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		<title>Converter vídeos para iPod Touch</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Aug 2010 14:46:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nem devo ter comentado por aqui, mas desde março desfruto do meu precioso e tão sonhado iTouch de aniversário. Como eu sabia que nem iria ficar ouvindo músicas o dia inteiro nele, peguei o mais barato, eu gosto mesmo é de assistir filmes durante as viagens que faço pra minha casa, e em casa também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nem devo ter comentado por aqui, mas desde março desfruto do meu precioso e tão sonhado <strong>iTouch</strong>  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/woohoo.gif" alt="wooho" class="wp-smiley" />  de aniversário. Como eu sabia que nem iria ficar ouvindo músicas o dia inteiro nele, peguei o mais barato, eu gosto mesmo é de assistir filmes durante as viagens que faço pra minha casa, e em casa também posso entrar na internet sem brigar com meu pai pelo computador. Obviamente eu escuto músicas nele, mas não o carrego para todo lugar, até porque nem é seguro.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/ipod_touch.PNG" alt="" class="blogimage" /></p>
<p>Enfim, não foi difícil pra mim arrumar um programa para converter meus vídeos. Existe uma tonelada de programas conversores e agora eles até têm um formato com o nome específico de iPod/MP4. Mas para quem ainda tem dúvidas, segue o exemplo do que eu faço:</p>
<h3>Convertendo vídeos para assistir no iPod</h3>
<p>Em primeiro lugar, você deve ter instalado o programa de conversão em seu computador, no meu caso, instalei o <strong>iPodME </strong>- um aplicativo estilo &#034;descompacta e usa&#034;, ou seja, nem precisa da instalação. Descompacte a pasta zipada onde desejar e abra o arquivo executável.</p>
<p><img src="http://adelinedaniele.com.br/etc/folder.gif" alt="" /> Download <a href="http://go2.wordpress.com/?id=725X1342&#038;site=nodadev.wordpress.com&#038;url=http%3A%2F%2Fnoda.free.fr%2Fdev%2FiPodME_v2.3.zip&#038;sref=http%3A%2F%2Fnodadev.wordpress.com%2Fpc-projects%2Fipodme%2F">iPodME</a> e <a href="http://ufpr.dl.sourceforge.net/project/avisynth2/AviSynth%202.5/AviSynth%202.5.8/Avisynth_258.exe">Avisynth</a></p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://i148.photobucket.com/albums/s8/dedes2s2/ipodme_1.jpg" alt="" class="blogimage" /></p>
<p>Como será a primeira vez que abrirá o programa, as configurações poderão aparecer em um padrão diferente da screenshot. Clique em <strong>Add Files</strong> para adicionar os vídeos para a conversão. Você pode adicionar vários filmes ao mesmo tempo, no entanto tenha cuidado para não sobrecarregar o programa e o próprio computador.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://i148.photobucket.com/albums/s8/dedes2s2/ipodme_2.jpg" alt="" class="blogimage" /></p>
<p>Em <strong>Profile</strong>, você pode optar por fazer uma conversão rápida e com qualidade, lenta e com qualidade, turbo, etc. Mas caso queira algo mais específico, deixe selecionada a opção <strong>Custom</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://i148.photobucket.com/albums/s8/dedes2s2/ipodme_1_1.jpg" alt="" class="blogimage" /></p>
<p>Uma barra lateral aparecerá com algumas opções de vídeo. Em <strong>Encoder </strong>eu deixei x264 por ser o padrão, nunca testei <em>xvid</em>, então não sei qual seria a diferença. Novamente em <strong>Profile</strong>, deixe selecionada a opção <strong>Best quality</strong>, pois seria a melhor qualidade, claro. Em Mode eu também não mexo.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://i148.photobucket.com/albums/s8/dedes2s2/ipodme_1_2.jpg" alt="" class="blogimage" /></p>
<p><strong>Aspect </strong>é uma parte importante na hora de converter seu vídeo. Se a resolução do seu vídeo estiver em Widescreen, pode deixar em <em>16:9</em>, caso não seja, deixe em <em>4:3</em>, no entanto, para não ter problemas é melhor deixar em <strong>Original</strong>.</p>
<p>Em <strong>Audio options</strong>, você opta se define ou não a faixa de áudio. Como esta opção já vem marcada no programa como padrão, eu preferi nem testar.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://i148.photobucket.com/albums/s8/dedes2s2/ipodme_4.jpg" alt="" class="blogimage" /></p>
<p>Agora em <strong>More Options</strong> há as opções avançadas, onde você escolherá o local para onde irão os vídeos convertidos, se deseja fechar o programa após o término do processo, esticar o vídeo para caber na tela, ou ajustar a dimensão do mesmo. Em <strong>Process Priority</strong>, defina a prioridade do processo em seu sistema, entre <strong>Idle</strong>, <strong>High </strong>ou <strong>Normal</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://i148.photobucket.com/albums/s8/dedes2s2/ipodme_5.jpg" alt="" class="blogimage" /></p>
<p>Não há necessidade de mexer em <strong>Max size</strong>, a não ser que queira um vídeo maior do que a resolução de seu iPod &#8211; <em>480 x 320px</em> seria a dimensão padrão e adequada para o dispositivo.</p>
<h3>Legendas</h3>
