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	<title>adelinedaniele</title>
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		<title>Dentista cheira a Periogard</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 13:52:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu me considero uma pessoa com sorte. Sim. Sorte por não ter nascido com a arcada dentária podre, torta ou defeituosa. Até onde se sabe não existe ser humano que em sã consciência goste de enfiar brocas na boca ou de sentir a &#034;picadinha&#034; de agulha que muitos temem.
Mas mesmo tendo tudo sempre certo, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu me considero uma pessoa com sorte. Sim. Sorte por não ter nascido com a arcada dentária podre, torta ou defeituosa. Até onde se sabe não existe ser humano que em sã consciência goste de enfiar brocas na boca ou de sentir a &#034;picadinha&#034; de agulha que muitos temem.<br />
Mas mesmo tendo tudo sempre certo, o medo daquela cadeira é inevitável e quando nos sentamos procurando conforto já ficamos imaginando o que vai acontecer. É quando nosso cérebro figura todo tipo de trauma da vida e monta a cena de algo pontudo atravessando nossa bochecha. Pelo menos é o que acontece comigo. Existem aquelas pessoas que já estão acostumadas, o dentista nem precisa mais avisar a hora de cuspir o flúor com gosto azedo.<br />
O caso é que eu não vou muito ao dentista, então todo tipo de comentário que as pessoas fazem já me deixa tão tensa que antes de sentar na cadeira já vou pedindo xelocaína. Apesar disso, depois da experiência que tive digo que não tenho problema em ir ao dentista, eu só não quero precisar voltar lá!<br />
Durante o ano passado inteiro andei com umas dores que vinham e voltavam quando eu mastigava. Percebi que os famosos dentes do juízo estavam querendo apontar, e eles não vinham com muita amizade.<br />
No começo desse ano minha mãe e eu decidimos que estava na hora de ir ao dentista, ela pra arrumar um carlhamaço de coisas, e eu pra fazer a checagem. Acabou que meu tio, o dentista, sugeriu que eu tirasse os quatro cisos de uma vez, pra não ter problemas. E eu, metida a corajosa e com vergonha de contestar, aceitei.<br />
Sem muitos rodeios sobre a viagem, a chegada, meu último almoço decente da semana [comida da vovó] e de duas horas de espera porque minha mãe foi atendida antes: lá estava eu sentada na cadeira, minha prima recém formada de um lado e meu tio do outro [lembra das profissões hereditárias, né?]. Só depois de meu tio tirar umas trocentas seringas e materiais esquisitos esterilizados que eu me dei conta da cagada que estava fazendo, eu iria ficar ali por muito tempo, pois segundo meu raio-x meus dentes de baixo estavam deitados empurrando os outros.</p>
<p style="text-align: center;">
<img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/raiox.jpg" class="blogimage" alt="" />
</p>
<p>O interessante de ir ao dentista é que eles parecem entender o que você fala, mesmo com sua boca estando esgarranchada eles respondem exatamente o que se pergunta. Foi o que aconteceu com minha tia, que ajuda nas cirurgias. <em>- Ã ka á?</em><br />
<em>- Tá, sua mãe ta la te esperando  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/wink.gif" alt="wink" class="wp-smiley" /> .</em><br />
Tirando isso, não há nada de tranquilizador durante essa cirurgia senão a própria anestesia, que graças a Alá não doeu pra ser aplicada. Mesmo assim, só a aflição de estarem cortando, triturando seu dente e puxando ele com toda a força já dá tremedeira. Juro que tentava relaxar naquela cadeira mas quando me dava conta estava toda dura.<br />
Saí de lá ainda com a boca aberta, foi mais de uma hora dentro daquela sala com ar condicionado e a primeira coisa que fiz foi ir ao banheiro fazer xixi. Como eu estava anestesiada parecia que meu beiço inferior estava inchado, os cantos da minha boca estavam cortados de tando ficarem com espelho pra lá e pra cá. Fui embora com uma gaze na boca de vergonha, ainda bem que minha avó mora a uns 50m do consultório  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/secret.gif" alt="secret" class="wp-smiley" /> .<br />
Depois disso passei dois dias comendo sopa, não aguentei ficar sem comer, ainda mais com todo mundo cozinhando macarrão alho e óleo, frango assado, etc  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/hmph.gif" alt="hmpf" class="wp-smiley" /> .<br />
Sabem aquele cheiro característico de dentista que ninguém gosta? Pois é, eu gosto. Não sei por quê mas o cheiro lembra limpeza, o que pode ser mais limpinho do que jaleco de médico e dentista, não? [antes de passarem o dia inteiro trabalhando, claro] Descobri que esse cheiro vem daquele remédio que eles aplicam antes da cirurgia, o Periogard, que aliás eu precisei bochechar por vários dias.<br />
Ao contrário do que muitos dentistas falam, meu tio não aconselhou que eu saísse por aí tomando sorvete, pelo menos não no mesmo dia da cirurgia, pois o açúcar pode fermentar e fazer estragos no rombo do dente semi-arrancado, fica a recomendação  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/bounce.gif" alt="bounce" class="wp-smiley" /> .</p>
<p>No mais, cinco dias em Minas Gerais comendo e dormindo&#8230;Essas férias são prejudiciais. Pelo menos deu tempo de dar uma lida no livro <em>Clube do Filme</em>, de David Glimour &#8211; ex-crítico de cinema contando como tentou educar seu filho adolescente.</p>
<p>Depois que voltei, por efeito do Periogard ou não, comecei a jogar <a href="http://farmville.com">Farmville </a>- ainda bem que é só por agora, depois das férias vou dar tchau pra internet.<br />
Além de tudo, estou na 3ª temporada de <strong>Lost</strong>, com um namorado que quer fazer cinema a gente assiste de tudo né?  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/cute.gif" alt="cute" class="wp-smiley" /> </p>
<p>Até a próxima e com mais criaitividade!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/love.gif" alt="love" class="wp-smiley" /> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Mais vale um Raid na mão</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 15:19:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sabem aqueles filmes de terror com aquela cena clichê onde a mocinha abre o armarinho do banheiro pra pegar fio dental e quando ela fecha dá de cara com o capeta? Pois é!  Só que comigo não foi o capeta e sim a praga em pessoa, e ao invés de pegar fio dental eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sabem aqueles filmes de terror com aquela cena clichê onde a mocinha abre o armarinho do banheiro pra pegar fio dental e quando ela fecha dá de cara com o capeta? Pois é!  Só que comigo não foi o capeta e sim a praga em pessoa, e ao invés de pegar fio dental eu estava simplesmente penteando o cabelo pra ir à escola.<br />
Agora pensem naqueles filmes onde a cena se passa em câmera lenta: eu com uma coceirinha no pescoço, me coço e me distraio, e quando olho de novo pro espelho lá está ela, maleficamente tentando me matar.<br />
Claro que eu fiz o que qualquer pessoa em sã consciência faria: gritei histericamente e me descabelei toda batendo as pernas andando pela casa. Um pernambucano pensaria que estava numa apresentação de frevo. Fiz tudo isso ao mesmo tempo e descontroladamente. Até que chego no corredor e dou de cara com a minha mãe. Ela não é nem um pouco feia, mas sob efeito do susto eu gritei, e assustada ela gritou também e correu pro quarto. QUE TIPO DE MÃE ABANDONA A FILHA COM UMA ASSASSINA DESSAS????<br />
Não sei como mas consegui parar de dançar lambada e explicar pra minha mãe o que aconteceu. Eu passei o dia igual um Tarso. Parecia que tinha um chip em mim, ninguém podia nem encostar.<br />
Anos se passaram, e minha repulsa pelo inseto só cresceu. Eu nunca soube aonde ela foi parar, mas checo os bolsos dos meus casacos e calças até hoje.</p>
