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	<title>adelinedaniele &#187; Lero Lero</title>
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		<title>Um pequeno capítulo da história sem fim</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Mar 2010 10:59:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem vem sempre aqui já percebeu que tenho um belo relacionamento com as baratas. Bom, só vim reforçar os nossos laços de amizade aqui porque realmente estou sendo perseguida. Chego num sábado à noite cansada de um tal de Bloco das Piranhas aqui de Caraguá e de outros eventos carnavalescos, colho meus girassóis farmvilleanos, planto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem vem sempre aqui já percebeu que tenho um belo relacionamento com as baratas. Bom, só vim reforçar os nossos laços de amizade aqui porque realmente estou sendo perseguida.<br />
Chego num sábado à noite cansada de um tal de Bloco das Piranhas aqui de Caraguá e de outros eventos carnavalescos, colho meus girassóis farmvilleanos, planto de novo porque é a única coisa que dá mais dinheiro e nasce rápido, desligo o notebook e vou me deitar. O detalhe é que desde a minha última batalha com as baratas eu tenho dormido com o colchão no chão, fruto de uma limpeza impecável.<br />
Eu não costumo assistir aos desfiles de Carnaval pela tevê, só quando é alguma coisa realmente interessante, tipo o pavão da Tijuca, enfim, nessa noite eu estava quase dormindo ao som do samba de &#034;sei lá onde&#034; &#8211; eu durmo com a TV ligada, e daí? &#8211; quando sinto algo coçando e me incomodando na região dos glúteos.<br />
Agora, não vai ficar aí na sua casa com nojo porque não tinha nada entre minha calcinha e o que ela guarda, tá?<br />
Bom, sentindo um incômodo estranho eu me sentei no colchão pra ver o que estava acontecendo. Foi quando eu vi e ouvi algo se mexendo embaixo do meu lençol. <em>Tá</em> &#8211; pensei já sabendo o que viria a seguir &#8211; <em>preciso de coragem, muita coragem.</em><br />
Levantei e fui puxando o lençol, até que ela aparece. Reação que eu tive? De qualquer mente feminina com dores de cabeça: gritei.<br />
Só que ao gritar, algo surpreendente aconteceu. Ela voou. A maldita, xaneta, desempregada e desalmada da barata levantou voo até a porta do meu banheiro. Agora eu teria de enfrentar não só um inseto que pode subir pelas paredes e correr pensando que é o Flash, mas sim uma Super Barata debilmental que sabe voar e se enfiou bem embaixo do meu lençol de <strong>elástico</strong>.<br />
Muitos gritos depois &#8211; porque a cada grito a bicha sentia a vibração nas drogas das antenas e voava mais ainda, e a cada voada que ela dava eu ficava mais apavorada &#8211; minha mãe aparece e tenta matá-la com a vassoura, assim como fez com algum parente próximo dela. A vassourada não deu certo e a maldita se escondeu atrás da minha cama.<br />
Muito serelepe eu peguei meu colchão de vários quilos e levei pro quarto da minha mãe. Lógico. Eu nunca iria conseguir dormir lá mesmo.<br />
Só foi no outro dia que consegui tirar ela do meu quarto. Pois meu pai tinha comprado aquelas iscas, coloquei duas de uma vez pra me garantir. Até aí meu namorado teimava que a barata tinha ido embora&#8230;Rá!..ido embora.. <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/hmph.gif" alt="hmpf" class="wp-smiley" /> <br />
Passado um tempo, estava assistindo Lost tranquilinha quando escuto um <em>tic</em> que não era da pata da Meg. Pausei o DVD e a primeira coisa que fiz foi olhar para as iscas. E como meu instinto, meu sexto sentido, não falha, lá estava ela lambendo aquele negócio de plástico.<br />
Tudo aconteceu muito rápido depois, e graças à minha paranóia e não às iscas, a barata saiu morta do quarto naquela noite. Tá, e graças ao namorado que levou bronca da outra vez quando não conseguiu me salvar.</p>
<p>Vejam que eu não estou sendo exagerada. De madrugada, dois quartos, três banheiros, sala, cozinha, quintal e a casa do fundo, e ela vem fuçar embaixo do <strong>meu lençol????????????????????</strong><br />
Ó, essas baratas estão curtindo uma fama pela internet. Logo vou ter de colocar uma categoria pra elas aqui.</p>
<p><strong>Mudando completamente de assunto&#8230;</strong></p>
<p>Enfim, agora moro em um pensionato, e nesse pensionato não tem internet. Então não fiquem se esgoelando pras suas mães tentando fazê-las acreditar que baratas são extra-terrestres agressivos que vão te matar com meus posts, porque eu realmente espero que pensionatos de colégios religiosos tenham algum tipo de barreira espiritual para insetos, ou seja, não quero tornar a falar de mais batalhas e sustos. </p>
<p>Obs.: baratas são sim extra-terrestres ensinados para matar.</p>
<blockquote><p>Post escrito em <strong>fevereiro</strong>. Vergonhoso, eu sei. Bom, na pensão eu continuo,  agora também comecei a estagiar e só Deus sabe quando volto com algum assunto&#8230;Brincadeira, é já que eu volto, e com novidades!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/smile.gif" alt="smile" class="wp-smiley" /> </p></blockquote>
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		<title>Dentista cheira a Periogard</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 13:52:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu me considero uma pessoa com sorte. Sim. Sorte por não ter nascido com a arcada dentária podre, torta ou defeituosa. Até onde se sabe não existe ser humano que em sã consciência goste de enfiar brocas na boca ou de sentir a &#034;picadinha&#034; de agulha que muitos temem. Mas mesmo tendo tudo sempre certo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu me considero uma pessoa com sorte. Sim. Sorte por não ter nascido com a arcada dentária podre, torta ou defeituosa. Até onde se sabe não existe ser humano que em sã consciência goste de enfiar brocas na boca ou de sentir a &#034;picadinha&#034; de agulha que muitos temem.<br />
Mas mesmo tendo tudo sempre certo, o medo daquela cadeira é inevitável e quando nos sentamos procurando conforto já ficamos imaginando o que vai acontecer. É quando nosso cérebro figura todo tipo de trauma da vida e monta a cena de algo pontudo atravessando nossa bochecha. Pelo menos é o que acontece comigo. Existem aquelas pessoas que já estão acostumadas, o dentista nem precisa mais avisar a hora de cuspir o flúor com gosto azedo.<br />