<p>Essa é uma parte importante da conversão também. Se o seu vídeo possui legendas, não se esqueça de nomeá-la com exatamente o mesmo nome do arquivo de vídeo. Assim, ao converter o vídeo o iPodME também acoplará a legenda. Além disso, você também precisará ter instalado um pequeno aplicativo chamado <strong>Avisynth</strong>, ele é só um add-on para a sincronização, basta instalar e tudo funcionará.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://i148.photobucket.com/albums/s8/dedes2s2/ipod_touch_8.jpg" alt="" class="blogimage" /></p>
<p>Para as legendas aparecerem quando for assistir ao vídeo, basta clicar no pequeno ícone de um balão ao lado do controle de volume e selecionar a legenda. É provável que o nome apareça como &#034;Indeterminado&#034;.</p>
<p>Bom, adicione quantos vídeos quiser, defina a pasta de saída e clique em <strong>Convert </strong>para iniciar o processo.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://i148.photobucket.com/albums/s8/dedes2s2/ipodme_6.jpg" alt="" class="blogimage" /></p>
<p>Terminado o processo de conversão, adicione os vídeos em seu <strong>iTunes</strong>. Um simples arrastar e soltar já resolve. Depois é só sincronizar e começar a diversão!</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://i148.photobucket.com/albums/s8/dedes2s2/itunes_1.jpg" alt="" class="blogimage" style="width: 98%;" /></p>
<p>Há muitos programas muito melhores e com mais opções, mas eu não gosto muito de firulas, contanto que o vídeo não perca toda a sua qualidade e a conversão termine sem erros. E assim eu também não tive aquela dor de cabeça de ficar procurando programas e baixar um atrás do outro até encontrar um que fosse perfeito.</p>
<p><img src="http://adelinedaniele.com.br/etc/folder.gif" alt="" /> Download <a href="http://go2.wordpress.com/?id=725X1342&#038;site=nodadev.wordpress.com&#038;url=http%3A%2F%2Fnoda.free.fr%2Fdev%2FiPodME_v2.3.zip&#038;sref=http%3A%2F%2Fnodadev.wordpress.com%2Fpc-projects%2Fipodme%2F">iPodME</a> e <a href="http://ufpr.dl.sourceforge.net/project/avisynth2/AviSynth%202.5/AviSynth%202.5.8/Avisynth_258.exe">Avisynth</a></p>
<p>Quem tiver algum programa bom e até com mais coisas &#8211; o que não é difícil &#8211; fala aí  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/smile.gif" alt="smile" class="wp-smiley" /> </p>
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		<title>Desert Flower &#8211; Flor do Deserto</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 12:23:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Flor do Deserto (2009) (Wüstem Blume) 5 out of 5 stars Foragida da Somália para não se casar, Waris Dirie viveu anos na Embaixada da Somália na Inglaterra e mal sabia falar inglês. Isto até conhecer Marilyn, que a ajuda a encontrar um novo lar e um emprego. Impressionado pela sua beleza, um fotógrafo famoso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/desert_flower.jpg" alt="" style="width: 100px; float:left;" class="blogimage" /> Flor do Deserto (2009)<em> (Wüstem Blume)</em><br />
5 out of 5 stars</p>
<p>Foragida da Somália para não se casar, <strong>Waris Dirie</strong> viveu anos na Embaixada da Somália na Inglaterra e mal sabia falar inglês. Isto até conhecer Marilyn, que a ajuda a encontrar um novo lar e um emprego. Impressionado pela sua beleza, um fotógrafo famoso a avista no restaurante onde trabalha e a convida para fazer ensaios fotográficos. Waris se torna um sucesso em todo o mundo como modelo, no entanto, seu passado ainda guarda um marco muito maior do que suas conquistas e a faz relembrar sua infância a todo momento.</p>
<p>Flor do Deserto, de <strong>Sherry Horman</strong>, trouxe à tona não só uma mobilização pelo culto ao corpo humano e ao respeito pelas crenças, mas também uma guerra política cujas sequelas são visíveis até hoje na África. E eminente a hostilidade com que os africanos foram tratados na Inglaterra e até em outros países, assim como afegãos estavam para estadunidenses. Mas o caso não é bem esse.</p>
<p>A somali Waris Dirie, filha de criadores de cabra, passa por uma experiência incomum para uma criança de três anos: a circuncisão feminina. E após ter sofrido com infecções e dores ilastimáveis, fora vendida para um velho comerciante qualquer para se casar; no entanto ela foge para a casa da avó e para isto acaba tendo de atravessar todo um deserto e pegar caronas com sujeitos não tão receptíveis. Chegando na Inglaterra, a garota passa anos como faxineira na Embaixada da Somália sem ao menos ser alfabetizada, até o fim da guerra civil na Somália e o abandono do estabelecimento pelos embaixadores (ou sei lá o quê).</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://i148.photobucket.com/albums/s8/dedes2s2/flor_do_deserto_2.jpg" alt="" class="blogimage" /></p>
<p>A partir daí, Waris passa a conhecer o novo país e sua cultura. Entre sua caminhada, conhece Marilyn, uma vendedora a qual a acolhe e a ajuda a arrumar um emprego como faxineira em um restaurante.<br />
Num dia de trabalho comum, Waris é convidada pelo um grande fotógrafo Terry Donaldson para fazer umas fotos, as quais ela só vai aceitar fazer depois de ir ao hospital e retirar um vestígio doloroso do passado. Enfim, após ser fotografada e apresentada a uma agente capacitada, Waris é reconhecida e requisitada em várias partes do mundo.</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://i148.photobucket.com/albums/s8/dedes2s2/flor_do_deserto_1.jpg" alt="" class="blogimage" /></p>
