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	<title>adelinedaniele &#187; Fidelzeando</title>
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		<title>Me &#039;retweet&#039; se eu estiver certa</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 13:56:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enchendo o Saco]]></category>
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		<description><![CDATA[A modernidade traz consigo algo tão inusitado quanto a própria tecnologia: os novos padrões de vida. Esses padrões hoje carregam valores massificados &#8211; segundo teóricos sobre o conceito da indústria cultural &#8211; enraizados em um interesse do público, defendendo obviamente os interesses da burguesia. Isto é uma verdade muito comentada, claro, porém as pessoas ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A modernidade traz consigo algo tão inusitado quanto a própria tecnologia: os novos padrões de vida. Esses padrões hoje carregam valores massificados &#8211; segundo teóricos sobre o conceito da indústria cultural &#8211; enraizados em um interesse do público, defendendo obviamente os interesses da burguesia. Isto é uma verdade muito comentada, claro, porém as pessoas ainda insistem em acreditar que tudo se trata de uma bela democracia, e que ditadura mesmo só acontece na Venezuela.</p>
<p>O que dizer, então, sobre a esfera tecnológica que atinge todos as classes e escalões públicos? O mundo organizado em teias, e essas teias organizando a sociedade. E ao mesmo tempo em que as opiniões se difundem e constroem algo como uma personalidade virtual.</p>
<p>Personalidade virtual é algo comum, muitas vezes as pessoas não agem na internet da mesma forma que agem pessoalmente &#8211; não que haja uma quebra nos valores -, e pode ser também simplesmente um perfil online, como profissionais que já têm uma carreira na área, com portfolios, sites, blogs, etc.<br />
Uma coisa que muito me assusta nessa era da informação instantânea é o grau/nível de exposição a que algumas pessoas acabam por se submeter.</p>
<p>Certo dia, em meio a confusões que estava tendo com o tal do Adobe InDesign &#8211; o qual eu ando com muita preguiça de mexer &#8211; minha atenção é atraída para um tipo de discussão. Expressão de espanto não acontece mais, só um sorriso irônico retratando uma simples conformidade com o que acontece no mundo. Mentira: risadas, comentários, e ridicularização do nível a que as coisas chegam. Pessoas trocando adjetivos e frases de moral, dirigindo sempre algo ao outro, indiretas tecladas e publicadas em cento e quarenta caracteres que podem mudar o mundo, ou melhor, a opinião alheia.</p>
<p>Não quero dizer aqui que a liberdade de expressão é inexistente e que temos que nos comportar feito idiotas emparedados com medo de receber críticas a todo momento. No entanto, certas posições que são tomadas causam um choque de opiniões dentro do próprio indivíduo. Imagine o tipo estereotipado de ser humano que se mete a endireitar as costas e fechar os olhos dizendo orgulhosamente que sua vida não diz respeito à ninguém. E em menos de dez minutos seus problemas pessoais, conflitos familiares, e brigas com o namorado são visíveis a todos que tiverem um pouco de malícia nos dedos e paciência para ler. Muitos não entendem que existem pessoas que não se contentam em simplesmente saber da vida alheia, e que também querem comentá-la abertamente e até ridicularizá-la para seus conterrâneos. Desde que o juízo de valor se estabelece em uma pessoa, dificilmente esta evitará julgar o próximo com suas falácias.</p>
<p>É aí que dentro dessas personalidades virtuais uma tal quebra de valor acontece, no que diz respeito à própria preservação da pessoa. Banalizar a vida e construir uma segunda em cima do que lhe é imposto para poder participar dos assuntos mais falados, ou então, dizer saber sobre lugares e coisas que nem chegaram ainda a seu patamar, ou seja, mentir.</p>
<p>Para não falar de outro tipo de problema que alguns ainda não enxergaram com o passar do tempo e evolução das redes sociais: a busca por um emprego. É sim bem capaz que muitos discordem, e ainda mais, que eu também faça certas vezes esse tipo de coisa. No entanto, parando para analisar do ponto de vista de quem tem o poder, eu não conseguiria trabalhar com uma pessoa que, <strong>por exemplo</strong>, em um vasto período de tempo só tenha falado em Big Brother Brasil ou outras futilidades. Muitas empresas até antes de entrevistar um candidato procuram saber por meio das redes sociais o que esse candidato faz, quais suas ideias e pontos de vista e seu grau de responsabilidade.</p>
<p>Ter um espaço pessoal na internet se tornou virtude para aqueles que procuram nela uma válvula de escape, um meio para o desabafo. Porém o fato é: uma vez que uma coisa é colocada aos olhos do público ela deixa de ser privada, passa a participar de uma esfera globalizada de informação, podendo contribuir ou não para o conhecimento.<br />
Não é necessário cortar todo tipo de contato com o mundo para não ter que sofrer as consequências das próprias palavras. O que foi falado nunca mais terá volta, e até que se apague o último erro de português ou uma briga teclada muitos já viram e saíram a comentar. Mas há um meio de pensar no que se coloca dentro desse turbilhão de informações, da mesma forma que se deve pensar na forma mais correta de responder a uma pergunta em uma prova ou entrevista de trabalho.</p>
<p>Posso estar errada. Não há regras para este tipo de coisa. Temos o direito à liberdade, porém ficamos presos aos dogmas da sociedade. Também vão discordar de mim sobre tudo e dizer que uma vez que somos livres, o que colocamos ou não na internet não causa efeito algum, pois falar de diversos assuntos não implica em seu perfil inteligente e educado. Eu iria querer cortar os dedos de alguém que dissesse algo inverídico sobre mim. São duas possibilidades, ou as pessoas te aclamam por dizer algo muito bom, ou te bombardeiam por uma piada mal explicada. O fato está em que diversas pessoas lêem aquilo, e uma dessas pessoas pode decidir algo sobre tua vida baseando-se naquilo, que é justamente um meio mais fácil de saber como os indivíduos se comportam.</p>