O caso é que eu não vou muito ao dentista, então todo tipo de comentário que as pessoas fazem já me deixa tão tensa que antes de sentar na cadeira já vou pedindo xelocaína. Apesar disso, depois da experiência que tive digo que não tenho problema em ir ao dentista, eu só não quero precisar voltar lá!<br />
Durante o ano passado inteiro andei com umas dores que vinham e voltavam quando eu mastigava. Percebi que os famosos dentes do juízo estavam querendo apontar, e eles não vinham com muita amizade.<br />
No começo desse ano minha mãe e eu decidimos que estava na hora de ir ao dentista, ela pra arrumar um carlhamaço de coisas, e eu pra fazer a checagem. Acabou que meu tio, o dentista, sugeriu que eu tirasse os quatro sisos de uma vez, pra não ter problemas. E eu, metida a corajosa e com vergonha de contestar, aceitei.<br />
Sem muitos rodeios sobre a viagem, a chegada, meu último almoço decente da semana [comida da vovó] e de duas horas de espera porque minha mãe foi atendida antes: lá estava eu sentada na cadeira, minha prima recém formada de um lado e meu tio do outro [lembra das profissões hereditárias, né?]. Só depois de meu tio tirar umas trocentas seringas e materiais esquisitos esterilizados que eu me dei conta da cagada que estava fazendo, eu iria ficar ali por muito tempo, pois segundo meu raio-x meus dentes de baixo estavam deitados empurrando os outros.</p>
<p style="text-align: center;">
<img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/raiox.jpg" class="blogimage" alt="" />
</p>
<p>O interessante de ir ao dentista é que eles parecem entender o que você fala, mesmo com sua boca estando esgarranchada eles respondem exatamente o que se pergunta. Foi o que aconteceu com minha tia, que ajuda nas cirurgias. <em>- Ã ka á?</em><br />
<em>- Tá, sua mãe ta la te esperando  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/wink.gif" alt="wink" class="wp-smiley" /> .</em><br />
Tirando isso, não há nada de tranquilizador durante essa cirurgia senão a própria anestesia, que graças a Alá não doeu pra ser aplicada. Mesmo assim, só a aflição de estarem cortando, triturando seu dente e puxando ele com toda a força já dá tremedeira. Juro que tentava relaxar naquela cadeira mas quando me dava conta estava toda dura.<br />
Saí de lá ainda com a boca aberta, foi mais de uma hora dentro daquela sala com ar condicionado e a primeira coisa que fiz foi ir ao banheiro fazer xixi. Como eu estava anestesiada parecia que meu beiço inferior estava inchado, os cantos da minha boca estavam cortados de tando ficarem com espelho pra lá e pra cá. Fui embora com uma gaze na boca de vergonha, ainda bem que minha avó mora a uns 50m do consultório  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/secret.gif" alt="secret" class="wp-smiley" /> .<br />
Depois disso passei dois dias comendo sopa, não aguentei ficar sem comer, ainda mais com todo mundo cozinhando macarrão alho e óleo, frango assado, etc  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/hmph.gif" alt="hmpf" class="wp-smiley" /> .<br />
Sabem aquele cheiro característico de dentista que ninguém gosta? Pois é, eu gosto. Não sei por quê mas o cheiro lembra limpeza, o que pode ser mais limpinho do que jaleco de médico e dentista, não? [antes de passarem o dia inteiro trabalhando, claro] Descobri que esse cheiro vem daquele remédio que eles aplicam antes da cirurgia, o Periogard, que aliás eu precisei bochechar por vários dias.<br />
Ao contrário do que muitos dentistas falam, meu tio não aconselhou que eu saísse por aí tomando sorvete, pelo menos não no mesmo dia da cirurgia, pois o açúcar pode fermentar e fazer estragos no rombo do dente semi-arrancado, fica a recomendação  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/bounce.gif" alt="bounce" class="wp-smiley" /> .</p>
<p>No mais, cinco dias em Minas Gerais comendo e dormindo&#8230;Essas férias são prejudiciais. Pelo menos deu tempo de dar uma lida no livro <em>Clube do Filme</em>, de David Glimour &#8211; ex-crítico de cinema contando como tentou educar seu filho adolescente.</p>
<p>Depois que voltei, por efeito do Periogard ou não, comecei a jogar <a href="http://farmville.com">Farmville </a>- ainda bem que é só por agora, depois das férias vou dar tchau pra internet.<br />
Além de tudo, estou na 3ª temporada de <strong>Lost</strong>, com um namorado que quer fazer cinema a gente assiste de tudo né?  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/cute.gif" alt="cute" class="wp-smiley" /> </p>
<p>Até a próxima e com mais criaitividade!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/love.gif" alt="love" class="wp-smiley" /> </p>
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		<title>2010 e uma Taioba ardida</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 16:12:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Parece que mesmo estando de férias eu não tive coragem nem criatividade pra postar. Acontece que eu estava tirando o sono atrasado da época da faculdade e também viajando com a família. Como de costume, todo Natal nós vamos para um sítio com a família de meu pai, onde rola uma festinha, meu primo se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parece que mesmo estando de férias eu não tive coragem nem criatividade pra postar. Acontece que eu estava tirando o sono atrasado da época da faculdade e também viajando com a família.<br />
Como de costume, todo Natal nós vamos para um sítio com a família de meu pai, onde rola uma festinha, meu primo se veste de mulher (sem fotos por enquanto), meu tio toca um sino irritante pra acordar a mulherada, enfim, festa de família; e no ano novo acontece a mesma coisa só que na casa da minha avó (mãe da minha mãe), que mora numa roça. Quando digo roça é roça mesmo, de nem celular funcionar, e do carro ter ficado uns 20min atolado na lama perto do mata-burro (tem vídeo!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/gross.gif" alt="gross" class="wp-smiley" /> ).<br />
Toda vez que vamos pra lá passar ano novo eu faço as mesmas coisas: levo um livro, uma revista, tudo o que puder ler, depois durmo, acordo, como, converso, sem muitas novidades. Esse ano eu pude me contentar com o lançamento da Marian Keyes, <em><strong>Tem alguém aí?</strong></em>, que lia o dia inteiro deitada na cama. Até que chega a noite da virada e eu fico beliscando a comida da ceia, coisa que faz minha mãe me mandar arranjar o que fazer  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/blush.gif" alt="blush" class="wp-smiley" /> .<br />