<p>Só fica nítido o drama com o qual toda a sua história centeia depois de uma entrevista concedida a uma revista pela então modelo. Convicta de que o dia o qual mudara a vida de Waris seria o mesmo de quando teria conhecido o famoso fotógrafo &#8211; e é o que qualquer um num mundo de hoje pensaria &#8211; a entrevistadora inicia a conversa pedindo para a modelo falar sobre o tal dia. Nesse momento, fragmentos da vida da somali que até então não haviam sido explicitamente citados, começam a ser narrados.</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://i148.photobucket.com/albums/s8/dedes2s2/flor_do_deserto_3.jpg" alt="" class="blogimage" /></p>
<p>Waris Dirie foi testemunha e vítima de uma mutilação feminina tradicional na cultura muçulmana, sem nenhum tipo de higiene ou recursos indispensáveis. Para eles, o clitóris representa algo sujo, indigno, e por isso ele deve ser retirado logo no início da vida da criança, cuja genitália é costurada com espinhos e depois rasgada pelo marido na noite de núpcias para penetração. Isto soa muito pior quando se assiste à cena da criança guinchando de dor sem ao menos saber o por quê.</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://i148.photobucket.com/albums/s8/dedes2s2/flor_do_deserto_4.jpg" alt="" class="blogimage" /></p>
<p>Assim, o filme não consegue atingir somente a guinada da modelo em si, mas ao interior de Waris que está sempre presa às lembranças da infância, por algo incômodo que não se deve deixar de discutir. A história da somali nômade transformada em modelo de sucesso não ofusca sua força feminina para querer lutar contra tal tipo de atrocidade. Horman trouxe uma trama original e deu a ela um nome cujo significado define todo o filme: a flor &#8211; símbolo da genitália feminina &#8211; e a própria inocência da infância, despedaçadas no deserto.</p>
<p>O que me faz pensar ou até chegar à conclusão de que provavelmente há três mil anos, Fred Flinstone, com colhões na parte de baixo e calos na testa fora submetido à uma experiência frustrante com Vilma neandertal e seu Dino após chegar do serviço. E assim pegou seu sebonascanelomóvel, buscou Barney em casa e foram até o bar mais próximo tomar umas biritas e decidir um novo dogma aqui, outro acolá. E por estes três mil anos, talvez todas as gerações tenham passado suas vidas se questionando se a dor traria alguma luz ao pesadelo etiópico.</p>
<p>Nada de preconceitos com qualquer tipo de cultura e religião, porém é indiscutível que a agressão e mutilação física sejam descartadas de uma vez por todas do Alcorão, Bíblia, Bavhagi, Jeová, Gibi da Mônica, textos do Jabor, apostilas de faculdade e etc. E aliás, segundo o filme, diz-se que não consta no Alcorão esse &#034;batismo&#034;.</p>
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		<title>É tudo premeditado, minha filha&#8230;</title>
		<link>http://adelinedaniele.com.br/2010/07/15/e-tudo-premeditado-minha-filha/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 15:19:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há uma semana mais ou menos eu passei pela mesma experiência que muitos homens e mulheres de todas as idades passam: a desculpa esfarrapada, vulgo mentira. Eu me surpreendi comigo mesma numa loja em um Shopping bem distante de onde moro. Meu primo queria conferir esta loja que estava com uns preços bons, e aparentemente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há uma semana mais ou menos eu passei pela mesma experiência que muitos homens e mulheres de todas as idades passam: a desculpa esfarrapada, vulgo mentira.<br />
Eu me surpreendi comigo mesma numa loja em um Shopping bem distante de onde moro. Meu primo queria conferir esta loja que estava com uns preços bons, e aparentemente não havia nada muito em conta para mulheres (pobres) como eu, restava esperar.<br />
Enquanto ele experimentava duas calças em meia hora &#8211; foi pelo menos uns vinte minutos de espera e eu me senti um daqueles maridos impacientes os quais acompanham a mulher pra comprar roupa e só pensam em sair pra fumar ou chegar logo em casa pra assistir ao jogo &#8211; uma vendedora simpática (como todas) perguntou se eu gostaria de olhar alguma coisa. Depois desse instante eu comecei a considerar os vendedores muito mais competentes do que qualquer banco de dados SQL, foi só eu mencionar a palavra <strong>CALÇA </strong>e já haviam sido depositadas umas vinte peças em jeans na pequena mesa, o jeito era dar uma apalpada nelas. <em>Hum&#8230;bonitas, vejamos o cós. OITENTA REAIS?</em> &#8211; Ah, eu já tenho nessas cores.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/inocente.gif" alt="inocente" class="wp-smiley" /> <br />
Pra completar, eu ainda comentei a falta de peças femininas na loja. Nesse momento a vendedora fala com toda a sua empolgação de comicionada: &#8211; Você devia vir amanhã, vai chegar mais de mil peças, pode encontrar o que quer.</p>