<p>Claro que todo mundo vai pensar <em>ah, toda mulher tem nojo de qualquer inseto ou sapo e faz escândalo</em>, mas comigo isso não acontece. Eu não tenho medo de ratos, já criei um monte de topolinos e ratos não sobem paredes &#8211; o que me dá vantagem, já que durmo a uns 2m do chão -, também não tenho medo de sapos porque na roça onde minha avó mora vive enfestado daqueles sapos gigantes estilo o pai da princesa Fiona, e eles nem se mexem. Lembro desse último Natal: quatro da manhã eu e minha prima estávamos no banheiro &#8211; lá o banheiro é grandão com vários chuveiros, porque alugamos sítio e no sítio deste ano era alojamento &#8211; eu escovando meus dentes tranquila, de repente minha prima passa a uns 100km/h gritando atravessando o banheiro em direção ao quarto.<br />
Ela acordou minha avó, dá pra acreditar? Falou que tinha um sapo lá dentro. E lá fui eu escovando os dentões procurar o meu príncipe encantado quando dou de cara com uma ínfime pererequinha de 5 cm de diâmetro me olhando de lado e dizendo: <em>How you doin&#039;?</em>.<br />
Confiar em primas cuja mãe já botara medo desde criança e cuja frescura é eminente seria bobagem, o pior foi que uma tia minha entrou no banheiro me xingando, pois depois do escândalo só tinha sobrado eu no recinto. É como se no maternal uma criança jogasse uma generosa bola de papel na nuca da professora e eu estivesse no mesmo perímetro do malcriado.<br />
Enfim, sapos são mais o estilo definido pelo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=MChT6r_h8rk">Leandro Hassum no Jô</a>. Eles chegam lá, ficam parados, ninguém puxa papo, e vão embora depois. E adoram uma festinha de fim de ano, ou casa de praia. E casas de praia em plena temporada atraem bichos <em>como o quê ein gente hum?</em>* Baratas!</p>
<p>O negócio fica feio quando se trata de baratas. Eu travo igual a uma mula no meio da estrada rumo a Goiás. E o pior é que elas <strong>sentem </strong>o cheiro do medo!<br />
Ontem de madrugada levantei, ou melhor, desci pra tomar uma água na cozinha (só quem conhece litoral &#8211; especificamente Caraguatatuba &#8211; entende o calor excruciante que faz aqui) quando topo com a dita cuja entre a porta da sala e a abertura da cozinha. <em>Rá!</em> Nessa hora em algum lugar tocava a música dos duelos dos faroestes.</p>
<p style="text-align: center;">
<img src="http://i46.photobucket.com/albums/f105/s2dedes2/baratao.jpg" alt="" class="blogimage" style="width: 100%;" /><br />
<span>Minha visão quando saí do quarto</span>
</p>
<p>Pequei a Ipanema azul-perereca da minha mãe &#8211; eu não ia matar com meu próprio chinelo, é como se o espírito dela fosse habitar na sola dele, urrgh &#8211; e joguei pra cima da maldita.<br />
Eu não acertei &#8211; o que era previsível já que estava a uns dois metros do alvo no mínimo &#8211; e a parida-por-uma-praga foi se esconder atrás da máquina de costura que está temporariamente em uma parte da cozinha (o fundo de casa está em reforma).<br />
<em>@$%#¨&#038;!!! Volta aqui, vadia manipuladora!</em> &#8211; pensei enquanto futucava atrás da máquina, acho que o elogio veio de algum filme com uma mulher muito mandona, o palavrão é meu mesmo  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/blush.gif" alt="blush" class="wp-smiley" /> . E quanto mais eu mexia mais ela se escondia. O pior é que se eu chamasse minha mãe haviam fortes chances de meu pai acordar e ficar muito estressado. Foi quando eu estava desistindo e indo tomar água que avistei mais uma forasteira, essa era um pouco menor. <em>Ótimo, chamou sua amiguinha, né?</em> Sentei a  Ipanema azul na impostora, abri a geladeira, peguei minha garrafinha made in Finland, corri pro quarto e fechei qualquer fresta digna da curiosidade da vilã. Ela não morreu, diz minha mãe que não viu nenhum cadáver embaixo do chinelo no dia seguinte.<br />
Só duas coisas me deixam neurótica e me fazem ter pesadelos: baratas e ex-namoradas/pegas de namorados. Adivinha com quem eu fui sonhar naquela noite? Com a ex, claro  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/blank.gif" alt="blank" class="wp-smiley" />  (nada contra, é só um problema psicológico que vou resolver aos 80 anos, quando for viúva).</p>
<p>Tendo passado o dia com um calor capaz de dissecar minha pele como uma uva passa assistindo House M.D. e ao <em>bon apetít</em> de batata recheada, me despedi do namorado à noite. Quando estava quase saindo pelo portão ele para e vira: <em>Ah, esqueci de falar&#8230;</em> &#8211; tá, eu também te amo muito mimimi coisiquiquica &#8211; <em>Tentei matar uma barata no seu quarto e não consegui.</em><br />
 <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/woot.gif" alt="woot" class="wp-smiley" />  Minha cara torceu como se eu fosse morrer em <strong>7days</strong>. E o filho da mãe foi embora e me deixou sozinha pra resolver o pepino. Se começou que terminasse! (isso soou estranho, não ria).<br />
Com a Ipanema azul em punho eu enfiei cuidadosamente minha fuça pela porta. Nem precisei procurar muito, ela estava quase no meio do quarto. <em>Então tu voltou né, Vandaime Chuazéga?</em></p>
<p style="text-align: center;">
<img src="">
</p>
<p>Veja, o problema é que eu tenho uma baita má vontade pra fazer isso. Aqui em casa quem toma conta do serviço sujo é a Meg ou minha mãe, no caso da cadela (vou deixar vocês pensando) é só gritar que ela vem e mata. Só que essa noite a falta de consideração e a preguiça tomaram conta dela, e eu tive que lidar com o monstro sozinha.<br />
Me aproximei vagarosamente dela, só que eu fiquei com nojo dela botar as patinhas em cima da minha sandália de gladiadora turca, então chutei o sapato. A bicha me dá um cinco minutos, roda duas vezes e foge. Eu nem preciso simular os palavrões nem a borração de calça que teve quando ela se mexeu. Daí que ela se enfiou no cantinho da minha cama e depois debaixo do baú que é acoplado à cama. <em>Chupa essa!</em> &#8211; ela deve ter pensado.<br />
Muito injuriada, comecei a planejar a madrugada. Eu não iria dormir no mesmo cômodo que uma barata nem sob pressão de uma arma na têmpora! Fui pra sala, peguei o celular e fui infernizar o namorado pra tentar entender por quê ele não tinha matado, porque ele não me amava o suficiente pra me salvar, porque é bambi e não quer contar ou porque ele tem um plano maquiavélico contra mim. Só podia ser. Eu fico com a primeira, pra fazer drama  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/cry.gif" alt="cry" class="wp-smiley" /> .<br />
Passado um tempo, fui ao meu quarto, tomando todo cuidado possível. Ao entrar, deve-se olhar bem as molduras da entrada, chutar a porta pra ver se nada sai voando, enfiar a cabeça e gira-la 360º na vertical pra ver se ela não te espera feito um balde de água fria como em armadilhas infantis, observar toda a área e calcular as chances para fugir, e, por fim, entrar e procurar onde os olhos não alcançavam da porta.<br />
Eu imagino que a barata tenha entrado pela janela do banheiro, porque até hoje ela não tem vidro, não teria como ela entrar pela sala dessa vez porque eu a teria visto ou sentido seu cheiro (sim, baratas têm cheiro). Imaginei isso logo que olhei pro lado. Lá estava ela toda beiçuda andando perto do meu ralo ( <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/blank.gif" alt="blank" class="wp-smiley" /> ). <em>Merda, cêmeacho!</em><br />
Voltei pra sala e peguei a ipanema que tinha deixado quando tinha perdido as esperanças. Cheguei bem quietinha na porta do banheiro e joguei o chinelo. A anta desembesta pro meu lado. Mais uma vez: não preciso simular o berro e os pulinhos de frevo que dei. A essa altura eu já estava muito fula com a Meg, que não apareceu pra me defender. Até que minha heroína aparece, de pijamão mesmo.<br />