Como já é de se esperar na minha avó, algumas pessoas vão embora logo no dia primeiro (outras chegam nesse dia) e a casa torna a ficar um tanto vazia (isso não acontecia quando eu era criança, antigamente praticamente todo mundo ficava e tinha meus primos pra brincar e subir morros). É aí que acontece a pequena muvuca na cozinha.<br />
Eu estava deitada na cama, terminando a parte 2 do meu querido livro quando minha prima aparece na porta pedindo pra que eu vá com Hiago, filho dela, aprender a jogar Truco. Não que eu não soubesse, eu só não pratico muito  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/thinking.gif" alt="thinking" class="wp-smiley" /> . Mas como ela me explicou que isso era pra fazer com que ele não quisesse ir embora, eu fui. Só pra explicar, esse meu primo é um rapazinho de uns oito anos que exemplifica muito bem as crianças mimadas. Desde querer tudo na hora até pensar que manja Truco.<br />
Chego lá fora, numa pequena área, está ele e mais três primas, uma delas realmente prestava atenção. Quando vi que duas delas já jogavam com ele mandei formarem duplas e fui pra cozinha. <em>Pronto, missão cumprida </em>- pensei.<br />
Na cozinha a janta já saía e eu como sou morta de fome já tinha pegado meu prato (isso porque não fazia muito tempo que tinha tomado café da tarde). Arroz e feijão preparados no fogão à lenha, carninha de porco, salada de couve refogada, maionese e farofa. Enchi meu prato igual um pedreiro que acaba de sair pro almoço da obra de um prédio com quinze andares.<br />
A essa altura todo mundo já estava sentando pra comer também, e como a família é grande alguns foram pra sala e outros pra mesa da área lá fora.<br />
Desci a garfada no prato e fui comendo. Arroz, bom, feijão, muito bom, carne boa, maionese, couve&#8230; <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/rofl.gif" alt="rofl" class="wp-smiley" />  Minha garganta começa a arder de um jeito estranho e começo a achar que vou passar pelo apuro que passei quando tinha catorze anos.<br />
Bom, não lembro de na época ter postado sobre isso, mas quando eu tinha catorze anos fiquei gripada e uma dor de garganta fez com que eu ficasse uns cinco dias sem enfiar <strong>nada </strong>na boca. Parecia que haviam agulhas e cada vez que eu engolia a própria saliva sentia uma dor horrível. Até que no quinto dia fui ao hospital e tomei uma vacina em cada lado da bunda, Voltaren e Bezetacil, e aí minha mãe fez uma sopa cheia de trecos com vitamina pra eu tomar, dois dias depois eu já tirava o atraso com um bife maior que o prato.<br />
Então, como a garganta doía eu perdi toda a vontade de comer e comecei a enfiar a comida goela abaixo pra acabar logo com a tortura. Eis que surge meu tio que estava comendo na varanda.<br />
- Essa taioba tá muito ardida. Não consegui comer &#8211; disse ele apontando pra panela de couve na mesa.<br />
Acontece que a couve não era couve, e o que eu comi e fez com que minha garganta ardesse foi a tal taioba, que minha avó recolheu na horta e refogou como se fosse couve. E várias pessoas comeram com a vontade que se come a própria couve.</p>
<p style="text-align: center;">
<img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/taioba.jpg" alt="" class="blogimage" style="width: 98%;" /><br />
<span>E a mardita lembra mesmo couve.</span>
</p>
<p>Só sei que depois de esclarecida a diferença entre a taioba misteriosamente ardida (dizem que geralmente não é) e a couve, muita gente com a boca lavada e estômago semi-vazio (pelo menos eu, que como umas duas pratadas  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/yum.gif" alt="yum" class="wp-smiley" /> ) foi pra sala ver novela. E de tanto falarem que ardia a garganta e a língua começaram as piadas.<br />
<em>- Oceomeutaiova?</em> &#8211; dizia minha mãe fingindo ter a língua inchada e provocando risadas histéricas de suas irmãs, minhas tias.<br />
<em>- Ãiardenoahió é a haioba!</em> &#8211; continuava minha tia. Eu não ri, pra falar a verdade. Fiquei estressada com a garganta ardendo.<br />
Só sei que a essa altura tendo perdido a fome fui lavar as louças na pia, e enquanto isso escutava as piadas e risadas acerca da taioba. Elas devem ter ficado uns vinte minutos ali, só rindo. E riam cada vez mais quando chegava uma das primas falando que achava que era couve.<br />
Fiquei ali pensando, todo mundo em volta de uma mesa rindo à toa. Fazia meses que minha mãe não via minha avó e suas irmãs. <em>Puts! Haja reação!</em> &#8211; pensei.<br />
Depois de lavar a louça fui pro quarto e voltei pro mundo de <strong>Anna Walsh</strong>. Tive que comer um monte de doce de leite ninho que minha prima prepara quase que exclusivamente pra mim até a garganta melhorar. Aliás, esse doce já deu o que falar aqui em casa, mas isso é coisa pra outro dia.</p>
<p>Aqui anda bem vazio, mas mesmo assim, feliz ano novo pra todo mundo!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/wink.gif" alt="wink" class="wp-smiley" /> <br />
Agora vou arrumar meu quarto que está do avesso com todas essas viagens.</p>
<p>Até já!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/love.gif" alt="love" class="wp-smiley" /> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Num meio dia de fim de primavera</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Dec 2009 18:56:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
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		<description><![CDATA[Vergonha na cara faz bem, e eu só vou tomar quando ficar de férias. Espero que exista vida social além da faculdade, e que também sobreviva a esta semana que virá. Até já! Cansada logo de dia, a bolsa pesada incomodava no ombro. Subo no trem que com muita sorte está vazio e consigo me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Vergonha na cara faz bem, e eu só vou tomar quando ficar de férias. Espero que exista vida social além da faculdade, e que também sobreviva a esta semana que virá. Até já!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/oculos.gif" alt="oculos" class="wp-smiley" /> 
</p></blockquote>
<p>Cansada logo de dia, a bolsa pesada incomodava no ombro. Subo no trem que com muita sorte está vazio e consigo me sentar para descansar a mochila e pegar algo dobrável para me abanar.<br />
Enquanto espero as quatro estações para seguir meu caminho até outro metrô e de lá passar mais um tempinho &#8211; se mais uma vez tiver sorte, sentada &#8211; fico observando um sem número de pessoas, olhando para o nada, mexendo no celular, arrumando o cabelo, ou vendendo chicles.<br />