<p>Tá, eu vou explicar por que isso me incomoda tanto. Eu faço o tipo de cliente chata, entro nas lojas, vejo tudo, experimento, vejo o preço e não levo. Além disso, tenho espasmos estomacais quando eu acabo de entrar em alguma loja e o vendedor fica atrás de mim como se eu do nada fosse pegar a primeira calcinha da prateleira e varar a porta envidraçada sem pagar. Mais interessante é a frequência com que eu começo a ter dores de barriga bem quando eles aparecem.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/bravo.gif" alt="bravo" class="wp-smiley" />  Fora a velha desculpinha que a gente pega o costume de dar &#034;Tô só dando uma <strong>olhadinha</strong>.&#034;<br />
Assim, como se já fosse um instinto, eu falei à moça simpática: &#8211; Ah sim, mas que pena!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/timido.gif" alt="timido" class="wp-smiley" />  Eu não sou daqui!<br />
Se fossem meses, tudo bem, mas há dois anos eu moro em São Paulo, <em>shame on me</em>! Não deixa de ser mentira, afinal, eu realmente sou do interior de São Paulo. Bom, meus pais são, eu só estou aqui a estudo. E aí ela me pergunta: &#8211; De onde você é? -<em> Ah, qual é?!</em></p>
<p>- Eu sou de Caraguá, estou aqui com ele. &#8211; aponto constrangedoramente para a portinha do provador.<br />
- Ah, ele é seu namorado? &#8211; <strong>Namorado????  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/choque.gif" alt="choque" class="wp-smiley" />  </strong> Há quanto tempo ela não vê um casal em Shopping. Desde quando namoradas esperam seus homens em provadores e ficam a ver navios em uma loja com roupas de marca? Meu conceito sobre namoros e Shoppings felizmente vai muito além de esperar meu namorado em provadores, normalmente, e fantasiadamente, quando vou a estes lugares prefiro estar rodeada de comida e presentes. Eu nem sabia que homens compravam calças, pra mim elas brotavam das pernas peludas deles, homem não gosta de comprar roupas, em três namoros nunca fui e nunca vi nenhum deles comprar roupas para <strong>ELES</strong>. Normalmente é sempre algo pra mim &#8211; hihihi.<br />
- Não, não! Ele é meu primo. Além de toda a ideologia da roupa, tem um modo mais fácil ainda de distinguir casais. Basta olhar se eles entraram de mãos dadas na loja. Tirando ainda o fato desse meu primo ser a cara do meu pai quando menor (e magro, sem barriga de chopp) e portanto parecer um pouco comigo.<br />
- Ah, achei que ele era seu namorado&#8230;</p>
<p>Mais um bom tempo passado, eu quase ligando por socorro pois ele não saía do provador, a moça começou a bater um papo o qual quase me fez me arrepender de ter mentido. Eu contei pra ela das praias, ela já havia visitado minha cidade, aliás, que ser humano paulista ainda não pisou no Litoral Norte de São Paulo, né?<br />
Na primeira deixa da vendedora eu aproveitei e mandei um SMS pro meu primo dizendo: &#034;<em>Ow, eu falei que sou de Caraguá.</em>&#034;  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/pensativo.gif" alt="pensativo" class="wp-smiley" /> , o qual ele foi ler depois quase na frente da outra vendedora enquanto usava a calculadora para checar as contas do cartão de crédito. Ele levou algo de lá, menos mal. Eu saí de lá sabendo que nunca voltaria para conferir as tais mil peças, as roupas chegariam no prazo, meu dinheiro, não.</p>
<p>Depois eu e ele fomos comprar um tradicional McFlurry com Alpino. Já não bastava o Alpino Fast não ter chocolate Alpino, o McFLurry muito espertinho trazia uns micropedacinhos marrons disfarçados do tal chocolate. Tenho saudades do Sulflair. Estávamos andando por aí procurando um banco pra tirar cascalho quando percebemos a proximidade da loja a qual havíamos acabado de sair. Como se fosse costume, saímos imediatamente de lá e demos a volta só pra não passar lá em frente de novo. </p>
<p style="text-align: center;">
<img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/shop.jpg" alt="" class="blogimage" /><br />
<span>Foto de: <a href="http://weheartit.com/entry/2892583">We <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/heart.gif" alt="heart" class="wp-smiley" /> it.</a></span>
</p>
<p>Sabe como são aquelas situações onde você encontra uma pessoa conhecida andando na mesma direção, e aí você se despede e vai para o outro lado só pra não ficar aquele clima de <em>&#034;Opa, onde vamos? hehehe To sem assunto</em>&#034;  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/tonto.gif" alt="tonto" class="wp-smiley" />  ou então pra não ter de tirar o celular da bolsa e fingir uma possível chamada com algum amigo.</p>
<p>Todo mundo faz isso ou é só um problema mental meu? Essa neurose de mentir pra vendedor. Se é dó, se é vergonha de dar opinião sobre o produto. E virou algo tão comum, eu faço e nem percebo, a única preocupação é em sair do assunto sem parecer ríspida e ridícula. É como se a gente pudesse moldar o diálogo pra ele nunca acabar de forma constrangedora. Se eu falasse &#034;<em>Então tá, amanhã eu venho!</em>&#034; minha consciência ficaria martelando e eu sonharia com a moça lá no balcão triste com várias roupas bonitas a me esperar. Por mais tosco que tudo isso soe, eu ainda prefiro acabar meus diálogos com um fim real (ou não), e falar do litoral poupou muito mais tempo à vendedora, pois eu não a enganei fingindo me interessar por algo.</p>