<p>Mais uma vez: posso estar errada. Mas até lá eu prefiro manter a minha imagem de boa samaritana, pois se tenho certeza de algo, é de que meus problemas pessoais, na internet, não vou resolver nunca. Hipocrisia é como defecar, todos praticam e não gostam de assumir.</p>
<p style="text-align: center;">
<img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/fightbirds.jpg" alt="" class="blogimage" style="width: 98%;" /></p>
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		<title>Não pense em bom atendimento</title>
		<link>http://adelinedaniele.com.br/2010/03/28/nao-pense-em-bom-atendimento/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 16:24:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Boa tarde pessoal da *********. Tenho assinatura há um bom tempo e consegui meu estágio por uma vaga daqui, porém, 90% do que consegui foi por mim mesma. Estou preenchendo esse campo com muita falta de paciência justamente por essa &#034;assistência&#034; dada aos assinantes deste site. Quando cancelei a minha conta, comecei a receber ligações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boa tarde pessoal da *********. Tenho assinatura há um bom tempo e consegui meu estágio por uma vaga daqui, porém, 90% do que consegui foi por mim mesma.</p>
<p>Estou preenchendo esse campo com muita falta de paciência justamente por essa &#034;assistência&#034; dada aos assinantes deste site. Quando cancelei a minha conta, comecei a receber ligações de números desconhecidos, que por sinal tinha uma linha muito medíocre que caía quando eu atendia, não queiram imaginar a minha cara de otária saindo da sala de aula para atender suas humildes ligações. Tendo conseguido atender aos seus telefonemas em pleno sábado entre dez e onze horas da manhã, ainda dormindo, uma de suas atendentes muito prestativa fazendo horas extras me concede mais uns sete dias grátis para navegar entre as vagas do site.</p>
<p>Talvez eu não tenha sido clara quando preenchi este campo no mês passado, mas vou dizer agora: eu cancelei essa assinatura por não conseguir estágios NO MEU HORÁRIO DE ESTUDO, imagine uma pessoa que estuda à tarde, e vagas com horário comercial, não é fácil, e eu já tinha perdido a paciência logo nos primeiros meses, que era quando eu mandava insistentemente currículos, ligava, pedia emails, etc.</p>
<p>Sendo assim, estava subentendido que um dia eu poderia voltar a assinar este serviço e conseguir uma vaga, pois não COMPENSA pagar R$35 reais se não vou ter tempo de ficar mandando currículo. A considerar que no dia seguinte uma de suas atendentes, a prestativa, me ligou, eu recebi exatas 72 vagas para estágio. Belo programa de domingo, não?</p>
<p>Enfim, não tenho certeza da leitura deste recado e muito menos se ele irá inteiro para a caixa de entrada de vocês, mas em nome de muitos clientes que podem ter passado pelo que estou passando &#8211; que é pagar os R$35 graças à reativação da minha conta pela querida atendente &#8211; devo dizer aqui que é muito bom ser bem atendido e ter essa &#034;preocupação&#034; que vocês tentam nos passar em relação ao desemprego, mas que, com todas as letras, CANCELAR É CANCELAR, e se eu cancelo este serviço é porque não quero mais nenhum vínculo com o mesmo.</p>
<p>Ficarei feliz em NÃO receber ligações, pois se receber, farei questão de tentar pegar meu dinheiro de volta, mandarei colocarem suas vagas em um lugar que não meu email (não de forma educada), e ainda tentaria meter-lhes um processo.</p>
<p>Muito obrigada, e Boa Páscoa!</p>
<p style="text-align: center;">
<img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/telemarket.jpg" alt="" class="blogimage" style="width: 98%;" /></p>
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		<title>Candidate-se a esta vaga agora</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Jan 2010 16:47:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem vos fala agora é mais uma pessoa que quer uma das 190 mil vagas para emprego. E acredito que muitos de vocês também desejam ou já desejaram, pois &#034;Desempregado&#034; assinalado em formulário não vale nada, assim como sua renda na hora de comprar uma máquina de lavar nas Casas Bahia em R$segurodesemprego,00 pode ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem vos fala agora é mais uma pessoa que quer uma das 190 mil vagas para emprego. E acredito que muitos de vocês também desejam ou já desejaram, pois &#034;Desempregado&#034; assinalado em formulário não vale nada, assim como sua renda na hora de comprar uma máquina de lavar nas Casas Bahia em R$segurodesemprego,00 pode ser constrangedora. Até em conversas de família, quando alguém lança aquele olhar atencioso e pergunta carinhosamente: <em>O que você vai querer fazer da vida?</em> &#8211; nessa hora é importante aproveitar cada segundo que leva para a pessoa terminar a pergunta, isso te dá tempo pra pensar no que responder.<br />
O que fazer da vida na verdade soa como uma missão a ser cumprida, como se cada ser humano tivesse uma obrigação de subir na vida e virar um esnobe vegan que aos 65 anos vai, finalmente, perceber que não devia ter feito administração e sim medicina. Hoje em dia ainda encontramos pessoas que fazem seus trabalhos com empenho e que não desejariam estar em outro lugar.<br />
Mas pense em uma década em que a internet passa de seletivos usuários para alcançar as pequenas antenas da periferia, onde a cabeça das pessoas que nasceram há pouco funciona de forma diferente, almejando a única coisa que lhes trará o status desejado: dinheiro.<br />