Na primeira estação poucas pessoas entram, dentre elas uma senhora bem velhinha, que logo se sentou no seu assento preferencial. Fico imaginando como pessoas tão velhas pegam esses trens, sujos, que muitas vezes andam cheios e ninguém nunca cede lugar. <em>Ora, mas não é porque são velhos que não podem sair por aí se aventurando</em> &#8211; penso. Também imagino como seria se minha avó pegasse trem, delicada e frágil como é, mas na confusão para entrar certamente iria rir muito, isso se não tivesse um infarto fulminante ali mesmo, na porta. Mas isso nem ela e nem eu podemos pensar, pois ela tem medo de morrer, e eu temo perdê-la.<br />
O alarme para que as portas fechem toca, e quem não consegue entrar espera o próximo. Um homem bêbado em um dos bancos ao lado discursa efusivamente sobre os problemas políticos no Brasil, ao passo que seu recém-conhecido colega de banco balança a cabeça com obediência, afinal, não é sensato contestar pessoas que bebem além da conta em dia de semana em plena luz do dia.<br />
	Os vagões seguem com o mesmo ânimo dos passageiros, a morbidez e o calor tomam o ambiente, e cada um olha pela paisagem que passa rapidamente nas janelas entreabertas, ansiando para que as paredes dos prédios e o mato parassem de simplesmente passar e chegassem logo a seu destino. A segunda estação chega, é a mais próxima entre as outras que virão. Ninguém desce, uma pessoa sobe, e o alarme anuncia a partida para a trajetória a cumprir. As pessoas normalmente descem na penúltima estação, algumas ficam para a última, e receio que estas tenham de enfrentar algo muito pior.<br />
	Mal havia visto duas garotas nos bancos logo à frente, de costas para mim. Vejo como o cabelo de uma fora pintado com a cor roxa, e o da amiga louro claro. Como é que não as vi antes? Elas estão rindo sem parar, e eu só descubro que as percebi porque estavam falando sobre o bêbado perto de mim. Pelo que entendo, elas acham engraçado o homem mal conseguir pronunciar as palavras, e o imitam, sem disfarçar. Minha mãe teria me dado três tapas na boca e um sossega leão se eu fizesse esse tipo de coisa.<br />
<em>- O zê o zê zabi qui ta aqui ó, o dia da eleçãopápresdente! Tássim bracontecê ó! Ieuvotu! euvotu neli purque é bom presdente! Né nóminina?</em><br />
	Paro de olhar as garotas, e pra minha surpresa ou tristeza a menina era eu. As pessoas lançam um olhar engraçado quando veem esse tipo de situação, uma moça com roupas de ginástica assiste a tudo como se eu fosse realmente responder algo digno. Só uma pessoa não olha, a senhora, que fica de cabeça baixa. Concordo imediatamente com o moribundo e viro-me depressa para olhar os prédios por trás dos muros que cerceiam os trilhos do trem.<br />
	Chego à terceira estação e me dou conta de que as risadas cessaram, nos bancos mais à frente jaziam duas meninas que partiam para as ruas além daqueles muros. O ar seco faz minhas narinas arderem, e só então me lembro que esqueci o remédio.<br />
Fico irritada com a mulher estranha e pensativa com um saco de tricô que agora tenta passar por cima de minha cabeça para colocar a cabeça na janela. O que é muito estranho, pois já não estava mais calor. Porém ela estava mesmo era a observar algo lá fora, provavelmente uma pessoa, e fazia isso sem discrição.<br />
	A moça, distraída que estava, não percebeu que o trem ia deslanchar, o que fez com que ela sentasse num solavanco e derrubasse sua sacola com ovos. Absurdo, pois nesse mesmo dia eu já havia visto uma garota deixar um pastel de feira na calçada, que dirá a galinha que botou esses ovos? Desperdício de comida.<br />
	<img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/barrafunda.jpg" alt="" class="blogimage" style="float:left;" /> É hora de me preparar para descer, são mais cinco minutos até a próxima estação, porém essa viagem é o que mais me intriga. O bêbado ronca ao lado do seu colega, um casal está sentado aonde sentavam as duas meninas tagarelas e fazem totalmente o contrário de rir, brigam, e eu presumo que seja porque o rapaz deu uma olhada não muito inocente na moça com roupa de ginástica. A moça com o saco de tricô sujo de ovo agora está com cara de quem viu um fantasma. Só uma pessoa não se mexeu, a que estava sentada com a bolsa no colo e sentindo frio. Eu.<br />
	Finalmente a quarta estação, a minha última, e a penúltima para os que ficam. Com satisfação me levanto e guardo um casaco recém-tirado de volta na bolsa. Não faz mais calor, não faz frio. As pessoas se aglomeram na porta e se seguram. As portas abrem num movimento de liberdade, uma escada rolante me espera. O ar teria um cheiro muito mais agradável se os trilhos não cheirassem a ferro queimado.<br />
	A maioria desce, e eu continuo com dó de quem descerá na próxima. A velhinha se apóia no corrimão. O bêbado ainda ronca e acredito que alguém terá de acordá-lo, pena que não será seu colega de conversas.<br />
Mas até que uma coisa faz sentido: pessoas idosas não saem para se aventurar, mas sim para ir ao médico, na 25 de Março, ou para encontrar algum colega, também idoso, no bairro dos poodles brancos. Isso lembra que minha avó, uma hora dessas, faz comida e matraqueia com a empregada.<br />
	Quando lanço um olhar rapidamente ao trem parado, a moça com o saco de tricô se levanta abruptamente do assento em que estava e corre para a escada rolante. Subimos muito perto, me encolhi para que a sujeira dos ovos quebrados não respingasse em mim. Talvez eu não queira saber o que ela viu, me importo com coisas importantes.<br />
	A escada chega ao fim, e todos seguem um rumo diferente.</p>
<p><span>Nota de rodapé: Texto inspirado em <a href="http://www.releituras.com/clispector_menu.asp">Clarice Lispector &#8211; Amor</a> e <a href="http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/fernando-pessoa/num-meio-de-fim-de-primavera.php">Fernando Pessoa &#8211; Num meio dia de fim de primavera</a></span></p>
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		<title>Saga dos Balões</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 23:45:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando eu era criança minha tia tinha uma loja de artigos para festas bem famosa no centro da cidade &#8211; que por sinal devia dar um lucro considerável &#8211; e trabalhava junto com meus pais na montagem e filmagem das festas. Por conta disso, quando chegava da escolinha usando meu invejável uniforme com uma estampa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando eu era criança minha tia tinha uma loja de artigos para festas bem famosa no centro da cidade &#8211; que por sinal devia dar um lucro considerável &#8211; e trabalhava junto com meus pais na montagem e filmagem das festas. Por conta disso, quando chegava da escolinha usando meu invejável uniforme com uma estampa da turma da Mônica voando em um balão vermelho, ficava horas escondida entre as milhares de caixas que ficavam no depósito fuçando os mágicos brinquedos de plástico comprados na 25 de Março.</p>