<p>Bastaria eu falar: <em>F#d@-se suas peças, eu sou pobre e to com fome</em>. Mas eu não posso falar isso. Posso?  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/normal.gif" alt="normal" class="wp-smiley" /> </p>
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		<title>Me &#039;retweet&#039; se eu estiver certa</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 13:56:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A modernidade traz consigo algo tão inusitado quanto a própria tecnologia: os novos padrões de vida. Esses padrões hoje carregam valores massificados &#8211; segundo teóricos sobre o conceito da indústria cultural &#8211; enraizados em um interesse do público, defendendo obviamente os interesses da burguesia. Isto é uma verdade muito comentada, claro, porém as pessoas ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A modernidade traz consigo algo tão inusitado quanto a própria tecnologia: os novos padrões de vida. Esses padrões hoje carregam valores massificados &#8211; segundo teóricos sobre o conceito da indústria cultural &#8211; enraizados em um interesse do público, defendendo obviamente os interesses da burguesia. Isto é uma verdade muito comentada, claro, porém as pessoas ainda insistem em acreditar que tudo se trata de uma bela democracia, e que ditadura mesmo só acontece na Venezuela.</p>
<p>O que dizer, então, sobre a esfera tecnológica que atinge todos as classes e escalões públicos? O mundo organizado em teias, e essas teias organizando a sociedade. E ao mesmo tempo em que as opiniões se difundem e constroem algo como uma personalidade virtual.</p>
<p>Personalidade virtual é algo comum, muitas vezes as pessoas não agem na internet da mesma forma que agem pessoalmente &#8211; não que haja uma quebra nos valores -, e pode ser também simplesmente um perfil online, como profissionais que já têm uma carreira na área, com portfolios, sites, blogs, etc.<br />
Uma coisa que muito me assusta nessa era da informação instantânea é o grau/nível de exposição a que algumas pessoas acabam por se submeter.</p>
<p>Certo dia, em meio a confusões que estava tendo com o tal do Adobe InDesign &#8211; o qual eu ando com muita preguiça de mexer &#8211; minha atenção é atraída para um tipo de discussão. Expressão de espanto não acontece mais, só um sorriso irônico retratando uma simples conformidade com o que acontece no mundo. Mentira: risadas, comentários, e ridicularização do nível a que as coisas chegam. Pessoas trocando adjetivos e frases de moral, dirigindo sempre algo ao outro, indiretas tecladas e publicadas em cento e quarenta caracteres que podem mudar o mundo, ou melhor, a opinião alheia.</p>
<p>Não quero dizer aqui que a liberdade de expressão é inexistente e que temos que nos comportar feito idiotas emparedados com medo de receber críticas a todo momento. No entanto, certas posições que são tomadas causam um choque de opiniões dentro do próprio indivíduo. Imagine o tipo estereotipado de ser humano que se mete a endireitar as costas e fechar os olhos dizendo orgulhosamente que sua vida não diz respeito à ninguém. E em menos de dez minutos seus problemas pessoais, conflitos familiares, e brigas com o namorado são visíveis a todos que tiverem um pouco de malícia nos dedos e paciência para ler. Muitos não entendem que existem pessoas que não se contentam em simplesmente saber da vida alheia, e que também querem comentá-la abertamente e até ridicularizá-la para seus conterrâneos. Desde que o juízo de valor se estabelece em uma pessoa, dificilmente esta evitará julgar o próximo com suas falácias.</p>
<p>É aí que dentro dessas personalidades virtuais uma tal quebra de valor acontece, no que diz respeito à própria preservação da pessoa. Banalizar a vida e construir uma segunda em cima do que lhe é imposto para poder participar dos assuntos mais falados, ou então, dizer saber sobre lugares e coisas que nem chegaram ainda a seu patamar, ou seja, mentir.</p>
<p>Para não falar de outro tipo de problema que alguns ainda não enxergaram com o passar do tempo e evolução das redes sociais: a busca por um emprego. É sim bem capaz que muitos discordem, e ainda mais, que eu também faça certas vezes esse tipo de coisa. No entanto, parando para analisar do ponto de vista de quem tem o poder, eu não conseguiria trabalhar com uma pessoa que, <strong>por exemplo</strong>, em um vasto período de tempo só tenha falado em Big Brother Brasil ou outras futilidades. Muitas empresas até antes de entrevistar um candidato procuram saber por meio das redes sociais o que esse candidato faz, quais suas ideias e pontos de vista e seu grau de responsabilidade.</p>
<p>Ter um espaço pessoal na internet se tornou virtude para aqueles que procuram nela uma válvula de escape, um meio para o desabafo. Porém o fato é: uma vez que uma coisa é colocada aos olhos do público ela deixa de ser privada, passa a participar de uma esfera globalizada de informação, podendo contribuir ou não para o conhecimento.<br />
Não é necessário cortar todo tipo de contato com o mundo para não ter que sofrer as consequências das próprias palavras. O que foi falado nunca mais terá volta, e até que se apague o último erro de português ou uma briga teclada muitos já viram e saíram a comentar. Mas há um meio de pensar no que se coloca dentro desse turbilhão de informações, da mesma forma que se deve pensar na forma mais correta de responder a uma pergunta em uma prova ou entrevista de trabalho.</p>