Só em 2009, ano em que comecei minha faculdade, de 80 alunos selecionados dentro da minha turma no mínimo 20 desistiram e optaram por outro curso ou ficaram estagnados. Teve gente que mudou até duas vezes de curso depois disso, e tem gente que termina o curso pra descobrir que não era aquilo que queria. Gente confusa essa, eu penso. Mas depois fica bem claro o que acontece com algumas dessas pessoas.<br />
Pai rico, filho rico, neto metido. Eis o dilema. Meus pais não nasceram ricos, muito menos o são. Como qualquer família de classe média cuja mãe se esforçou para passar em concursos e concluir uma graduação temos nossas dificuldades. Isso não me impediu de perceber como ás vezes famílias de classe A vêm a participar da nossa farofada classe B. Já explico o por quê.<br />
O pai, que pensa que é um Chris Gardner da vida, casa com uma moça (que não seria como a do Chris Gardner) e ela dá luz a três lindos filhos. Agora veja se já pensou dessa forma, o filho mais velho vira a ovelha negra, o caçula fica mimado e cheio de frescuras, e o do meio salva. Isso é uma observação minha, já vi acontecer várias vezes, então, você, caçula ou filho-do-meio, não se sinta rotulado, afinal, sou filha única e sempre vou ser tachada de mimada mesmo. Enfim, deixe a analogia dos três filhos pra lá e pense na sociedade hoje como está. Já imaginou como é, né? E não vai me dizer que pelo menos 50% dessas famílias contempladas pelo dinheiro abundante acaba na merda por causa da falta de perspectiva?<br />
É aí que entra essa liberdade de expressão, onde eu, ou nós, jovens, lutamos por um mundo melhor. Mas até lá demora uns três anos pra finalmente deslanchar em uma profissão e sair por aí dando palestras sobre autoconfiança ou sobre como educar o filho sem ter de enfiar uma bela cinta de couro nas nádegas gordas do desgraçado.<br />
Quando criança, aprendemos algumas das profissões ou seguimos o exemplo do pai advogado e da mãe dentista. Pra falar a verdade, medicina é a profissão hereditária. E acho que assim que conseguimos entrar numa faculdade os primeiros pensamentos preocupados são: &#034;<em>Aonde vou trabalhar? Como começo meu ganha-pão? Faço inglês ou espanhol primeiro? Curso técnico?</em>&#034;. Eu mesma já fiz curso técnico de programação e optei pelo Jornalismo, o que gera um estranhamento por parte daqueles que me entrevistam pra um estágio: &#034;<em>Então</em> &#8211; olha pro currículo e aperta os olhos pra ler meu nome direito &#8211; <em>Adeline, você já fez curso de programação, é isso? Mas por que mudou tanto de área?</em>&#034;. Bom, aí é que eu não posso sair falando que estamos no século vinte e um, que o desemprego toma conta do país por causa da falta de educação e de recursos pra isso, que todo profissional deve saber fazer um pouco de tudo, que quanto mais conhecimento, melhor, enfim, soaria mal educado e acho que todo ser que trabalha em RH e se mantém atualizado sabe disso.<br />
Eu não sei o que se passa na cabeça dessas pessoas que não conseguem ter o mínimo de força de vontade pra fazer a diferença, mas entendo que boa parte dos problemas advém sim da sociedade e do modo como são criados os filhos. De que adianta uma herança gorda e um modo de administrar a vida sedentário? A conta emagrece até que se torne crucial a busca por um emprego na mercearia da esquina.<br />
<img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/emprego.jpg" alt="" style="float: left;" class="blogimage" />Por outro lado, e em geral, a procura pelo trabalho em pró da gratificação é grande, e mesmo que não seja por dinheiro, como acontece com os estágios que visam a experiência e aprendizado, a situação se torna preocupante. Todo mundo sonha consigo mesmo como um profissional bem sucedido de terninho pra foto da revista Valor Econômico, aquelas fotos em que se sorri expressando: <em>Ó eu aqui no topo da pirâmide, mãe! Eu consegui! riaiririri</em>  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/sorriso.gif" alt="sorriso" class="wp-smiley" />  Eu diria que essa, pra mim, seria a era do MT (Mercado de Trabalho), e que se não corrermos atrás do melhor pedaço do bolo, acabamos com a fôrma e as migalhas.<br />
É por isso que falo que a culpa é nossa, mas não toda. Infelizmente a realidade é que até mesmo as empresas não sabem o que desejam. Fica complicado, por exemplo, esculpir um perfil do trabalhador perfeito. Sempre haverá um filho-da-mãe almofadinha de terno na fila de espera do processo seletivo se gabando pelos cursos caros fora do país e com um pai cuja agenda conforta milhares de contatos importantes. O que me deixa fula da vida. Estamos em um país de terceiro mundo onde grande parte da população até uns anos atrás era analfabeta e hoje tenta se reerguer da escravidão do Mobral com a maior força de vontade possível.<br />
Pode parecer ridículo uma pessoa com tantas oportunidades reclamar, vão achar que estou traumatizada e descontando a raiva no mundo. Mas não é mentira quando digo que muita gente luta para obter melhor desempenho e merecer as regalias do trabalho enquanto indicações externas valem mais do que honestidade.</p>
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		<title>Saga dos Balões</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 23:45:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando eu era criança minha tia tinha uma loja de artigos para festas bem famosa no centro da cidade &#8211; que por sinal devia dar um lucro considerável &#8211; e trabalhava junto com meus pais na montagem e filmagem das festas. Por conta disso, quando chegava da escolinha usando meu invejável uniforme com uma estampa da turma da Mônica voando em um balão vermelho, ficava horas escondida entre as milhares de caixas que ficavam no depósito fuçando os mágicos brinquedos de plástico comprados na 25 de Março.</p>