<p>Coisas que toda criança sobrinha de dona de loja deve saber: é bem fácil arranjar uns quitutes e brinquedinhos de vez em quando, mas tente fazer isso sem que ninguém veja, do contrário, faça como Forrest Gump: corra, e ao fazer isso não deixe cair nada do que conseguiu surrupiar. E fuja também da funcionária da loja &#8211; que aliás é uma nordestina que já foi minha babá &#8211; ela dá um pouco de medo.</p>
<p>Mas todos sabem que quando somos crianças nada tira a inocência e pureza de nossas personalidades, o que faz com que os adultos sempre acabem nos perdoando e ainda nos levando na sorveteria mais próxima. Engano meu! Parece que minha adorável aparência de criança não foi suficiente, e ao crescer, minha penitência foi ajudar minha tia a produzir as festas. Chegando lá, empolgadamente pego os enfeites de mesa e corro para dentro do local, pois onde há mesa, há comida.<br />
Mas ilusão de pré-adolescente é igual de pobre. E em pouco tempo lá estávamos a funcionária &#8211; que é nordestina &#8211; e eu sentadas nos bancos com uma caixa de molde entre as pernas e um compressor de ar ao lado enchendo balões.</p>
<p><img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/balao.jpg" alt="" class="blogimage" style="float: left; width: 50%;" /> E o negócio deu sucesso, pois toda inauguração de escola, almoço beneficente e festas de todo o tipo, lá estavam o compressor de ar, o molde, e minha inigualável cara de sono enchendo os balões cujo pacote com o desenho de um palhaço feliz começava a me irritar. Pior do que isso era voltar pra casa com cheiro de borracha e o pó branco nas roupas que me fazia espirrar e ficar com os olhos vermelhos, quem estava de fora não sabia que o pó era advindo de uma labuta incansável para fazer criancinhas felizes ou enfeitar uma simples porta, e olhavam pra mim como se eu fosse uma cocainómana sem causa. Sem contar as inúmeras vezes em que o balão tinha de voar no fim da festa e os outros ajudantes ficavam engolindo gás hélio pra conversar igual Tico e Teco. </p>
<p>E parece que esses orifícios de borracha me perseguem, numa festa grande de família, lá estavam eles, e como já havia tomado uns copos de vinho, me pus a estoura-los com o garfinho de bolo. E até os dias de hoje, uma vez estava morando em uma república, tive de encher com minha própria boca aquelas bexigas. O que me faz reforçar que nunca, nem por promessa divina, eu me amarraria em dezenas de balões estilo Carl Fredricksen inspirado em um certo padre, me enfiaria mundo afora e sumiria. </p>
<p>Já contei que saí daquela escola com os uniformes invejáveis aos choros de medo de um tal de Bicho Balão? Mas se eu soubesse que poderia fazer parte de um &#034;show&#034; teria me escondido entre as caixas no depósito da loja de minha tia onde brincava.</p>
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		<title>Qualquer coincidência&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 02:30:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema/Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Enchendo o Saco]]></category>
		<category><![CDATA[Lero Lero]]></category>
		<category><![CDATA[bridget jones]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
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		<description><![CDATA[Não sei se é porque assisti aos dois filmes seguidos ontem (domingo), e nem estou com vontade de ficar pesquisando se o que eu vi é realmente verdade. Mas será que só eu reparei que o filme O Diário de Bridget Jones é totalmente moldado no Orgulho e Preconceito? Começando pelo principal, elas passam grande [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei se é porque assisti aos dois filmes seguidos ontem (domingo), e nem estou com vontade de ficar pesquisando se o que eu vi é realmente verdade.<br />
Mas será que só eu reparei que o filme <em>O Diário de Bridget Jones</em> é totalmente moldado no <em>Orgulho e Preconceito</em>?  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/normal.gif" alt="normal" class="wp-smiley" /> </p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/prideprejudice.jpg" style="width: 98%;" class="blogimage" /></p>
<p><img src="http://adelinedaniele.com.br/etc/li.gif" /> Começando pelo principal, elas passam grande parte do filme pensando que o mocinho não passa de um riquinho metido de merda.<br />
<img src="http://adelinedaniele.com.br/etc/li.gif" /> Tem o inimigo do mocinho, com ar de galã, que vai mentir pra elas sobre sua verdadeira índole, e estragar mais ainda a imagem dele.<br />
<img src="http://adelinedaniele.com.br/etc/li.gif" /> A família tradicional, uma mãe que tenta arranjar um bom casamento pra filha a qualquer custo, forçando-a a conversar com o suposto &#034;metido&#034;.<br />
<img src="http://adelinedaniele.com.br/etc/li.gif" /> O pai é sempre o mais calmo e tranquilo, que aguenta os xiliques da esposa.<br />
<img src="http://adelinedaniele.com.br/etc/li.gif" /> As chatas da história, que vivem no pé do mocinho.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://i46.photobucket.com/albums/f105/s2dedes2/bridgetjones.jpg" style="width: 98%;" class="blogimage" /></p>
<p>Além disso, há as citações. Como na cena do &#034;Turkey Cury&#034;, em que Mark Darcy fala mal de Bridget e ela escuta tudo. Assim foi em Orgulho e Preconceito, quando tentam convencer Darcy de dançar com Lizzy.<br />
O clássico olhar de inimigo pra inimigo &#8211; Darcy para Wickham/Mark para Daniel Cleaver.<br />
E também na cena em que eles se declaram, ambos falam dos defeitos delas ou da família delas.</p>
<p>No mais, ambos têm o mesmo sobrenome. O que eu mal lembro se é realmente proposital.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/confuso.gif" alt="confuso" class="wp-smiley" />  </p>
<p>Vai ver eu ando comendo Bis demais.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/olheiras.gif" alt="olheiras" class="wp-smiley" />  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/tonto.gif" alt="tonto" class="wp-smiley" /> </p>