<p>Posso estar errada. Não há regras para este tipo de coisa. Temos o direito à liberdade, porém ficamos presos aos dogmas da sociedade. Também vão discordar de mim sobre tudo e dizer que uma vez que somos livres, o que colocamos ou não na internet não causa efeito algum, pois falar de diversos assuntos não implica em seu perfil inteligente e educado. Eu iria querer cortar os dedos de alguém que dissesse algo inverídico sobre mim. São duas possibilidades, ou as pessoas te aclamam por dizer algo muito bom, ou te bombardeiam por uma piada mal explicada. O fato está em que diversas pessoas lêem aquilo, e uma dessas pessoas pode decidir algo sobre tua vida baseando-se naquilo, que é justamente um meio mais fácil de saber como os indivíduos se comportam.</p>
<p>Mais uma vez: posso estar errada. Mas até lá eu prefiro manter a minha imagem de boa samaritana, pois se tenho certeza de algo, é de que meus problemas pessoais, na internet, não vou resolver nunca. Hipocrisia é como defecar, todos praticam e não gostam de assumir.</p>
<p style="text-align: center;">
<img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/fightbirds.jpg" alt="" class="blogimage" style="width: 98%;" /></p>
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		<title>Não pense em bom atendimento</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 16:24:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Boa tarde pessoal da *********. Tenho assinatura há um bom tempo e consegui meu estágio por uma vaga daqui, porém, 90% do que consegui foi por mim mesma. Estou preenchendo esse campo com muita falta de paciência justamente por essa &#034;assistência&#034; dada aos assinantes deste site. Quando cancelei a minha conta, comecei a receber ligações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boa tarde pessoal da *********. Tenho assinatura há um bom tempo e consegui meu estágio por uma vaga daqui, porém, 90% do que consegui foi por mim mesma.</p>
<p>Estou preenchendo esse campo com muita falta de paciência justamente por essa &#034;assistência&#034; dada aos assinantes deste site. Quando cancelei a minha conta, comecei a receber ligações de números desconhecidos, que por sinal tinha uma linha muito medíocre que caía quando eu atendia, não queiram imaginar a minha cara de otária saindo da sala de aula para atender suas humildes ligações. Tendo conseguido atender aos seus telefonemas em pleno sábado entre dez e onze horas da manhã, ainda dormindo, uma de suas atendentes muito prestativa fazendo horas extras me concede mais uns sete dias grátis para navegar entre as vagas do site.</p>
<p>Talvez eu não tenha sido clara quando preenchi este campo no mês passado, mas vou dizer agora: eu cancelei essa assinatura por não conseguir estágios NO MEU HORÁRIO DE ESTUDO, imagine uma pessoa que estuda à tarde, e vagas com horário comercial, não é fácil, e eu já tinha perdido a paciência logo nos primeiros meses, que era quando eu mandava insistentemente currículos, ligava, pedia emails, etc.</p>
<p>Sendo assim, estava subentendido que um dia eu poderia voltar a assinar este serviço e conseguir uma vaga, pois não COMPENSA pagar R$35 reais se não vou ter tempo de ficar mandando currículo. A considerar que no dia seguinte uma de suas atendentes, a prestativa, me ligou, eu recebi exatas 72 vagas para estágio. Belo programa de domingo, não?</p>
<p>Enfim, não tenho certeza da leitura deste recado e muito menos se ele irá inteiro para a caixa de entrada de vocês, mas em nome de muitos clientes que podem ter passado pelo que estou passando &#8211; que é pagar os R$35 graças à reativação da minha conta pela querida atendente &#8211; devo dizer aqui que é muito bom ser bem atendido e ter essa &#034;preocupação&#034; que vocês tentam nos passar em relação ao desemprego, mas que, com todas as letras, CANCELAR É CANCELAR, e se eu cancelo este serviço é porque não quero mais nenhum vínculo com o mesmo.</p>
<p>Ficarei feliz em NÃO receber ligações, pois se receber, farei questão de tentar pegar meu dinheiro de volta, mandarei colocarem suas vagas em um lugar que não meu email (não de forma educada), e ainda tentaria meter-lhes um processo.</p>
<p>Muito obrigada, e Boa Páscoa!</p>
<p style="text-align: center;">
<img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/telemarket.jpg" alt="" class="blogimage" style="width: 98%;" /></p>
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		<title>Um pequeno capítulo da história sem fim</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Mar 2010 10:59:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem vem sempre aqui já percebeu que tenho um belo relacionamento com as baratas. Bom, só vim reforçar os nossos laços de amizade aqui porque realmente estou sendo perseguida. Chego num sábado à noite cansada de um tal de Bloco das Piranhas aqui de Caraguá e de outros eventos carnavalescos, colho meus girassóis farmvilleanos, planto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem vem sempre aqui já percebeu que tenho um belo relacionamento com as baratas. Bom, só vim reforçar os nossos laços de amizade aqui porque realmente estou sendo perseguida.<br />