Minha mãe pegou a vassoura e veio pro meu quarto com cara de assassina. A barata tinha se enfiado agora no canto do meu guarda-roupa. Tivemos &#8211; na verdade ela teve, eu estava a uns 2m dali só pra garantir &#8211; de arrastar o armário pra enxergar o inseto. Depois de umas quinhentas vassouradas e de minha mãe dizendo: <em>Tem que matar com vassoura, não adianta nada jogar o chinelo, mimimi</em> a Meg enfia a cara pela porta semi aberta por causa da muvuca, e quando a barata morta é varrida ela a abocanha e a leva pra fora.</p>
<p>A questão agora é: a barata tinha se enfiado num canto, ela não teria motivos pra sair de lá e ir até o banheiro pra ser vista. Seriam <strong>duas baratas</strong>, então?<br />
Bom, agindo como qualquer indivíduo em sã consciência e desprovido de venenos porque se esqueceu de pegar na compra há dois dias, fiz uma barreira com Veja Perfumes da Natureza de Frutas Vermelhas na porta entre o banheiro e o quarto, e também na janela do banheiro. E seria capaz de dormir com o desinfetante do meu lado.</p>
<p style="text-align: center;">
<img src="http://i46.photobucket.com/albums/f105/s2dedes2/barreira.jpg" alt="" class="blogimage" style="width: 100%;" /><br />
<span>Barreira muito eficiente contra baratas (not)</span>
</p>
<p>Resumidamente todo mundo já deve ter concluído meu transtorno psicológico. Não sou retardada, essa forma de defesa eu só uso contra os insetos, contra os insetos.</p>
<p style="text-align: center;">
<img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/abarata.jpg" alt="" class="blogimage" style="width: 100%;" />
</p>
<p> <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/secret.gif" alt="secret" class="wp-smiley" /> </p>
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		<title>Candidate-se a esta vaga agora</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Jan 2010 16:47:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem vos fala agora é mais uma pessoa que quer uma das 190 mil vagas para emprego. E acredito que muitos de vocês também desejam ou já desejaram, pois &#034;Desempregado&#034; assinalado em formulário não vale nada, assim como sua renda na hora de comprar uma máquina de lavar nas Casas Bahia em R$segurodesemprego,00 pode ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem vos fala agora é mais uma pessoa que quer uma das 190 mil vagas para emprego. E acredito que muitos de vocês também desejam ou já desejaram, pois &#034;Desempregado&#034; assinalado em formulário não vale nada, assim como sua renda na hora de comprar uma máquina de lavar nas Casas Bahia em R$segurodesemprego,00 pode ser constrangedora. Até em conversas de família, quando alguém lança aquele olhar atencioso e pergunta carinhosamente: <em>O que você vai querer fazer da vida?</em> &#8211; nessa hora é importante aproveitar cada segundo que leva para a pessoa terminar a pergunta, isso te dá tempo pra pensar no que responder.<br />
O que fazer da vida na verdade soa como uma missão a ser cumprida, como se cada ser humano tivesse uma obrigação de subir na vida e virar um esnobe vegan que aos 65 anos vai, finalmente, perceber que não devia ter feito administração e sim medicina. Hoje em dia ainda encontramos pessoas que fazem seus trabalhos com empenho e que não desejariam estar em outro lugar.<br />
Mas pense em uma década em que a internet passa de seletivos usuários para alcançar as pequenas antenas da periferia, onde a cabeça das pessoas que nasceram há pouco funciona de forma diferente, almejando a única coisa que lhes trará o status desejado: dinheiro.<br />
Só em 2009, ano em que comecei minha faculdade, de 80 alunos selecionados dentro da minha turma no mínimo 20 desistiram e optaram por outro curso ou ficaram estagnados. Teve gente que mudou até duas vezes de curso depois disso, e tem gente que termina o curso pra descobrir que não era aquilo que queria. Gente confusa essa, eu penso. Mas depois fica bem claro o que acontece com algumas dessas pessoas.<br />
Pai rico, filho rico, neto metido. Eis o dilema. Meus pais não nasceram ricos, muito menos o são. Como qualquer família de classe média cuja mãe se esforçou para passar em concursos e concluir uma graduação temos nossas dificuldades. Isso não me impediu de perceber como ás vezes famílias de classe A vêm a participar da nossa farofada classe B. Já explico o por quê.<br />
O pai, que pensa que é um Chris Gardner da vida, casa com uma moça (que não seria como a do Chris Gardner) e ela dá luz a três lindos filhos. Agora veja se já pensou dessa forma, o filho mais velho vira a ovelha negra, o caçula fica mimado e cheio de frescuras, e o do meio salva. Isso é uma observação minha, já vi acontecer várias vezes, então, você, caçula ou filho-do-meio, não se sinta rotulado, afinal, sou filha única e sempre vou ser tachada de mimada mesmo. Enfim, deixe a analogia dos três filhos pra lá e pense na sociedade hoje como está. Já imaginou como é, né? E não vai me dizer que pelo menos 50% dessas famílias contempladas pelo dinheiro abundante acaba na merda por causa da falta de perspectiva?<br />
É aí que entra essa liberdade de expressão, onde eu, ou nós, jovens, lutamos por um mundo melhor. Mas até lá demora uns três anos pra finalmente deslanchar em uma profissão e sair por aí dando palestras sobre autoconfiança ou sobre como educar o filho sem ter de enfiar uma bela cinta de couro nas nádegas gordas do desgraçado.<br />
Quando criança, aprendemos algumas das profissões ou seguimos o exemplo do pai advogado e da mãe dentista. Pra falar a verdade, medicina é a profissão hereditária. E acho que assim que conseguimos entrar numa faculdade os primeiros pensamentos preocupados são: &#034;<em>Aonde vou trabalhar? Como começo meu ganha-pão? Faço inglês ou espanhol primeiro? Curso técnico?</em>&#034;. Eu mesma já fiz curso técnico de programação e optei pelo Jornalismo, o que gera um estranhamento por parte daqueles que me entrevistam pra um estágio: &#034;<em>Então</em> &#8211; olha pro currículo e aperta os olhos pra ler meu nome direito &#8211; <em>Adeline, você já fez curso de programação, é isso? Mas por que mudou tanto de área?</em>&#034;. Bom, aí é que eu não posso sair falando que estamos no século vinte e um, que o desemprego toma conta do país por causa da falta de educação e de recursos pra isso, que todo profissional deve saber fazer um pouco de tudo, que quanto mais conhecimento, melhor, enfim, soaria mal educado e acho que todo ser que trabalha em RH e se mantém atualizado sabe disso.<br />
Eu não sei o que se passa na cabeça dessas pessoas que não conseguem ter o mínimo de força de vontade pra fazer a diferença, mas entendo que boa parte dos problemas advém sim da sociedade e do modo como são criados os filhos. De que adianta uma herança gorda e um modo de administrar a vida sedentário? A conta emagrece até que se torne crucial a busca por um emprego na mercearia da esquina.<br />
<img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/emprego.jpg" alt="" style="float: left;" class="blogimage" />Por outro lado, e em geral, a procura pelo trabalho em pró da gratificação é grande, e mesmo que não seja por dinheiro, como acontece com os estágios que visam a experiência e aprendizado, a situação se torna preocupante. Todo mundo sonha consigo mesmo como um profissional bem sucedido de terninho pra foto da revista Valor Econômico, aquelas fotos em que se sorri expressando: <em>Ó eu aqui no topo da pirâmide, mãe! Eu consegui! riaiririri</em>  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/sorriso.gif" alt="sorriso" class="wp-smiley" />  Eu diria que essa, pra mim, seria a era do MT (Mercado de Trabalho), e que se não corrermos atrás do melhor pedaço do bolo, acabamos com a fôrma e as migalhas.<br />
É por isso que falo que a culpa é nossa, mas não toda. Infelizmente a realidade é que até mesmo as empresas não sabem o que desejam. Fica complicado, por exemplo, esculpir um perfil do trabalhador perfeito. Sempre haverá um filho-da-mãe almofadinha de terno na fila de espera do processo seletivo se gabando pelos cursos caros fora do país e com um pai cuja agenda conforta milhares de contatos importantes. O que me deixa fula da vida. Estamos em um país de terceiro mundo onde grande parte da população até uns anos atrás era analfabeta e hoje tenta se reerguer da escravidão do Mobral com a maior força de vontade possível.<br />