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		<title>Por que Jornalismo?</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 17:26:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lero Lero]]></category>
		<category><![CDATA[escrita]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[paixão por livros]]></category>
		<category><![CDATA[profissão]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta quinta-feira, o professor de Pauta e Apuração devolveu os textos que minha turma havia escrito em sua primeira aula, a qual eu não tinha ido porque ainda estava em Caraguá. O texto explicava porque cada um escolheu jornalismo. Várias frases logicamente se encaixavam nos meus motivos: a vontade de informar a sociedade, escrever, poder [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta quinta-feira, o professor de Pauta e Apuração devolveu os textos que minha turma havia escrito em sua primeira aula, a qual eu não tinha ido porque ainda estava em Caraguá. O texto explicava porque cada um escolheu jornalismo.<br />
Várias frases logicamente se encaixavam nos meus motivos: a vontade de informar a sociedade, escrever, poder viajar, etc. Porém, nenhum dos textos iria falar como eu realmente me apaixonei pela profissão.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/desconfiado.gif" alt="desconfiado" class="wp-smiley" /> <br />
Soa como clichê dizer que desde criança adorava as &#034;Composições&#034;, faz muito tempo eu reli as coisas que escrevia, se eu tivesse pouco mais de oito anos poderiam dizer que eu fumava um belo d&#039;um baseado pra inventar tanta parafernalha. Algumas historinhas sempre traziam traços de algum filme ou desenho que tinha assistido. Certa vez, uma professora da segunda série quase ovulou quando leu um texto meu, eu só lembro que o protagonista era um coelho, porque eu lembro de te-lo desenhado na folha.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/pensativo.gif" alt="pensativo" class="wp-smiley" />  Ela pediu pra eu passar a limpo numa folha maior pra ela, e escreveu no meu caderno &#034;Brancaquinha de neve&#034;. Eu nunca entendi o por que de &#034;brancaquinha&#034;.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/semideias.gif" alt="semideias" class="wp-smiley" /> <br />
Enfim, até aí eu só curtia dar uma viajada com lápis de cor e psicodelicamente inventar travessuras num caderno.<br />
Na sexta-série uma professora começou a querer fazer chamada oral de livros, nessa época eu e minha amiga vaca-que-me-abandonou-e-foi-pra-Londrina-em-2006 já frequentávamos a biblioteca da escola, e sempre trocávamos livros, entre eles eu me apaixonei pela coleção capa-fluorescente da Píppi Meialonga. Porém, pra chamada oral, eu deveria escolher um livro melhor. Foi assim que entre capas e capas &#8211; eu julgava livros pela capa, e nunca me dei mal por causa disso &#8211; encontrei o livro de capa preta, com um farol, sinixtro, aê  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/diabo.gif" alt="diabo" class="wp-smiley" /> .<br />
<em>O Diário do Farol</em>, de João Ubaldo Ribeiro, fez com que eu me descabelasse toda, era o primeiro livro excentricamente bizarro que eu lia, o cara era um psicopata!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/maldoso.gif" alt="maldoso" class="wp-smiley" />  Fiquei deslumbrada pela linguagem com que ele narrava as coisas, o jeito irônico de escrever e descrever as coisas.<br />
Mais tarde fui procurar saber mais sobre o autor, e achei um outro livro dele na biblioteca, <em>O Conselheiro Come</em>, que reunia várias crônicas. Não deu outra, eu lia em casa, na escola, e até andando na rua. Me apaixonei por esse estilo de escrita. O que mais me empolgou é que o cara era jornalista, e eu nunca tinha ouvido falar nele.<br />
Juntando as duas coisas, eu curtia tanto escrever quanto ler crônicas ou qualquer livro, minhas amigas ficavam com cara de cu quando eu falava que tinha pedido de Natal algum livro do Harry Potter e não uma sandália, roupas ou cadernos caros.<br />
Bom, o resto muitos já sabem. Eu comecei meu blog, e escrevia coisas bem idiotas, e aprendi a mecher com HTML, CSS, PHP, até fazer curso de programação no Cefet.<br />
Nisso eu já tinha botado altas ideias na cabeça, coisas sobre a ditadura, política e cultura, e juntei com coisas como MPB, prazer pela leitura e escrita, história, ideias socialistas, etc.<br />
No fim de 2007, quando íamos prestar vestibular, eu, idiota que sou, me candidatei pra Jornalismo na Fuvest. Retardadice pura, eu nunca que ia passar pra segunda fase. Ainda fiquei na dúvida se deveria ter prestado história. No ano em que terminei o CEFET, prestei Enem, e finalmente consegui minha vaga no Mackenzie, que hoje não trocaria pela tão sonhada USP.<br />
<img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/jornalismo.jpg" class="blogimage" alt="" style="float: left; width: 65%;" />Nesse primeiro ano de faculdade, eu percebo que pequeno pedaço de merda eu sou nesse mundo, e que tem tanta coisa que vai além de ler e escrever. O começo é meio perdido, com o tempo a gente vai aperfeiçoando várias coisas, e aprende que existem milhares de sentidos pra uma coisa só.<br />
História da arte, Cinema, Fotografia, Fotojornalismo, Ética, Geografia, Sociologia, etc, etc e etc!<br />
Por enquanto me vejo entre dois caminhos diferentes, espero que ambos me levem, mais tarde, pro caminho que almejo. Porque não é só da constituição social que vivem os jornalistas, mas sim de uma ideologia que engloba ética e esperança de melhor qualidade de vida.</p>
<p><strong>Post comemorativo &#8211; Um ano de adelinedaniele.com.br</strong></p>
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		<title>Manual de uma republicana</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 02:52:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lero Lero]]></category>
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		<description><![CDATA[Coisas que acontecem com a vida. Seus pais te criam numa cidade do interior, você não é o primeiro aluno da sala, e nem o último, e se tem alguma perspectiva de vida vai começar a pensar na carreira que vai querer seguir, e se essa carreira for algo grande, está certo de que terá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Coisas que acontecem com a vida. Seus pais te criam numa cidade do interior, você não é o primeiro aluno da sala, e nem o último, e se tem alguma perspectiva de vida vai começar a pensar na carreira que vai querer seguir, e se essa carreira for algo grande, está certo de que terá de sair da sua casa aconchegante para ir à cidade grande mais próxima com os melhores cursos pra te oferecer.<br />