<p>Coisas que toda criança sobrinha de dona de loja deve saber: é bem fácil arranjar uns quitutes e brinquedinhos de vez em quando, mas tente fazer isso sem que ninguém veja, do contrário, faça como Forrest Gump: corra, e ao fazer isso não deixe cair nada do que conseguiu surrupiar. E fuja também da funcionária da loja &#8211; que aliás é uma nordestina que já foi minha babá &#8211; ela dá um pouco de medo.</p>
<p>Mas todos sabem que quando somos crianças nada tira a inocência e pureza de nossas personalidades, o que faz com que os adultos sempre acabem nos perdoando e ainda nos levando na sorveteria mais próxima. Engano meu! Parece que minha adorável aparência de criança não foi suficiente, e ao crescer, minha penitência foi ajudar minha tia a produzir as festas. Chegando lá, empolgadamente pego os enfeites de mesa e corro para dentro do local, pois onde há mesa, há comida.<br />
Mas ilusão de pré-adolescente é igual de pobre. E em pouco tempo lá estávamos a funcionária &#8211; que é nordestina &#8211; e eu sentadas nos bancos com uma caixa de molde entre as pernas e um compressor de ar ao lado enchendo balões.</p>
<p><img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/balao.jpg" alt="" class="blogimage" style="float: left; width: 50%;" /> E o negócio deu sucesso, pois toda inauguração de escola, almoço beneficente e festas de todo o tipo, lá estavam o compressor de ar, o molde, e minha inigualável cara de sono enchendo os balões cujo pacote com o desenho de um palhaço feliz começava a me irritar. Pior do que isso era voltar pra casa com cheiro de borracha e o pó branco nas roupas que me fazia espirrar e ficar com os olhos vermelhos, quem estava de fora não sabia que o pó era advindo de uma labuta incansável para fazer criancinhas felizes ou enfeitar uma simples porta, e olhavam pra mim como se eu fosse uma cocainómana sem causa. Sem contar as inúmeras vezes em que o balão tinha de voar no fim da festa e os outros ajudantes ficavam engolindo gás hélio pra conversar igual Tico e Teco. </p>
<p>E parece que esses orifícios de borracha me perseguem, numa festa grande de família, lá estavam eles, e como já havia tomado uns copos de vinho, me pus a estoura-los com o garfinho de bolo. E até os dias de hoje, uma vez estava morando em uma república, tive de encher com minha própria boca aquelas bexigas. O que me faz reforçar que nunca, nem por promessa divina, eu me amarraria em dezenas de balões estilo Carl Fredricksen inspirado em um certo padre, me enfiaria mundo afora e sumiria. </p>
<p>Já contei que saí daquela escola com os uniformes invejáveis aos choros de medo de um tal de Bicho Balão? Mas se eu soubesse que poderia fazer parte de um &#034;show&#034; teria me escondido entre as caixas no depósito da loja de minha tia onde brincava.</p>
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		<title>Uma medida de conveniência</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 03:22:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>É por isso que ainda assino jornal, para ler sobre as propostas inovadoras dos nossos candidatos à presidência do Brasil. No que me faz bater mais uma vez na tecla da hipocrisia que fica estampada na cara de pessoas que se dizem dignas de mudar o país.<br />
São três fatos a que remeto, não nesse mesmo mês, mas o último foi o que mais me arrancou risadas.<br />
Há tempos cheguei até a postar no blog, que li que o governador tucano, José Serra, e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, haviam feito viagens com o intuito de fazer críticas ao governo Lula &#8211; só isso já bastou para saber que São Paulo vai de vento em poupa, mister qualidade de vida.<br />
Mais tarde, vi que estavam produzindo jornais para distribuir entre moradores do interior de SP, com obras do governo, ótimo, lá se vão mais de R$100 mil só pra fazer divulgação de rodovias e metrôs.<br />
E nem acredito que tenho que lidar com isso numa segunda-feira, 28 de setembro de 2009: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u630088.shtml">Gibi de tucanos reivindica a paternidade do Bolsa Família</a>.</p>
<p><img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/vilabrasil.jpg" style="float: left;" class="blogimage" alt="" />Atitude honrosa de um partido neoliberal, que na última eleição só fez criticar o benefício concedido a famílias de baixa-renda como medida de campanha para o PT. Mas que não deixou de alegar sua origem. Sim, pois tal Bolsa é advinda do projeto do governo Fernando Henrique Cardoso, que sabe lá Zaqueu quantas famílias beneficiava; pois importa saber a origem do projeto que mal teve repercussão durante aquela gestão?</p>
<p>E hoje o desespero tucano por atingir o maior número de populações de baixa-renda para arrecadação de votos resultou nessa enorme contradição. Transformando em um &#034;<em>Vila Sésamo</em>&#034; pra criançada esse tipo de informação tão importante quanto ler algum livro. Que não deixa de fazer com que o partido perca a pouca credibilidade que tinha, pelo menos para aqueles que leem esse tipo de notícia. Fora o desperdício de dinheiro, tempo, e de papel, que com toda certeza vai resultar em mais lixo na cidade.<br />
Além disso, a atitude só pode mostrar, que não obstante a falta de criatividade e de inteligência para criar um projeto produtivo de campanha para 2010, o programa continuará existindo num hipotético governo PSDBista, quiçá na cabeça dos pobres uma ideia totalmente diferente daquela que viam na propaganda política de 2006.</p>
<p>O que me faz pensar se a <em><a href="http://adelinedaniele.com.br/2009/03/23/uma-noticia-no-jornal/">Porta de Saída</a></em>, a qual falei há alguns meses, estará trancada para os que tentam alcançar a classe média.</p>
<p><span>Imagem: Folha Digital</span></p>
