto por recursos, fazendo com que o cinema nacional virasse uma gangorra, alcançando seu respeito depois das ditaduras.
Ao mesmo tempo em que as pessoas reclamam e tentam elevar o país criticando coisas como a Copa de 2014, se deixam levar novamente pelo que parece ser bom, que estourou nas bilheterias, desvalorizando sua própria cultura, muitas vezes querendo fechar os olhos pra realidade. Barracões em morros existem em qualquer lugar, pasme.
Obviamente não se deve generalizar tudo e dar uma de patriota fascista, repelindo filmes estrangeiros. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Mesmo porque, grandes produções nunca esquecidas foram feitas por diretores de diferentes países, veja Alfred Hitchcock, inglês considerado o principal cineasta e citado a cada filme [Matrix + Um corpo que cai], Stanley Kubrick, novaiorquino [2001: Uma Odisséia no Espaço, Laranja Mecânica e muitos outros bons], Godard, francês [não conheço os filmes dele direito
] e o russo Serguei Eisenstein [O Encouraçado Potemkin], entre outros muito citados.
Pra quem não sabe o que é citação, são cenas produzidas em um filme dentro dos mesmos parâmetros de outro, podendo ter características físicas de uma pessoa, roupas, gestos, vozes e até músicas.
Exemplo fácil: cenas de coisas caindo em câmera lenta citam diretamente o filme Matrix.
Acredito que a trilha sonora mais citada seja de 2001: Uma Odisséia no Espaço (S. Kubrick) – ou melhor – Also Sprach Zarathustra (Assim Falou Saratustra), composição orquéstrica da obra de Nietzsche, e Atmospheres(não tem uma alma que não tenha escutado isso em desenho!). [ouça a trilha do filme]. A produção de Kubrick também teve uma citação recentemente na animação Wall-E, com o computador Alto, que tenta impedir a Axiom de voltar pra Terra; o mesmo teria acontecido quando o HAL 9000 fechou as entradas da nave para um dos astronautas, que mais tarde conseguiria entrar por uma porta de emergência e desativa-lo. O computador representa a inteligência artificial e ao mesmo tempo o conflito do homem com a própria tecnologia, pois este começaria a ter sentimentos.
Enfim, respeito o trabalho de muitos diretores brasileiros, não há como não se emocionar em Olga de Jayme Monjardim, ou com Central do Brasil, de Walter Salles? Em que A Fernanda Montenegro perdeu o Oscar para Gwyneth Pawtrow de Shakespeare Apaixonado.
Tudo isso pra comentar que eu outro dia estava tentando lembrar o nome de um dos filmes brasileiros mais elogiados, no que me surgiu na cabeça esses dias, era Lavoura Arcaica de Luiz Fernando Carvalho, baseado num romance de Raduan Nassar (1975). Não assisti o filme ainda, e segundo meu professor, muita gente não consegue entendê-lo, mas estou dando uma olhada no livro e até que gostei. Literatura diferente da que os adolescentes se acostumaram, claro.
Do que eu gosto mesmo é d'O Alto da Compadecida, linda história, bem diferente de heróis sacando armas e de efeitos especiais demasiados dignos de Hollywood.
Grande problema que acarreta em reclamações no Brasil é que as pessoas nem sempre têm recursos necessários e cultura pra assistir, assimilar, compreender e criticar filmes nacionais.
Uma vez me disseram que a gente passa a odiar tudo aquilo que não consegue entender, e eu concordo. E eles lá fora, ganhando prêmios…
C@#$%¨&! Ri horrores! Reparem na cara de louco da marmanjada aí!

Da esquerda pra direita: Hitchcock, Serguei, Godard e Kubrick.
Cinema/Filmes,Fidelzeando
Eu gosto de filmes de terror, e nacional quase não tem. A cara dos diretores é a melhor… ahsiudhaisudhiasudh.
=*
Minha mãe sempre fala isso pra mim. Ela diz que eu menosprezo as coisas do meu país HAUAHUAH Não é isso. Eu dou chance pras coisas brasileiras, mas tem muita coisa daqui que não faz meu estilo sabe? Aí eu parto pro estrangeiro rs.
Beijos
Adoro filmes nacionais. Sempre que posso os prestigio. fico trsite quando entro na sala onde passa um filme nacional e vejo vazia. Temos que prestigiar o que é nosso! A nossa cultura!
Então, eu mal vi filme brasileiro, but nem tem como falar… Eu só num gosto de filme muito global, rs. anyway…
atorei a cara dos gatenhos ai! :D
bjus.
5
nati13 de agosto de 2009 às 10:08 PM
Como em todos os filmes, tem que saber procurar.
É difícil mesmo achar bons filmes nos grandes cinemas, é triste como só vende mulher pelada, enredos mastigados e atores bonitinhos.
Alguns dos melhores filmes que eu já assisti são nacionais