No caso das meninas, podem ser poucas, mas estou certa de que estaria mentindo quem dissesse que quando criança nunca planejou sua vidinha boa, morando num apartamento grande com todas as melhores amigas possíveis, todas estudando numa p* faculdade, comendo pizza, se divertindo o dia inteiro. Porém, quando pensaram em morar fora, e quando se imaginavam em faculdades, nunca pensaram realmente como seria <strong>estudar</strong>.<br />
Agora, vamos à realidade, você está numa faculdade, mas não está com as suas amigas, mora num apartamento bom, perto daonde estuda, e na maior parte do tempo está sozinha. Vamos excluir a parte patricinha da história, aquela que arranja uma mãe de aluguel mesmo tendo completado idade suficiente pra lavar o próprio bumbum.<br />
Ah, lembra do sonho de se divertir? Pois é, esquece ele, a menos que queira passar o resto da vida dentro de uma universidade cumprindo DP&#039;s. Ah é, estou excluindo faculdades que não exigem o mínimo de um aluno, ou seja, estudar em casa, ler um livro, um trabalho qualquer, que seja!<br />
Enfim, meio impossível afirmar que está 100% com a vida feita, a independência não é uma coisa tão fácil de se conseguir, digo independência <strong>total</strong>.<br />
Descartamos, então, a parte da história em que a pessoa mesmo morando fora não tenha que fazer nada, e pulamos pra parte em que eu falo coisas inúteis pra vocês:</p>
<p><img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/pentear.jpg" class="blogimage" alt="" style="float: right" />Não é segredo de estado, eu <strong>não</strong> penteio o cabelo; aliás, penteio depois de lavar, só. Não adianta, odeio ficar desembaraçando mecha por mecha, mais fácil estourar tudo. Uma amiga que os diga, ela tá enjoada de me ouvir falar que não penteei os cabelos, e de minhas lamúrias de quando passamos perto do carrinho de cachorro-quente, aliás, não tem como não querer! Na maioria das vezes eu tenho que ir ao mercado e fazer, senão minha <em>taenia solium</em> não cresce com saúde.<br />
Falar nisso fui numa perfumaria procurar meu shampoo, e quando vejo que não achei o que queria, fiz a cagada de perguntar pra moça se tinha Pantene grande(400ml). A moça me embolou numa conversinha fiada de dez minutos tentando me vender um tal de Helcla sei lá das quantas, comentando que o cabelo dela (preso e liso) era igual ao meu e que era muito bom, que tinha ceramida, xixi de Unicórnio e o caramba a quatro, e pegando no meu cabelo: <em>- Porque ele tira essas&#8230;pontas&#8230;duplas</em> &#8211; dizia ela pegando nas pontas do meu cabelo.</p>
<p>Aliás, se ali tivesse roupa acredito que ela ia tentar me vender também, pois eu acabava de descer a rua com a roupa que dormi. Onde eu moro, num só quarteirão você encontra de tudo, desde sapateiro até lojinhas de roupas, de produtos de limpeza, farmácias, etc; e eu, que nem cabelo penteio, não iria me trocar pra sair daqui até a esquina. <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/normal.gif" alt="normal" class="wp-smiley" />  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/oculos.gif" alt="oculos" class="wp-smiley" /> </p>
<p>O bom de morar só com mulheres é que a gente pode sair de toalha pra se trocar no quarto, mas tome sempre cuidado com as janelas. Aliás, antes de ir tomar banho, <strong>certifique-se</strong> de que sua toalha <strong>esteja pendurada no banheiro</strong>, elas podem ser suas amigas, mas não querem ver tanto de você assim.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/inocente.gif" alt="inocente" class="wp-smiley" />  Mas quem gosta de estilo dá pra sair com a bunda de fora toda linda absoluta.</p>
<p>Pois é, minha vida aqui é bem <strong>solitária</strong> (rá, entenderam? solitária!). E domingo tem feira! Na véspera: <em>Funk do Avada Kebrada</em>. Homenagem ao réur i.</p>
<p>Ah não! Pára! Nxzero sugerindo a dificuldade no desafio final do quinta categoria:<br />
- Um personagem é pura RAZÃO, e o outro é pura EMOÇÃO.</p>
<p>Brochei, tchau.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/olheiras.gif" alt="olheiras" class="wp-smiley" /> </p>
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		<title>O vício no cartão de crédito</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 19:14:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Momento fútil. Eu que me martirizava quando via aquelas mulheres todas pomposas nos shopping&#039;s gastando com cartão de crédito, hoje fico toda empolgada quando se fala em compras, principalmente quando se lê VISA nos adesivos das portas das lojas. Depois de ter passado alguns anos de dificuldade em casa, com a reforma e tudo mais, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Momento fútil.</p></blockquote>
<p>Eu que me martirizava quando via aquelas mulheres todas pomposas nos shopping&#039;s gastando com cartão de crédito, hoje fico toda empolgada quando se fala em compras, principalmente quando se lê <strong>VISA</strong> nos adesivos das portas das lojas.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/whoa.gif" alt="whoa" class="wp-smiley" /> <br />
Depois de ter passado alguns anos de dificuldade em casa, com a reforma e tudo mais, começamos a gastar com coisas que antes o dinheiro não cobria, como roupas melhores, cobertores novos, etc. No mais, acho que minha mãe merece as frescuras que ela quiser, trabalhar por 12 horas com 30 crianças falando o tempo todo não é fácil, a lembrar da eminente falta de educação nas crianças nos dias de hoje e de pais folgados que pensam que professores foram feitos para educar alunos, coisa que deveria ser feita em casa; aliás, é uma pena que alguns pais não consigam nem fazer o filho tomar banho, há uma enorme demanda de criancinhas fétidas, que remete ao fato de algumas pessoas pensarem que porque são pobres não precisam ter higiene. De qualquer forma, não é de educação que eu to afim de falar.</p>
<p>O interessante é que tudo fica mais fácil, porque as pessoas não precisam mais sair com um bolo de dinheiro pra comprar aquele sapato, e as compras online? Ahhh as compras online massageiam o meu sedentarismo.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/blush.gif" alt="blush" class="wp-smiley" />  Apesar de algumas coisas serem mais baratas em lojas locais, como a minha nova aquisição desde ontem: um depilador.</p>