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		<title>Porque brasileiros reclamam</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 02:29:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos livros de história e geografia fala-se pouco do povo brasileiro, justamente pela famosa frase Limabarreteana &#034;o brasil não tem povo, tem público&#034;, fora isso, pra quem gosta, pode usar as frases irônicas do Arnaldo Jabor, aquele grande crítico Global que muita gente gosta, porque é Global. Pra mim o problema é e sempre vai [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos livros de história e geografia fala-se pouco do povo brasileiro, justamente pela famosa frase Limabarreteana &#034;o brasil não tem povo, tem público&#034;, fora isso, pra quem gosta, pode usar as frases irônicas do Arnaldo Jabor, aquele grande crítico Global que muita gente gosta, porque é Global.<br />
Pra mim o problema é e sempre vai ser esse povo habitando um vasto espaço de terra e copiando metade do que outro continente faz, não adianta reclamar de representante se mal sabem as próprias pessoas o que acontece. Eu tenho certeza de que se o presidente desse país fosse formado e fizesse as mesmas coisas que o nosso atual líder faz, iria receber as mesmas críticas e desculpas esfarrapadas de gente sem perspectiva de crescimento em conjunto. E se ainda assim as circunstâncias fossem diferentes, as reclamações iriam continuar.<br />
Parece que agora ninguém quer assumir a culpa pela situação desesperadora em que a sociedade se encontra, é fácil apontar o dedo e chamar de filha da puta, difícil é admitir que nem a própria pessoa é munida de conhecimentos suficientes pra apresentar soluções.<br />
De analfabeto, semi-analfabeto e de ex-militante barato o mundo tá cheio, engraçado é que as pessoas sempre se espelham no pior pra evoluir, é como se fosse prazeroso sentir-se superior em alguma fase da vida, mesmo que seja utópico.<br />
Dizem que não precisam estudar, porque o governo cobre as necessidades primárias. Quer dizer agora que porque o meu presidente não é formado eu tenho direito de não só não ter conhecimento como posso achar isso bonito numa frase irônica e ainda querer tirar proveito de benefícios que não mereço. Isso soa como desculpa de quem tem tudo na mão e tem inveja de quem realmente precisa, encarando tudo como se tivesse que ser o centro das atenções.<br />
Se diplomas carregassem informações indispensáveis como definir as prioridades sócioeconômicas de um país já estaríamos nadando em dinheiro, porque se tem algo que deixa brasileiro feliz é escutar o jornal dizendo que o PIB aumentou. De que serve matar a fome e dar educação aos menos favorecidos? O importante é parecer que está tudo sob controle.<br />
Seria hipocrisia comentar que nunca tivemos presidentes burros, Hermes da Fonseca era uma anta, juntamente com todos os primeiros presidentes que tivemos e que a maioria era formada em Direito. A contar a imaturidade da democracia brasileira, república que passou por duas ditaduras no mesmo século sem o povo dar um pio. Aliás, é difícil discutir com um povo cujo nome do próprio país não sabe, cujos argumentos para a não prosperação da humanidade se veem infundáveis e camuflados na vergonha de assumir que não tem coragem de fazer nada mais útil do que jogar a culpa no banco ao lado.<br />
Não seria ridículo se eu usasse a meu favor o fato do presidente do meu país não ser formado pra demonstrar apatia? Queria ele ter mentido sobre sua escolaridade pra estar onde está, coisa que não era novidade pros eleitores. Reconheço seu maior erro, que é falar o que milhares de brasileiros começaram a falar: &#034;Fernando Henrique Cardoso, sociólogo e professor, e olha a merda que ele fez&#8230;&#034;, ou seja &#034;ele não se forma e vira presidente, eu não estudo, e vou virar o quê? JORNALISTA?&#034;.<br />
Puro desleixo da sociedade, que se vê num pedestal, dá ibope pro que acha conveniente, e é o Estado no emaranhados de balelas.<br />
Então estamos todos certos, somos vítimas, a culpa é de ninguém e tudo o que acusar será <strong>arquivado</strong>!</p>
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		<title>Cinema Nacional</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 19:37:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As pessoas estão sempre reclamando de absolutamente tudo de origem nacional. Claro que a indústria brasileira deixa a desejar, pois os preços costumam não ser acessíveis aqui, e lá fora custam uma pechincha. Fora o âmbito econômico, as vezes se torna um desrespeito para com o trabalho alheio no país levando em conta o vício [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As pessoas estão sempre reclamando de absolutamente tudo de origem nacional. Claro que a indústria brasileira deixa a desejar, pois os preços costumam não ser acessíveis aqui, e lá fora custam uma pechincha.<br />
Fora o âmbito econômico, as vezes se torna um desrespeito para com o trabalho alheio no país levando em conta o vício por coisas vindas de fora.<br />
<img src="http://www.sitesnobrasil.com/images/fotos/homens/w/walter-salles5.jpg" alt="" class="blogimage" style="float: left; width: 33%;" />Tenho uma queda por filmes, de qualquer tipo, que sejam bons, mas principalmente acho as produções brasileiras dignas de prêmios clássicos, tanto por criatividade, quanto pelas críticas abordadas. Óbvio que não são todos, e que conheço minimamente sobre o assunto cinema pra ficar classificando. Mas estamos falando de brasileiros, povo que tem como principal problema a falta de educação e consequentemente cultura, e que, evidentemente sempre haverão críticas sem fundamento que, como eu já disse sobre os brasileiros, passam de pai para filho, amigo pra amigo, blog para blog.<br />
Uma das coisas que mais falam, e que me queima por dentro porque tenho que me controlar pra não falar um monte de bosta, é que os filmes brasileiros são lixos carregados de palavrões, mulheres peladas, favelados e afins. Faça o teste, passe em frente a um cinema que esteja passando <em>À Deriva</em>, veja a reação das pessoas quando passam também: <em>&#034;Ah, filme nacional&#034;</em>  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/neutro.gif" alt="neutro" class="wp-smiley" />  [cara de nojo e inconformado, vai na sala ao lado assistir alguma tréplica de Matrix]. A primeira coisa em que penso ao escutar essas reclamações, é que essa pessoa não só não conhece metade da história do cinema brasileiro ou até do filme que vira somente o cartaz e já julgara, como também não sabe nada de inglês, espanhol, francês ou alemão.<br />