Pode parecer ridículo uma pessoa com tantas oportunidades reclamar, vão achar que estou traumatizada e descontando a raiva no mundo. Mas não é mentira quando digo que muita gente luta para obter melhor desempenho e merecer as regalias do trabalho enquanto indicações externas valem mais do que honestidade.</p>
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		<title>2010 e uma Taioba ardida</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 16:12:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Parece que mesmo estando de férias eu não tive coragem nem criatividade pra postar. Acontece que eu estava tirando o sono atrasado da época da faculdade e também viajando com a família.
Como de costume, todo Natal nós vamos para um sítio com a família de meu pai, onde rola uma festinha, meu primo se veste [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parece que mesmo estando de férias eu não tive coragem nem criatividade pra postar. Acontece que eu estava tirando o sono atrasado da época da faculdade e também viajando com a família.<br />
Como de costume, todo Natal nós vamos para um sítio com a família de meu pai, onde rola uma festinha, meu primo se veste de mulher (sem fotos por enquanto), meu tio toca um sino irritante pra acordar a mulherada, enfim, festa de família; e no ano novo acontece a mesma coisa só que na casa da minha avó (mãe da minha mãe), que mora numa roça. Quando digo roça é roça mesmo, de nem celular funcionar, e do carro ter ficado uns 20min atolado na lama perto do mata-burro (tem vídeo!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/gross.gif" alt="gross" class="wp-smiley" /> ).<br />
Toda vez que vamos pra lá passar ano novo eu faço as mesmas coisas: levo um livro, uma revista, tudo o que puder ler, depois durmo, acordo, como, converso, sem muitas novidades. Esse ano eu pude me contentar com o lançamento da Marian Keyes, <em><strong>Tem alguém aí?</strong></em>, que lia o dia inteiro deitada na cama. Até que chega a noite da virada e eu fico beliscando a comida da ceia, coisa que faz minha mãe me mandar arranjar o que fazer  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/blush.gif" alt="blush" class="wp-smiley" /> .<br />
Como já é de se esperar na minha avó, algumas pessoas vão embora logo no dia primeiro (outras chegam nesse dia) e a casa torna a ficar um tanto vazia (isso não acontecia quando eu era criança, antigamente praticamente todo mundo ficava e tinha meus primos pra brincar e subir morros). É aí que acontece a pequena muvuca na cozinha.<br />
Eu estava deitada na cama, terminando a parte 2 do meu querido livro quando minha prima aparece na porta pedindo pra que eu vá com Hiago, filho dela, aprender a jogar Truco. Não que eu não soubesse, eu só não pratico muito  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/thinking.gif" alt="thinking" class="wp-smiley" /> . Mas como ela me explicou que isso era pra fazer com que ele não quisesse ir embora, eu fui. Só pra explicar, esse meu primo é um rapazinho de uns oito anos que exemplifica muito bem as crianças mimadas. Desde querer tudo na hora até pensar que manja Truco.<br />
Chego lá fora, numa pequena área, está ele e mais três primas, uma delas realmente prestava atenção. Quando vi que duas delas já jogavam com ele mandei formarem duplas e fui pra cozinha. <em>Pronto, missão cumprida </em>- pensei.<br />
Na cozinha a janta já saía e eu como sou morta de fome já tinha pegado meu prato (isso porque não fazia muito tempo que tinha tomado café da tarde). Arroz e feijão preparados no fogão à lenha, carninha de porco, salada de couve refogada, maionese e farofa. Enchi meu prato igual um pedreiro que acaba de sair pro almoço da obra de um prédio com quinze andares.<br />
A essa altura todo mundo já estava sentando pra comer também, e como a família é grande alguns foram pra sala e outros pra mesa da área lá fora.<br />
Desci a garfada no prato e fui comendo. Arroz, bom, feijão, muito bom, carne boa, maionese, couve&#8230; <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/rofl.gif" alt="rofl" class="wp-smiley" />  Minha garganta começa a arder de um jeito estranho e começo a achar que vou passar pelo apuro que passei quando tinha catorze anos.<br />
Bom, não lembro de na época ter postado sobre isso, mas quando eu tinha catorze anos fiquei gripada e uma dor de garganta fez com que eu ficasse uns cinco dias sem enfiar <strong>nada </strong>na boca. Parecia que haviam agulhas e cada vez que eu engolia a própria saliva sentia uma dor horrível. Até que no quinto dia fui ao hospital e tomei uma vacina em cada lado da bunda, Voltaren e Bezetacil, e aí minha mãe fez uma sopa cheia de trecos com vitamina pra eu tomar, dois dias depois eu já tirava o atraso com um bife maior que o prato.<br />
Então, como a garganta doía eu perdi toda a vontade de comer e comecei a enfiar a comida goela abaixo pra acabar logo com a tortura. Eis que surge meu tio que estava comendo na varanda.<br />
- Essa taioba tá muito ardida. Não consegui comer &#8211; disse ele apontando pra panela de couve na mesa.<br />
Acontece que a couve não era couve, e o que eu comi e fez com que minha garganta ardesse foi a tal taioba, que minha avó recolheu na horta e refogou como se fosse couve. E várias pessoas comeram com a vontade que se come a própria couve.</p>
<p style="text-align: center;">
<img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/taioba.jpg" alt="" class="blogimage" style="width: 98%;" /><br />
<span>E a mardita lembra mesmo couve.</span>
</p>
<p>Só sei que depois de esclarecida a diferença entre a taioba misteriosamente ardida (dizem que geralmente não é) e a couve, muita gente com a boca lavada e estômago semi-vazio (pelo menos eu, que como umas duas pratadas  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/yum.gif" alt="yum" class="wp-smiley" /> ) foi pra sala ver novela. E de tanto falarem que ardia a garganta e a língua começaram as piadas.<br />
<em>- Oceomeutaiova?</em> &#8211; dizia minha mãe fingindo ter a língua inchada e provocando risadas histéricas de suas irmãs, minhas tias.<br />
<em>- Ãiardenoahió é a haioba!</em> &#8211; continuava minha tia. Eu não ri, pra falar a verdade. Fiquei estressada com a garganta ardendo.<br />
Só sei que a essa altura tendo perdido a fome fui lavar as louças na pia, e enquanto isso escutava as piadas e risadas acerca da taioba. Elas devem ter ficado uns vinte minutos ali, só rindo. E riam cada vez mais quando chegava uma das primas falando que achava que era couve.<br />
Fiquei ali pensando, todo mundo em volta de uma mesa rindo à toa. Fazia meses que minha mãe não via minha avó e suas irmãs. <em>Puts! Haja reação!</em> &#8211; pensei.<br />
Depois de lavar a louça fui pro quarto e voltei pro mundo de <strong>Anna Walsh</strong>. Tive que comer um monte de doce de leite ninho que minha prima prepara quase que exclusivamente pra mim até a garganta melhorar. Aliás, esse doce já deu o que falar aqui em casa, mas isso é coisa pra outro dia.</p>
<p>Aqui anda bem vazio, mas mesmo assim, feliz ano novo pra todo mundo!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/wink.gif" alt="wink" class="wp-smiley" /> <br />
Agora vou arrumar meu quarto que está do avesso com todas essas viagens.</p>
<p>Até já!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/love.gif" alt="love" class="wp-smiley" /> </p>
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		<title>Num meio dia de fim de primavera</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Dec 2009 18:56:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vergonha na cara faz bem, e eu só vou tomar quando ficar de férias. Espero que exista vida social além da faculdade, e que também sobreviva a esta semana que virá. Até já!   