Chego num sábado à noite cansada de um tal de Bloco das Piranhas aqui de Caraguá e de outros eventos carnavalescos, colho meus girassóis farmvilleanos, planto de novo porque é a única coisa que dá mais dinheiro e nasce rápido, desligo o notebook e vou me deitar. O detalhe é que desde a minha última batalha com as baratas eu tenho dormido com o colchão no chão, fruto de uma limpeza impecável.<br />
Eu não costumo assistir aos desfiles de Carnaval pela tevê, só quando é alguma coisa realmente interessante, tipo o pavão da Tijuca, enfim, nessa noite eu estava quase dormindo ao som do samba de &#034;sei lá onde&#034; &#8211; eu durmo com a TV ligada, e daí? &#8211; quando sinto algo coçando e me incomodando na região dos glúteos.<br />
Agora, não vai ficar aí na sua casa com nojo porque não tinha nada entre minha calcinha e o que ela guarda, tá?<br />
Bom, sentindo um incômodo estranho eu me sentei no colchão pra ver o que estava acontecendo. Foi quando eu vi e ouvi algo se mexendo embaixo do meu lençol. <em>Tá</em> &#8211; pensei já sabendo o que viria a seguir &#8211; <em>preciso de coragem, muita coragem.</em><br />
Levantei e fui puxando o lençol, até que ela aparece. Reação que eu tive? De qualquer mente feminina com dores de cabeça: gritei.<br />
Só que ao gritar, algo surpreendente aconteceu. Ela voou. A maldita, xaneta, desempregada e desalmada da barata levantou voo até a porta do meu banheiro. Agora eu teria de enfrentar não só um inseto que pode subir pelas paredes e correr pensando que é o Flash, mas sim uma Super Barata debilmental que sabe voar e se enfiou bem embaixo do meu lençol de <strong>elástico</strong>.<br />
Muitos gritos depois &#8211; porque a cada grito a bicha sentia a vibração nas drogas das antenas e voava mais ainda, e a cada voada que ela dava eu ficava mais apavorada &#8211; minha mãe aparece e tenta matá-la com a vassoura, assim como fez com algum parente próximo dela. A vassourada não deu certo e a maldita se escondeu atrás da minha cama.<br />
Muito serelepe eu peguei meu colchão de vários quilos e levei pro quarto da minha mãe. Lógico. Eu nunca iria conseguir dormir lá mesmo.<br />
Só foi no outro dia que consegui tirar ela do meu quarto. Pois meu pai tinha comprado aquelas iscas, coloquei duas de uma vez pra me garantir. Até aí meu namorado teimava que a barata tinha ido embora&#8230;Rá!..ido embora.. <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/hmph.gif" alt="hmpf" class="wp-smiley" /> <br />
Passado um tempo, estava assistindo Lost tranquilinha quando escuto um <em>tic</em> que não era da pata da Meg. Pausei o DVD e a primeira coisa que fiz foi olhar para as iscas. E como meu instinto, meu sexto sentido, não falha, lá estava ela lambendo aquele negócio de plástico.<br />
Tudo aconteceu muito rápido depois, e graças à minha paranóia e não às iscas, a barata saiu morta do quarto naquela noite. Tá, e graças ao namorado que levou bronca da outra vez quando não conseguiu me salvar.</p>
<p>Vejam que eu não estou sendo exagerada. De madrugada, dois quartos, três banheiros, sala, cozinha, quintal e a casa do fundo, e ela vem fuçar embaixo do <strong>meu lençol????????????????????</strong><br />
Ó, essas baratas estão curtindo uma fama pela internet. Logo vou ter de colocar uma categoria pra elas aqui.</p>
<p><strong>Mudando completamente de assunto&#8230;</strong></p>
<p>Enfim, agora moro em um pensionato, e nesse pensionato não tem internet. Então não fiquem se esgoelando pras suas mães tentando fazê-las acreditar que baratas são extra-terrestres agressivos que vão te matar com meus posts, porque eu realmente espero que pensionatos de colégios religiosos tenham algum tipo de barreira espiritual para insetos, ou seja, não quero tornar a falar de mais batalhas e sustos. </p>
<p>Obs.: baratas são sim extra-terrestres ensinados para matar.</p>
<blockquote><p>Post escrito em <strong>fevereiro</strong>. Vergonhoso, eu sei. Bom, na pensão eu continuo,  agora também comecei a estagiar e só Deus sabe quando volto com algum assunto&#8230;Brincadeira, é já que eu volto, e com novidades!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/smile.gif" alt="smile" class="wp-smiley" /> </p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Dentista cheira a Periogard</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 13:52:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu me considero uma pessoa com sorte. Sim. Sorte por não ter nascido com a arcada dentária podre, torta ou defeituosa. Até onde se sabe não existe ser humano que em sã consciência goste de enfiar brocas na boca ou de sentir a &#034;picadinha&#034; de agulha que muitos temem. Mas mesmo tendo tudo sempre certo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu me considero uma pessoa com sorte. Sim. Sorte por não ter nascido com a arcada dentária podre, torta ou defeituosa. Até onde se sabe não existe ser humano que em sã consciência goste de enfiar brocas na boca ou de sentir a &#034;picadinha&#034; de agulha que muitos temem.<br />