Desde que aprendi as primeiras palavras estrangeiras, derivados de <strong>fuck </strong>e <strong>ass</strong>, percebi que as escuto frequentemente em qualquer filme da Warner ou seriado da Sony. Aliás, filmes britânicos, alguns muito famosos, costumam carregar gírias cabeludas em seus roteiros, coisas que chegam a ser engraçadas, mas que quando faladas na nossa língua dão um ar de favelado pobre e traficante. Até os próprios críticos de cinema julgaram o filme <em>Se eu fosse você 2</em> como clichê de hollywoodiano. Ora, mas meu professor perguntou qual era o problema e ninguém sabia responder, além do que, histórias em que pessoas trocam de corpos são mais antigas do que a própria história do cinema, que fora criado em 1895 pelos irmãos franceses Clóvis e Auguste Lumiére.<br />
<span id="more-737"></span><br />
O caso nem seria esse, é importante lembrar que a mídia teve vários problemas no decorrer da história do Brasil, tanto pela censura quanto por recursos, fazendo com que o cinema nacional virasse uma gangorra, alcançando seu respeito depois das ditaduras.<br />
Ao mesmo tempo em que as pessoas reclamam e tentam elevar o país criticando coisas como a Copa de 2014, se deixam levar novamente pelo que parece ser bom, que estourou nas bilheterias, desvalorizando sua própria cultura, muitas vezes querendo fechar os olhos pra realidade. Barracões em morros existem em qualquer lugar, pasme.</p>
<p><img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/hitchcock.jpg" alt="Alfred Hitchcock" class="blogimage" style="float: left; width: 20%;" />Obviamente não se deve generalizar tudo e dar uma de patriota fascista, repelindo filmes estrangeiros. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Mesmo porque, grandes produções nunca esquecidas foram feitas por diretores de diferentes países, veja Alfred Hitchcock, inglês considerado o principal cineasta e citado a cada filme [<em>Matrix + Um corpo que cai</em>], Stanley Kubrick, novaiorquino [<em>2001: Uma Odisséia no Espaço, Laranja Mecânica</em> e <strong>muitos</strong> outros bons], Godard, francês [não conheço os filmes dele direito  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/vergonha.gif" alt="vergonha" class="wp-smiley" />  ] e o russo Serguei Eisenstein [<em>O Encouraçado Potemkin</em>], entre outros muito citados.</p>
<p><span>Pra quem não sabe o que é citação, são cenas produzidas em um filme dentro dos mesmos parâmetros de outro, podendo ter características físicas de uma pessoa, roupas, gestos, vozes e até músicas.<br />
<strong>Exemplo fácil</strong>: cenas de coisas caindo em câmera lenta citam diretamente o filme <strong>Matrix</strong>.<br />
Acredito que a trilha sonora mais citada seja de <em>2001: Uma Odisséia no Espaço</em> (S. Kubrick) &#8211; ou melhor &#8211; <strong>Also Sprach Zarathustra</strong> (Assim Falou Saratustra), composição orquéstrica da obra de <strong>Nietzsche</strong>, e <strong>Atmospheres</strong>(não tem uma alma que não tenha escutado isso em desenho!). <a href="http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/player/frameset.php?opcao=umcd&#038;nomeplaylist=003364-9%3C@%3E2001:A_Space_Odyssey_(Trilha_Sonora)">[ouça a trilha do filme]</a>. A produção de Kubrick também teve uma citação recentemente na animação <em>Wall-E</em>, com o computador <strong>Alto</strong>, que tenta impedir a <strong>Axiom </strong>de voltar pra Terra; o mesmo teria acontecido quando o <strong>HAL 9000</strong> fechou as entradas da nave para um dos astronautas, que mais tarde conseguiria entrar por uma porta de emergência e desativa-lo. O computador representa a inteligência artificial e ao mesmo tempo o conflito do homem com a própria tecnologia, pois este começaria a ter sentimentos.</span></p>
<p style="text-align: center;"><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/uU4TQ1NTo50&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/uU4TQ1NTo50&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p>Enfim, respeito o trabalho de muitos diretores brasileiros, não há como não se emocionar em <em>Olga</em> de Jayme Monjardim, ou com <em>Central do Brasil</em>, de Walter Salles? Em que <strong>A Fernanda Montenegro</strong> perdeu o Oscar para <strong>Gwyneth Pawtrow</strong> de <em>Shakespeare Apaixonado</em>.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/desconfiado.gif" alt="desconfiado" class="wp-smiley" /> <br />
Tudo isso pra comentar que eu outro dia estava tentando lembrar o nome de um dos filmes brasileiros mais elogiados, no que me surgiu na cabeça esses dias, era <strong><em><a href="http://www.lavouraarcaica.com.br/">Lavoura Arcaica</a></em></strong> de Luiz Fernando Carvalho, baseado num romance de Raduan Nassar (1975). Não assisti o filme ainda, e segundo meu professor, muita gente não consegue entendê-lo, mas estou dando uma olhada no livro e até que gostei. Literatura diferente da que os adolescentes se acostumaram, claro.<br />
Do que eu gosto mesmo é d&#039;<em>O Alto da Compadecida</em>, linda história, bem diferente de heróis sacando armas e de efeitos especiais demasiados dignos de Hollywood. </p>
<p>Grande problema que acarreta em reclamações no Brasil é que as pessoas nem sempre têm recursos necessários e cultura pra assistir, assimilar, compreender e criticar filmes nacionais.<br />
Uma vez me disseram que a gente passa a odiar tudo aquilo que não consegue entender, e eu concordo. E eles lá fora, ganhando prêmios&#8230; <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/feliz.gif" alt="feliz" class="wp-smiley" /> </p>