Cansada logo de dia, a bolsa pesada incomodava no ombro. Subo no trem que com muita sorte está vazio e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Vergonha na cara faz bem, e eu só vou tomar quando ficar de férias. Espero que exista vida social além da faculdade, e que também sobreviva a esta semana que virá. Até já!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/oculos.gif" alt="oculos" class="wp-smiley" /> 
</p></blockquote>
<p>Cansada logo de dia, a bolsa pesada incomodava no ombro. Subo no trem que com muita sorte está vazio e consigo me sentar para descansar a mochila e pegar algo dobrável para me abanar.<br />
Enquanto espero as quatro estações para seguir meu caminho até outro metrô e de lá passar mais um tempinho &#8211; se mais uma vez tiver sorte, sentada &#8211; fico observando um sem número de pessoas, olhando para o nada, mexendo no celular, arrumando o cabelo, ou vendendo chicles.<br />
Na primeira estação poucas pessoas entram, dentre elas uma senhora bem velhinha, que logo se sentou no seu assento preferencial. Fico imaginando como pessoas tão velhas pegam esses trens, sujos, que muitas vezes andam cheios e ninguém nunca cede lugar. <em>Ora, mas não é porque são velhos que não podem sair por aí se aventurando</em> &#8211; penso. Também imagino como seria se minha avó pegasse trem, delicada e frágil como é, mas na confusão para entrar certamente iria rir muito, isso se não tivesse um infarto fulminante ali mesmo, na porta. Mas isso nem ela e nem eu podemos pensar, pois ela tem medo de morrer, e eu temo perdê-la.<br />
O alarme para que as portas fechem toca, e quem não consegue entrar espera o próximo. Um homem bêbado em um dos bancos ao lado discursa efusivamente sobre os problemas políticos no Brasil, ao passo que seu recém-conhecido colega de banco balança a cabeça com obediência, afinal, não é sensato contestar pessoas que bebem além da conta em dia de semana em plena luz do dia.<br />
	Os vagões seguem com o mesmo ânimo dos passageiros, a morbidez e o calor tomam o ambiente, e cada um olha pela paisagem que passa rapidamente nas janelas entreabertas, ansiando para que as paredes dos prédios e o mato parassem de simplesmente passar e chegassem logo a seu destino. A segunda estação chega, é a mais próxima entre as outras que virão. Ninguém desce, uma pessoa sobe, e o alarme anuncia a partida para a trajetória a cumprir. As pessoas normalmente descem na penúltima estação, algumas ficam para a última, e receio que estas tenham de enfrentar algo muito pior.<br />
	Mal havia visto duas garotas nos bancos logo à frente, de costas para mim. Vejo como o cabelo de uma fora pintado com a cor roxa, e o da amiga louro claro. Como é que não as vi antes? Elas estão rindo sem parar, e eu só descubro que as percebi porque estavam falando sobre o bêbado perto de mim. Pelo que entendo, elas acham engraçado o homem mal conseguir pronunciar as palavras, e o imitam, sem disfarçar. Minha mãe teria me dado três tapas na boca e um sossega leão se eu fizesse esse tipo de coisa.<br />
<em>- O zê o zê zabi qui ta aqui ó, o dia da eleçãopápresdente! Tássim bracontecê ó! Ieuvotu! euvotu neli purque é bom presdente! Né nóminina?</em><br />
	Paro de olhar as garotas, e pra minha surpresa ou tristeza a menina era eu. As pessoas lançam um olhar engraçado quando veem esse tipo de situação, uma moça com roupas de ginástica assiste a tudo como se eu fosse realmente responder algo digno. Só uma pessoa não olha, a senhora, que fica de cabeça baixa. Concordo imediatamente com o moribundo e viro-me depressa para olhar os prédios por trás dos muros que cerceiam os trilhos do trem.<br />
	Chego à terceira estação e me dou conta de que as risadas cessaram, nos bancos mais à frente jaziam duas meninas que partiam para as ruas além daqueles muros. O ar seco faz minhas narinas arderem, e só então me lembro que esqueci o remédio.<br />
Fico irritada com a mulher estranha e pensativa com um saco de tricô que agora tenta passar por cima de minha cabeça para colocar a cabeça na janela. O que é muito estranho, pois já não estava mais calor. Porém ela estava mesmo era a observar algo lá fora, provavelmente uma pessoa, e fazia isso sem discrição.<br />
	A moça, distraída que estava, não percebeu que o trem ia deslanchar, o que fez com que ela sentasse num solavanco e derrubasse sua sacola com ovos. Absurdo, pois nesse mesmo dia eu já havia visto uma garota deixar um pastel de feira na calçada, que dirá a galinha que botou esses ovos? Desperdício de comida.<br />
	<img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/barrafunda.jpg" alt="" class="blogimage" style="float:left;" /> É hora de me preparar para descer, são mais cinco minutos até a próxima estação, porém essa viagem é o que mais me intriga. O bêbado ronca ao lado do seu colega, um casal está sentado aonde sentavam as duas meninas tagarelas e fazem totalmente o contrário de rir, brigam, e eu presumo que seja porque o rapaz deu uma olhada não muito inocente na moça com roupa de ginástica. A moça com o saco de tricô sujo de ovo agora está com cara de quem viu um fantasma. Só uma pessoa não se mexeu, a que estava sentada com a bolsa no colo e sentindo frio. Eu.<br />
	Finalmente a quarta estação, a minha última, e a penúltima para os que ficam. Com satisfação me levanto e guardo um casaco recém-tirado de volta na bolsa. Não faz mais calor, não faz frio. As pessoas se aglomeram na porta e se seguram. As portas abrem num movimento de liberdade, uma escada rolante me espera. O ar teria um cheiro muito mais agradável se os trilhos não cheirassem a ferro queimado.<br />
	A maioria desce, e eu continuo com dó de quem descerá na próxima. A velhinha se apóia no corrimão. O bêbado ainda ronca e acredito que alguém terá de acordá-lo, pena que não será seu colega de conversas.<br />
Mas até que uma coisa faz sentido: pessoas idosas não saem para se aventurar, mas sim para ir ao médico, na 25 de Março, ou para encontrar algum colega, também idoso, no bairro dos poodles brancos. Isso lembra que minha avó, uma hora dessas, faz comida e matraqueia com a empregada.<br />
	Quando lanço um olhar rapidamente ao trem parado, a moça com o saco de tricô se levanta abruptamente do assento em que estava e corre para a escada rolante. Subimos muito perto, me encolhi para que a sujeira dos ovos quebrados não respingasse em mim. Talvez eu não queira saber o que ela viu, me importo com coisas importantes.<br />
	A escada chega ao fim, e todos seguem um rumo diferente.</p>
<p><span>Nota de rodapé: Texto inspirado em <a href="http://www.releituras.com/clispector_menu.asp">Clarice Lispector &#8211; Amor</a> e <a href="http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/fernando-pessoa/num-meio-de-fim-de-primavera.php">Fernando Pessoa &#8211; Num meio dia de fim de primavera</a></span></p>