<p><img class="blogimage" style="width: 98%;" src="http://i46.photobucket.com/albums/f105/s2dedes2/depiclean.jpg" alt="" width="450" height="450" /><br />
<span>DepiClean Taiff &#8211; Média de R$70 reais, eu paguei R$61</span></p>
<p>Pois é, a moça que me depila que não se sinta traída, eu ainda teria de ir lá pra cortar o cabelo e tal. O negócio é que morando em outra cidade fica complicado querer achar salões pra ficar mostrando as coxas assim tão facilmente, não dá pra confiar.<br />
Já usei ela hoje, gastei um refil na perna inteira, porque apesar de prático a gente tem que dar umas contorcidas pra alcançar na parte de trás, e eu gastei um tempão nisso.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/gross.gif" alt="gross" class="wp-smiley" />  E apesar de alguns falarem que não conseguem puxar, eu até que consegui, a canela pra mim é a pior parte, e eu acabei ela em 1 minuto.</p>
<p>Mudando de assunto, ganhei uns presentes do namorado, pois nesse dia 5 foi aniversário de namoro, dois DVD&#039;s que eu adoro, um álbum e um ursinho com trufas que eu já comi  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/devil.gif" alt="devil" class="wp-smiley" /> </p>
<p><img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/presentes.jpg" alt="" style="width:98%;" class="blogimage" /><br />
<span>Qualidade ruim, porque tirei com o celular.</span></p>
<p>Baixei a discografia do John Mayer esses dias, eu já conhecia ele, mas escutei mais um monte de músicas fofas. Eu ia colocar o radioblogclub aqui, mas como não tem a música que eu queria colocar, brochei. <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/blank.gif" alt="blank" class="wp-smiley" /> </p>
<p>Até!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/love.gif" alt="love" class="wp-smiley" /> </p>
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		<title>De volta!</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 02:29:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Agenda lotada nessas férias! Acordar depois das dez, tomar café, assistir House M.D., Friends e mais uma tonelada de filmes, além de ler uns 10 livros que fiquei de ler&#8230; Enfim, coloquei dois novos vídeos daquele trabalho sobre o Novo acordo ortográfico: Esses vídeos não foram pro trabalho, na verdade, eu refilmei com o cabelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agenda lotada nessas férias! Acordar depois das dez, tomar café, assistir House M.D., Friends e mais uma tonelada de filmes, além de ler uns 10 livros que fiquei de ler&#8230; <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/pensativo.gif" alt="pensativo" class="wp-smiley" /> </p>
<p>Enfim, coloquei dois novos vídeos daquele trabalho sobre o Novo acordo ortográfico:</p>
<p style="text-align:center;">
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yNft4Y1lvTM&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/yNft4Y1lvTM&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object><br />
<br />
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Z1A6JLFQFWM&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Z1A6JLFQFWM&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>
</p>
<p>Esses vídeos não foram pro trabalho, na verdade, eu refilmei com o cabelo preso depois.</p>
<p>Como sempre eu to sem saco e sem ideia pra postar, já enjoei de ouvir falar no Michael Jackson, tanto pra piadas quanto pros hipocritas que antes o julgavam e agora morrem de inveja do velório que tava bombando.<br />
Brasileiro adora uma tragédia mesmo. Dá uma briga no vizinho, neguinho fica com o rabo coçando de curiosidade pra saber o por quê, sequestram um coitado, o cara mata trabalho pra assistir Globo News e ver o que vai acontecer, se morre famoso então, xii, pode ser quem for, é luto na certa, fecha o bar da esquina e tudo!<br />
Pior ainda são aqueles blogueiros que esperam uma notícia bombar pra poder postar: <em>mimimi olha só como o Brasil é uma bosta, mimimi como eu sou infeliz, sou feio(a) e não tenho namorado(a) então vou xingar o amor e todo mundo, mimimi o Sarney é viado, mimimi a Copa é uma merda, mimimi eu quero show do Paramore, etc etc etc</em> Ai que saco! Não tem tanque aonde esse povo mora? Pia suja, cueca mal-lavada ou pó pra tirar?<br />
Tá e daí que não exigem mais a porra do diploma pra jornalista? Cada um com a sua cabeça, não vou ficar chorando e desmoralizando as leis, existem diversas profissões que não exigem diploma, os Estados Unidos têm a melhor faculdade de jornalismo e lá não tem essas frescuras, as redações são compostas por 80% de profissionais da área. Não é pra sacanagem.<br />
E daí que o Brasil vai sediar a porra da Copa de 2014? Vocês toscos que são deveriam ficar um pouco conformados porque pelo menos boa parte das cidades que irão ter jogos vão ser praticamente reformadas. É como eu sempre falo, ninguém tá feliz com nada, e quando tá só sabe se gabar, porque a única coisa que eles querem é benefício próprio.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/pisca.gif" alt="pisca" class="wp-smiley" /> </p>
<p><img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/elenesta.jpg" alt="" style="float:right;" class="blogimage" />Assisti <em>Ele não está tão afim de você</em>, pensei que era maior comédia, no fim era meio que um drama&#8230;Mesmo assim eu adoro todos os filmes com a Drew Barrimore, ela se encaixa em todos os papeis que faz, não foi como aconteceu com a Scarlet, que ficou tosca no papel de cantora(é o que eu acho). Li <em>Os homens com quem não me casei</em> da <strong>Janice Kaplan</strong>, o começo me lembrou <strong>Melancia</strong>, porque o marido abandonava ela e tal, depois aconteceu um monte de coisa diferente, a autora deu uma viajada em citar Angelina Jolie no negócio, mas de resto é como toda comédia romântica/feminista.<br />
Roubei do meu namorado <em>Um escritor na guerra</em>, de <strong>Vasily Grossman</strong>, porém agora não to podendo ler porque a criatura hiperativa que é o meu primo não me deu muito sossego, que nem, agora era pra eu estar vendo CQC, mas não tô, êÊÊe! ADORO ser filha única, ponto final.</p>
<p>To na 3ª temporada de House, coçando pra ver a 4ª e depois a 5ª. Já que Grey&#039;s Frescuratomy só volta em setembro  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/choro.gif" alt="choro" class="wp-smiley" /> .</p>
<p>Ganhei uns quinhentos presentes do namorado que depois mostro, morram de inveja, tchau! </p>
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