<h1>Observação inútil</h1>
<p>C@#$%¨&#038;! Ri horrores! Reparem na cara de louco da marmanjada aí!<br />
<img src="http://i46.photobucket.com/albums/f105/s2dedes2/diretores.jpg" alt="" class="blogimage" style="width: 98%;" /><br />
<span>Da esquerda pra direita: Hitchcock, Serguei, Godard e Kubrick.</span></p>
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		<title>Regime Virtual</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 17:02:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Do que eu sempre me lembro, é de quando escrevi os 10 Mandamentos para se manter um blog, porque a cada dia as coisas ficam mais evidentes e irônicas. Virou clichê, ao visitar um blog com um post diferente as pessoas já entram com aquela cara de quem cheirou fígado de boi, como aquelas crianças [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do que eu sempre me lembro, é de quando escrevi os <a href="http://adelinedaniele.com.br/2008/11/04/os-10-mandamentos/">10 Mandamentos para se manter um blog</a>, porque a cada dia as coisas ficam mais evidentes e irônicas. Virou clichê, ao visitar um blog com um post diferente as pessoas já entram com aquela cara de quem cheirou fígado de boi, como aquelas crianças mimadas que ao abrir a panela dizem: <em>&#034;Ahh, não! Sopa de batata de novo!&#034;</em>. E parece que é tão complicado sair da internet e ir lavar uma louça pra acalmar as ideias, que se começa logo a criar pequenas encrenquinhas virtuais com gente que nunca viu na vida! <strong>HAREBABA</strong>!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/inocente.gif" alt="inocente" class="wp-smiley" /> <br />
Ah, mas isso é característica da humanidade, por isso não existe paz mundial. O ser humano é corrompido e inconscientemente nasce com um propósito de liderança, alguns já crescem mandando nos próprios pais e nos colegas de classe. Ou vocês ainda pensam que, se cair um meteoro na Terra todo mundo vai virar Madre? Não, porque aí me vem trinta protestantes me encher a cabeça de apocalipse e o caralho à quatro, ensinando a viver com o cu na mão porque quando morrer acredita que vai ter vinte virgens com as pernas abertas no céu. Fanatismo me enoja, principalmente aquelas pessoas que gostam de imbutir suas opiniões em outras pessoas, vá ser crente sozinho. Ora, como acham que surgiu a religião? Alguém começou a subir no banquinho logo cedo&#8230; <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/neutro.gif" alt="neutro" class="wp-smiley" /> <br />
Bom e aí, todo mundo que tem noção de história já deve saber que as guerras aconteceram por divergentes ideologias, e acontecem até hoje, e isso não vai mudar.<br />
As pessoas acham que porque estão na internet podem fazer de tudo, o que é bem engraçado, porque pimenta no olho dos outros é suave de aguentar, até que alguém lhe falte com respeito está tudo muito bem.<br />
Eu percebo que o mundo dos blogs não é mais encarado como antes, agora parece que todo mundo quer limitar a opinião alheia. Tem gente que aceita esse tipo de coisa e acaba cedendo à contragosto aos caprichos de pessoas que eu não sei por quê ainda não arranjaram uma vaga no Senado.<br />
Aliás, vai que me montam uma comissão pra controlar os nossos posts opinativos? Um <strong>DOI-CODI Online</strong>, na hora de censurar lasca MEME pra tapar buraco, ou pros mais chiques, coloca tutorial! RÁRÁRÁ<br />
Imaginem só:</p>
<blockquote><p>
<strong>Antes da censura:</strong> Ah, eu acho a Rede Globo uma bosta, e o Assis Chateaubriand era um mercenário.</p>
<p><strong>Depois da censura:</strong> As sete coisas que mais gosto. Passo pra Bi, pra Cá, pra Má, pro Rô, pra Zi, pra Lê, pro Zé, pra Xuxa, pra Sasha e especialmente pra você!</p>
<p>Ou:</p>
<p>Como deixar suas fotos mais bacanas no Photoshop.
</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/ditadurablog.jpg" alt="" class="blogimage" /></p>
<p>Se demorar muito eu já vou fundando a minha VAR-PALMARES Blogueira, daí quero ver! Rárárá  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/diabo.gif" alt="diabo" class="wp-smiley" />  </p>
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		<title>Pontos de vista</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 17:53:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não sei o que leva uma pessoa a passar 24 horas na frente do computador, criando afinidades e modinhas com pessoas que nunca viu na vida. Ora, hoje em dia não é de se assustar, alguns até arranjam namorados online. Fruto da modernidade. Até eu fiz amigas por causa do blog, a maioria conheci há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei o que leva uma pessoa a passar 24 horas na frente do computador, criando afinidades e modinhas com pessoas que nunca viu na vida. Ora, hoje em dia não é de se assustar, alguns até arranjam namorados online. Fruto da modernidade. Até eu fiz amigas por causa do blog, a maioria conheci há uns três/quatro anos atrás, ou seja, pessoas com bom senso.<br />
O foco não é bem as amizades que se criam, mas as circunstâncias em que elas aparecem. Já vi um monte de gente por aí, que só de ler um post no blog, ou um perfil, a gente percebe que nem tudo é verdade. Quer dizer que agora fica muito mais fácil mascarar quem realmente somos com uma figura mais descolada pra chamar a atenção e atrair pequenos fãs. Sem ofensas, mas já vi muito disso em pessoas que ingressaram na &#034;blogsfera&#034;, dá pra perceber que até os assuntos são puxados de outrém, por falta de informação, ou por moda. Isso não acontece só na internet, claro, dois grandes exemplos disso são a moda emo, e a moda não-emo, ou tu ama ou tu odeia. </p>
<p>Eu fico com pavor das &#039;Hebes&#039; que encontro por aí, é uma simpatia sem igual, esse povo deve ta querendo sair na capa da Tititi ou da Capricho com mais de mil seguidores no twitter. Na boa, a moda do <em>&#039;oi quer tc&#039;</em> caiu faz tempo.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/segredo.gif" alt="segredo" class="wp-smiley" /> <br />