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		<title>Saga dos Balões</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 23:45:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando eu era criança minha tia tinha uma loja de artigos para festas bem famosa no centro da cidade &#8211; que por sinal devia dar um lucro considerável &#8211; e trabalhava junto com meus pais na montagem e filmagem das festas. Por conta disso, quando chegava da escolinha usando meu invejável uniforme com uma estampa da turma da Mônica voando em um balão vermelho, ficava horas escondida entre as milhares de caixas que ficavam no depósito fuçando os mágicos brinquedos de plástico comprados na 25 de Março.</p>
<p>Coisas que toda criança sobrinha de dona de loja deve saber: é bem fácil arranjar uns quitutes e brinquedinhos de vez em quando, mas tente fazer isso sem que ninguém veja, do contrário, faça como Forrest Gump: corra, e ao fazer isso não deixe cair nada do que conseguiu surrupiar. E fuja também da funcionária da loja &#8211; que aliás é uma nordestina que já foi minha babá &#8211; ela dá um pouco de medo.</p>
<p>Mas todos sabem que quando somos crianças nada tira a inocência e pureza de nossas personalidades, o que faz com que os adultos sempre acabem nos perdoando e ainda nos levando na sorveteria mais próxima. Engano meu! Parece que minha adorável aparência de criança não foi suficiente, e ao crescer, minha penitência foi ajudar minha tia a produzir as festas. Chegando lá, empolgadamente pego os enfeites de mesa e corro para dentro do local, pois onde há mesa, há comida.<br />
Mas ilusão de pré-adolescente é igual de pobre. E em pouco tempo lá estávamos a funcionária &#8211; que é nordestina &#8211; e eu sentadas nos bancos com uma caixa de molde entre as pernas e um compressor de ar ao lado enchendo balões.</p>
<p><img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/balao.jpg" alt="" class="blogimage" style="float: left; width: 50%;" /> E o negócio deu sucesso, pois toda inauguração de escola, almoço beneficente e festas de todo o tipo, lá estavam o compressor de ar, o molde, e minha inigualável cara de sono enchendo os balões cujo pacote com o desenho de um palhaço feliz começava a me irritar. Pior do que isso era voltar pra casa com cheiro de borracha e o pó branco nas roupas que me fazia espirrar e ficar com os olhos vermelhos, quem estava de fora não sabia que o pó era advindo de uma labuta incansável para fazer criancinhas felizes ou enfeitar uma simples porta, e olhavam pra mim como se eu fosse uma cocainómana sem causa. Sem contar as inúmeras vezes em que o balão tinha de voar no fim da festa e os outros ajudantes ficavam engolindo gás hélio pra conversar igual Tico e Teco. </p>
<p>E parece que esses orifícios de borracha me perseguem, numa festa grande de família, lá estavam eles, e como já havia tomado uns copos de vinho, me pus a estoura-los com o garfinho de bolo. E até os dias de hoje, uma vez estava morando em uma república, tive de encher com minha própria boca aquelas bexigas. O que me faz reforçar que nunca, nem por promessa divina, eu me amarraria em dezenas de balões estilo Carl Fredricksen inspirado em um certo padre, me enfiaria mundo afora e sumiria. </p>
<p>Já contei que saí daquela escola com os uniformes invejáveis aos choros de medo de um tal de Bicho Balão? Mas se eu soubesse que poderia fazer parte de um &#034;show&#034; teria me escondido entre as caixas no depósito da loja de minha tia onde brincava.</p>
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		<title>Uma medida de conveniência</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 03:22:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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São três fatos a que remeto, não nesse mesmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É por isso que ainda assino jornal, para ler sobre as propostas inovadoras dos nossos candidatos à presidência do Brasil. No que me faz bater mais uma vez na tecla da hipocrisia que fica estampada na cara de pessoas que se dizem dignas de mudar o país.<br />
São três fatos a que remeto, não nesse mesmo mês, mas o último foi o que mais me arrancou risadas.<br />
Há tempos cheguei até a postar no blog, que li que o governador tucano, José Serra, e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, haviam feito viagens com o intuito de fazer críticas ao governo Lula &#8211; só isso já bastou para saber que São Paulo vai de vento em poupa, mister qualidade de vida.<br />
Mais tarde, vi que estavam produzindo jornais para distribuir entre moradores do interior de SP, com obras do governo, ótimo, lá se vão mais de R$100 mil só pra fazer divulgação de rodovias e metrôs.<br />
E nem acredito que tenho que lidar com isso numa segunda-feira, 28 de setembro de 2009: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u630088.shtml">Gibi de tucanos reivindica a paternidade do Bolsa Família</a>.</p>
<p><img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/vilabrasil.jpg" style="float: left;" class="blogimage" alt="" />Atitude honrosa de um partido neoliberal, que na última eleição só fez criticar o benefício concedido a famílias de baixa-renda como medida de campanha para o PT. Mas que não deixou de alegar sua origem. Sim, pois tal Bolsa é advinda do projeto do governo Fernando Henrique Cardoso, que sabe lá Zaqueu quantas famílias beneficiava; pois importa saber a origem do projeto que mal teve repercussão durante aquela gestão?</p>
<p>E hoje o desespero tucano por atingir o maior número de populações de baixa-renda para arrecadação de votos resultou nessa enorme contradição. Transformando em um &#034;<em>Vila Sésamo</em>&#034; pra criançada esse tipo de informação tão importante quanto ler algum livro. Que não deixa de fazer com que o partido perca a pouca credibilidade que tinha, pelo menos para aqueles que leem esse tipo de notícia. Fora o desperdício de dinheiro, tempo, e de papel, que com toda certeza vai resultar em mais lixo na cidade.<br />
Além disso, a atitude só pode mostrar, que não obstante a falta de criatividade e de inteligência para criar um projeto produtivo de campanha para 2010, o programa continuará existindo num hipotético governo PSDBista, quiçá na cabeça dos pobres uma ideia totalmente diferente daquela que viam na propaganda política de 2006.</p>
<p>O que me faz pensar se a <em><a href="http://adelinedaniele.com.br/2009/03/23/uma-noticia-no-jornal/">Porta de Saída</a></em>, a qual falei há alguns meses, estará trancada para os que tentam alcançar a classe média.</p>
<p><span>Imagem: Folha Digital</span></p>
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		<title>Qualquer coincidência&#8230;</title>
		<link>http://adelinedaniele.com.br/2009/09/14/qualquer-coincidencia/</link>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 02:30:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não sei se é porque assisti aos dois filmes seguidos ontem (domingo), e nem estou com vontade de ficar pesquisando se o que eu vi é realmente verdade.
Mas será que só eu reparei que o filme O Diário de Bridget Jones é totalmente moldado no Orgulho e Preconceito?   

 Começando pelo principal, elas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei se é porque assisti aos dois filmes seguidos ontem (domingo), e nem estou com vontade de ficar pesquisando se o que eu vi é realmente verdade.<br />
Mas será que só eu reparei que o filme <em>O Diário de Bridget Jones</em> é totalmente moldado no <em>Orgulho e Preconceito</em>?  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/normal.gif" alt="normal" class="wp-smiley" /> </p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/prideprejudice.jpg" style="width: 98%;" class="blogimage" /></p>
<p><img src="http://adelinedaniele.com.br/etc/li.gif" /> Começando pelo principal, elas passam grande parte do filme pensando que o mocinho não passa de um riquinho metido de merda.<br />
<img src="http://adelinedaniele.com.br/etc/li.gif" /> Tem o inimigo do mocinho, com ar de galã, que vai mentir pra elas sobre sua verdadeira índole, e estragar mais ainda a imagem dele.<br />
<img src="http://adelinedaniele.com.br/etc/li.gif" /> A família tradicional, uma mãe que tenta arranjar um bom casamento pra filha a qualquer custo, forçando-a a conversar com o suposto &#034;metido&#034;.<br />
<img src="http://adelinedaniele.com.br/etc/li.gif" /> O pai é sempre o mais calmo e tranquilo, que aguenta os xiliques da esposa.<br />
<img src="http://adelinedaniele.com.br/etc/li.gif" /> As chatas da história, que vivem no pé do mocinho.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://i46.photobucket.com/albums/f105/s2dedes2/bridgetjones.jpg" style="width: 98%;" class="blogimage" /></p>
<p>Além disso, há as citações. Como na cena do &#034;Turkey Cury&#034;, em que Mark Darcy fala mal de Bridget e ela escuta tudo. Assim foi em Orgulho e Preconceito, quando tentam convencer Darcy de dançar com Lizzy.<br />
O clássico olhar de inimigo pra inimigo &#8211; Darcy para Wickham/Mark para Daniel Cleaver.<br />
E também na cena em que eles se declaram, ambos falam dos defeitos delas ou da família delas.</p>
<p>No mais, ambos têm o mesmo sobrenome. O que eu mal lembro se é realmente proposital.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/confuso.gif" alt="confuso" class="wp-smiley" />  </p>
<p>Vai ver eu ando comendo Bis demais.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/olheiras.gif" alt="olheiras" class="wp-smiley" />  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/tonto.gif" alt="tonto" class="wp-smiley" /> </p>
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		<title>Por que Jornalismo?</title>
		<link>http://adelinedaniele.com.br/2009/09/07/por-que-jornalismo/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 17:26:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lero Lero]]></category>
		<category><![CDATA[escrita]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[paixão por livros]]></category>
		<category><![CDATA[profissão]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta quinta-feira, o professor de Pauta e Apuração devolveu os textos que minha turma havia escrito em sua primeira aula, a qual eu não tinha ido porque ainda estava em Caraguá. O texto explicava porque cada um escolheu jornalismo.
Várias frases logicamente se encaixavam nos meus motivos: a vontade de informar a sociedade, escrever, poder viajar, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta quinta-feira, o professor de Pauta e Apuração devolveu os textos que minha turma havia escrito em sua primeira aula, a qual eu não tinha ido porque ainda estava em Caraguá. O texto explicava porque cada um escolheu jornalismo.<br />
Várias frases logicamente se encaixavam nos meus motivos: a vontade de informar a sociedade, escrever, poder viajar, etc. Porém, nenhum dos textos iria falar como eu realmente me apaixonei pela profissão.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/desconfiado.gif" alt="desconfiado" class="wp-smiley" /> <br />
Soa como clichê dizer que desde criança adorava as &#034;Composições&#034;, faz muito tempo eu reli as coisas que escrevia, se eu tivesse pouco mais de oito anos poderiam dizer que eu fumava um belo d&#039;um baseado pra inventar tanta parafernalha. Algumas historinhas sempre traziam traços de algum filme ou desenho que tinha assistido. Certa vez, uma professora da segunda série quase ovulou quando leu um texto meu, eu só lembro que o protagonista era um coelho, porque eu lembro de te-lo desenhado na folha.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/pensativo.gif" alt="pensativo" class="wp-smiley" />  Ela pediu pra eu passar a limpo numa folha maior pra ela, e escreveu no meu caderno &#034;Brancaquinha de neve&#034;. Eu nunca entendi o por que de &#034;brancaquinha&#034;.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/semideias.gif" alt="semideias" class="wp-smiley" /> <br />
Enfim, até aí eu só curtia dar uma viajada com lápis de cor e psicodelicamente inventar travessuras num caderno.<br />
Na sexta-série uma professora começou a querer fazer chamada oral de livros, nessa época eu e minha amiga vaca-que-me-abandonou-e-foi-pra-Londrina-em-2006 já frequentávamos a biblioteca da escola, e sempre trocávamos livros, entre eles eu me apaixonei pela coleção capa-fluorescente da Píppi Meialonga. Porém, pra chamada oral, eu deveria escolher um livro melhor. Foi assim que entre capas e capas &#8211; eu julgava livros pela capa, e nunca me dei mal por causa disso &#8211; encontrei o livro de capa preta, com um farol, sinixtro, aê  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/diabo.gif" alt="diabo" class="wp-smiley" /> .<br />
<em>O Diário do Farol</em>, de João Ubaldo Ribeiro, fez com que eu me descabelasse toda, era o primeiro livro excentricamente bizarro que eu lia, o cara era um psicopata!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/maldoso.gif" alt="maldoso" class="wp-smiley" />  Fiquei deslumbrada pela linguagem com que ele narrava as coisas, o jeito irônico de escrever e descrever as coisas.<br />
Mais tarde fui procurar saber mais sobre o autor, e achei um outro livro dele na biblioteca, <em>O Conselheiro Come</em>, que reunia várias crônicas. Não deu outra, eu lia em casa, na escola, e até andando na rua. Me apaixonei por esse estilo de escrita. O que mais me empolgou é que o cara era jornalista, e eu nunca tinha ouvido falar nele.<br />
Juntando as duas coisas, eu curtia tanto escrever quanto ler crônicas ou qualquer livro, minhas amigas ficavam com cara de cu quando eu falava que tinha pedido de Natal algum livro do Harry Potter e não uma sandália, roupas ou cadernos caros.<br />
Bom, o resto muitos já sabem. Eu comecei meu blog, e escrevia coisas bem idiotas, e aprendi a mecher com HTML, CSS, PHP, até fazer curso de programação no Cefet.<br />
Nisso eu já tinha botado altas ideias na cabeça, coisas sobre a ditadura, política e cultura, e juntei com coisas como MPB, prazer pela leitura e escrita, história, ideias socialistas, etc.<br />
No fim de 2007, quando íamos prestar vestibular, eu, idiota que sou, me candidatei pra Jornalismo na Fuvest. Retardadice pura, eu nunca que ia passar pra segunda fase. Ainda fiquei na dúvida se deveria ter prestado história. No ano em que terminei o CEFET, prestei Enem, e finalmente consegui minha vaga no Mackenzie, que hoje não trocaria pela tão sonhada USP.<br />
<img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/jornalismo.jpg" class="blogimage" alt="" style="float: left; width: 65%;" />Nesse primeiro ano de faculdade, eu percebo que pequeno pedaço de merda eu sou nesse mundo, e que tem tanta coisa que vai além de ler e escrever. O começo é meio perdido, com o tempo a gente vai aperfeiçoando várias coisas, e aprende que existem milhares de sentidos pra uma coisa só.<br />
História da arte, Cinema, Fotografia, Fotojornalismo, Ética, Geografia, Sociologia, etc, etc e etc!<br />
Por enquanto me vejo entre dois caminhos diferentes, espero que ambos me levem, mais tarde, pro caminho que almejo. Porque não é só da constituição social que vivem os jornalistas, mas sim de uma ideologia que engloba ética e esperança de melhor qualidade de vida.</p>
<p><strong>Post comemorativo &#8211; Um ano de adelinedaniele.com.br</strong></p>
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		<title>Hedonismo</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 14:36:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bloguxo]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema/Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Meme]]></category>
		<category><![CDATA[debate]]></category>
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		<category><![CDATA[namorado]]></category>
		<category><![CDATA[prazeres hedonistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Fui indicada pela Loma pra fazer esse meme. Não gosto muito de fazer meme, mas esse dos prazeres eu gostei.   