Acontece comigo, tem gente que me segue naquela porcaria pensando que eu também vou seguir, sendo que eu nunca vi mais gordo  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/semideias.gif" alt="semideias" class="wp-smiley" />  (pra falar a verdade, dá maior preguiça de ver se eu conheço mesmo a pessoa, dá maior preguiça de procurar gente no twitter, dá até preguiça de postar nele as vezes). Por acaso eu escrevi &#039;quero conhecer gente nova&#039; no meu perfil? Haja carência alheia, compre um cachorrinho pra se divertir, é mais humano.</p>
<p>Parece que a impessoalidade cria outra personalidade, das duas uma: ou perde a vergonha porque ninguém vai ver e solta as frangas, ou inventa uma história de vida comovente.</p>
<p>A sensatez infanto-brasileira hoje é afetada tanto por semi-analfabetos que não prestam atenção em nada além do tamanho da bunda da nova BBB, quanto por internautas desinformados que por problemas familiares ou sexuais não conseguem agir como seres humanos.</p>
<p><img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/caminhodasindias.jpg" alt="" class="blogimage" style="width: 98%;" /> </p>
<p>E pra vocês verem até onde a inutilidade vai, olha só o lixo de novela que passa as 9, e olha quanta gente assiste. O roteiro é uma merda, a trilha sonora é uma merda, tudo combinando com o elenco que também virou uma merda&#8230;<br />
Tá certo que a maioria é da classe média/baixa e não tem dinheiro pra bancar uma TV a cabo[como eu também não tenho].<br />
O pior nem é isso, assiste a novela quem quer, mas veja bem a falta de cabeça, outro dia numa feira em São Paulo eu vi um CACHORRO com pingente na testa!!!!!! Que boné velho virou isso, meu!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/desconfiado.gif" alt="desconfiado" class="wp-smiley" />  Os alunos da minha mãe com 7/8 anos cheios de badulaques que se dizem indianos [mas que são fabricados na China]. E depois da novela ainda passa aquele Casseta e Planeta, deprimente.</p>
<p>Por falar em moda, até moda Nardoni pega! Menina de 5 anos cai do 5º andar no RJ. Sinistro.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/choque.gif" alt="choque" class="wp-smiley" /> </p>
<p>Agora vou lá escutar Jack Johnson pra depois ir comprar bolinhas de gel.<br />
Tchau!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/beijo.gif" alt="beijo" class="wp-smiley" />  [ xiperimekeriterikeee hey hey hey hey  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/cantando.gif" alt="cantando" class="wp-smiley" />  ]</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Uma notícia no Jornal&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 13:18:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Da Folha de São Paulo de Domingo: a porta de saída, ou melhor, Promoção da Inclusão Produtiva. Programa do governo que vai disponibilizar oportunidades de renda própria aos beneficiados do Bolsa Família( implementada pelo governo Lula) trazendo empregos à determinada região. O problema maior agora é a verba. Há 30,8 milhões disponíveis para isso, servindo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Da Folha de São Paulo de Domingo: a porta de saída, ou melhor, Promoção da Inclusão Produtiva. Programa do governo que vai disponibilizar oportunidades de renda própria aos beneficiados do Bolsa Família( <em>implementada </em>pelo governo Lula) trazendo empregos à determinada região.</p>
<p><img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/emp.jpg" class="blogimage" style="float:left;"> O problema maior agora é a verba. Há 30,8 milhões disponíveis para isso, servindo para atender até dez estados, que são Sergipe, Roraima, Tocantins, Pará, Amapá, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. O ranking foi construído com dois critérios:<br />
1- a quantidade de beneficiados com a Bolsa na região;<br />
2- o Compromisso Nacional pelo Desenvolvimento Social, que deve ser aderido pelo Estado.</p>
<p>Os Estados que não se aderiram ao compromisso são excluídos do ranking, mesmo que haja grande quantidade de atendidos da Bolsa Família, é o caso de Maranhão e Piauí.</p>
<p>Muitos criticavam a Bolsa Família, por não dar oportunidades concretas e sim acomodar o cidadão, o programa detém R$11 bilhões por ano, atendendo a 11 milhões de famílias consideradas pobres.</p>
<p>Bom, <strong>eu</strong> espero mesmo que dê certo, porque acomodar não pode, mas deixar morrer de fome também não dava, né?  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/segredo.gif" alt="segredo" class="wp-smiley" />  Acho que já postei tanto sobre bens sociais e conscientização humana, que deixo pra quem quiser ler o julgamento. Existem pessoas, carne e osso, que já formaram sua personalidade, <em>não posso fazer nada</em>.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/inocente.gif" alt="inocente" class="wp-smiley" /> </p>
<p>E quem não assistiu no Cansástico (como diz um professor meu  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/pensativo.gif" alt="pensativo" class="wp-smiley" />  puta programinha inútil, assistam TV Cultura, <em>façavor</em>) a mãe da Isabella com a camiseta cheirando a mofo chorando pra repórter? Ohhhhhhhh que pecado, né? Hasta que hay julgamento JUSTO en el Brasile  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/diabo.gif" alt="diabo" class="wp-smiley" /> </p>
<p>Até mais.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/apaixonado.gif" alt="apaixonado" class="wp-smiley" />   <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/apaixonado.gif" alt="apaixonado" class="wp-smiley" />  </p>
<blockquote><p>porquera de cabeçalho  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/vergonha.gif" alt="vergonha" class="wp-smiley" /> </p></blockquote>
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