1: Cheirar livro ou revista nova, aliás, comprar e ganhar livros e revistas é uma das melhores coisas que existem. Coisa de gente maníaca, né?    ehhee
2: Cozinhar, e consequentemente comer. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fui indicada pela Loma pra fazer esse meme. Não gosto muito de fazer meme, mas esse dos prazeres eu gostei.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/tongue.gif" alt="tongue" class="wp-smiley" /> </p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://i46.photobucket.com/albums/f105/s2dedes2/hedonistas.png" alt="" /></p>
<p><strong>1</strong>: <em>Cheirar livro ou revista nova</em>, aliás, comprar e ganhar livros e revistas é uma das melhores coisas que existem. Coisa de gente maníaca, né?  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/bounce.gif" alt="bounce" class="wp-smiley" />  ehhee</p>
<p><strong>2</strong>: <em>Cozinhar, e consequentemente comer</em>. Aprender a fazer novos pratos e experimentar pode ser muito útil e divertido. Nem sempre dá certo, mas vale a comédia, como quando fui tentar fazer Cookies com o namorado e eles viraram uma prasta mole na fôrma &#8211; ninguém comeu  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/thinking.gif" alt="thinking" class="wp-smiley" /> .</p>
<p><strong>3</strong>: <em>Ir à praia</em>. Sou caiçara, grande parte das fotos que tenho de pequena são na praia; não gosto da parte de ficar igual retardada no mar ou o tempo todo me queimando. Mas o fato de ficar em alguma sombra na beira da praia conversando já dá uma bela limpada na alma.</p>
<p><strong>4</strong>: <em>Ler</em>. Obviamente, já que adoro adquirir novos impressos. Além disso é um dos prazeres que me rendeu a vontade de fazer jornalismo. Minhas revistas preferidas variam entre Piauí e Serafina, da folha, além da de informática,www.com.br, que eu não compro mais.</p>
<p><strong>5</strong>: <em>Assistir filmes e seriados</em>. Quem não gosta?  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/gross.gif" alt="gross" class="wp-smiley" />  Se bem que eu sou uma adepta do sofá de carteirinha como meu namorado me definiu no The Sims 3, não me importo de ficar o fim de semana inteiro assistindo algo, contanto que seja uma série ou um filme muito bom.</p>
<p><strong>6</strong>: <em>Sentir cheiro de café</em>. Precisamente num horário oportuno pra um café, lembra a época em que estudava cedo, minha mãe preparava café, eu nem comia, tomava café e ia pra escola. Cafés da tarde também são atrativos, já lembra aquele pão de queijo no forno me esperando  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/yum.gif" alt="yum" class="wp-smiley" /> . Hoje em dia eu faço meu café, nem sempre fica bom, ultimamente melhorei bastante, e agora tomo café lendo jornal, coisa de velho mesmo, eu sei.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/cool.gif" alt="cool" class="wp-smiley" /> </p>
<p><strong>7</strong>: <em>Brincar com a Meg</em>. Sim, minha cachorra me faz mais feliz, além do que, esse ano fico com tanta saudade de apertar aquela coisa preta saltitante. Quando chego em casa ela dá uns chorinhos toda empolgada, e já vem pulando feito doida me babando toda! Adoro!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/heart.gif" alt="heart" class="wp-smiley" />  </p>
<p>Não passa muito disso, sou muito sossegada, claro que entre outras coisas, e como uma preguiçosa, adoro dormir e ficar à toa&#8230;Coisas da vida.</p>
<p><img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/citizen-kane.jpg" alt="" class="blogimage" style="float: left; width: 25%;" />Lembrando que hoje começa a série na TV Cultura &#8211; Trago Comigo. E hoje também em São Paulo começa o evento <strong><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u617218.shtml">Ciclo Folha de Cinema e Jornalismo</a></strong>, onde toda terça serão exibidos filmes cujos protagonistas são jornalistas. Hoje na abertura, após o filme Cidadão Kane, haverá o debate entre o crítico de cinema da Folha, Sérgio Rizzo, meu professor, e o ombudsman da Folha Carlos Eduardo Lins da Silva. Às 19h30 no Espaço Unibanco de Cinema &#8211; Rua Augusta nº 1475, entrada franca, chegar com uma hora de antecedência pra tirar o ingresso. <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u617218.shtml">Veja a lista de filmes clicando aqui.</a><br />
E ontem eu fui uma cavaleira em busca do Santo Graal, praticamente. Plena segunda-feira de manhã, lá vou eu procurar peça de pia de cozinha por Santa Cecília inteira! Rárárá, a sorte é que me indicaram uma loja decente, que era perto do fim do mundo, lá eu encontrei a peça, finalmente.<br />
- Já foi atendida, moça? &#8211; pergunta um dos atendentes que despachara dois outros clientes.<br />
- Não, olha, quebrou&#8230; &#8211; menina com cara de bunda abre a mão e mostra a pequena peça destruída.<br />
- Ah temos sim, mas é de metal &#8211; diz ele analisando a peça.<br />
- &#8230;E qual a diferença? &#8211; quis saber.<br />
- É melhor.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/lol.gif" alt="lol" class="wp-smiley" /> <br />
-  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/duh.gif" alt="duh" class="wp-smiley" />  Então é essa mesma!</p>
<p>Saí tão feliz da loja que o cara deve ter achado que me vendeu ouro.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/huh.gif" alt="huh" class="wp-smiley" /> </p>
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