Mas mesmo tendo tudo sempre certo, o medo daquela cadeira é inevitável e quando nos sentamos procurando conforto já ficamos imaginando o que vai acontecer. É quando nosso cérebro figura todo tipo de trauma da vida e monta a cena de algo pontudo atravessando nossa bochecha. Pelo menos é o que acontece comigo. Existem aquelas pessoas que já estão acostumadas, o dentista nem precisa mais avisar a hora de cuspir o flúor com gosto azedo.<br />
O caso é que eu não vou muito ao dentista, então todo tipo de comentário que as pessoas fazem já me deixa tão tensa que antes de sentar na cadeira já vou pedindo xelocaína. Apesar disso, depois da experiência que tive digo que não tenho problema em ir ao dentista, eu só não quero precisar voltar lá!<br />
Durante o ano passado inteiro andei com umas dores que vinham e voltavam quando eu mastigava. Percebi que os famosos dentes do juízo estavam querendo apontar, e eles não vinham com muita amizade.<br />
No começo desse ano minha mãe e eu decidimos que estava na hora de ir ao dentista, ela pra arrumar um carlhamaço de coisas, e eu pra fazer a checagem. Acabou que meu tio, o dentista, sugeriu que eu tirasse os quatro sisos de uma vez, pra não ter problemas. E eu, metida a corajosa e com vergonha de contestar, aceitei.<br />
Sem muitos rodeios sobre a viagem, a chegada, meu último almoço decente da semana [comida da vovó] e de duas horas de espera porque minha mãe foi atendida antes: lá estava eu sentada na cadeira, minha prima recém formada de um lado e meu tio do outro [lembra das profissões hereditárias, né?]. Só depois de meu tio tirar umas trocentas seringas e materiais esquisitos esterilizados que eu me dei conta da cagada que estava fazendo, eu iria ficar ali por muito tempo, pois segundo meu raio-x meus dentes de baixo estavam deitados empurrando os outros.</p>
<p style="text-align: center;">
<img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/raiox.jpg" class="blogimage" alt="" />
</p>
<p>O interessante de ir ao dentista é que eles parecem entender o que você fala, mesmo com sua boca estando esgarranchada eles respondem exatamente o que se pergunta. Foi o que aconteceu com minha tia, que ajuda nas cirurgias. <em>- Ã ka á?</em><br />
<em>- Tá, sua mãe ta la te esperando  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/wink.gif" alt="wink" class="wp-smiley" /> .</em><br />
Tirando isso, não há nada de tranquilizador durante essa cirurgia senão a própria anestesia, que graças a Alá não doeu pra ser aplicada. Mesmo assim, só a aflição de estarem cortando, triturando seu dente e puxando ele com toda a força já dá tremedeira. Juro que tentava relaxar naquela cadeira mas quando me dava conta estava toda dura.<br />
Saí de lá ainda com a boca aberta, foi mais de uma hora dentro daquela sala com ar condicionado e a primeira coisa que fiz foi ir ao banheiro fazer xixi. Como eu estava anestesiada parecia que meu beiço inferior estava inchado, os cantos da minha boca estavam cortados de tando ficarem com espelho pra lá e pra cá. Fui embora com uma gaze na boca de vergonha, ainda bem que minha avó mora a uns 50m do consultório  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/secret.gif" alt="secret" class="wp-smiley" /> .<br />
Depois disso passei dois dias comendo sopa, não aguentei ficar sem comer, ainda mais com todo mundo cozinhando macarrão alho e óleo, frango assado, etc  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/hmph.gif" alt="hmpf" class="wp-smiley" /> .<br />
Sabem aquele cheiro característico de dentista que ninguém gosta? Pois é, eu gosto. Não sei por quê mas o cheiro lembra limpeza, o que pode ser mais limpinho do que jaleco de médico e dentista, não? [antes de passarem o dia inteiro trabalhando, claro] Descobri que esse cheiro vem daquele remédio que eles aplicam antes da cirurgia, o Periogard, que aliás eu precisei bochechar por vários dias.<br />
Ao contrário do que muitos dentistas falam, meu tio não aconselhou que eu saísse por aí tomando sorvete, pelo menos não no mesmo dia da cirurgia, pois o açúcar pode fermentar e fazer estragos no rombo do dente semi-arrancado, fica a recomendação  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/bounce.gif" alt="bounce" class="wp-smiley" /> .</p>
<p>No mais, cinco dias em Minas Gerais comendo e dormindo&#8230;Essas férias são prejudiciais. Pelo menos deu tempo de dar uma lida no livro <em>Clube do Filme</em>, de David Glimour &#8211; ex-crítico de cinema contando como tentou educar seu filho adolescente.</p>
<p>Depois que voltei, por efeito do Periogard ou não, comecei a jogar <a href="http://farmville.com">Farmville </a>- ainda bem que é só por agora, depois das férias vou dar tchau pra internet.<br />
Além de tudo, estou na 3ª temporada de <strong>Lost</strong>, com um namorado que quer fazer cinema a gente assiste de tudo né?  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/cute.gif" alt="cute" class="wp-smiley" /> </p>
<p>Até a próxima e com mais criaitividade!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/love.gif" alt="love" class="wp-smiley" /> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Mais vale um Raid na mão</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 15:19:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sabem aqueles filmes de terror com aquela cena clichê onde a mocinha abre o armarinho do banheiro pra pegar fio dental e quando ela fecha dá de cara com o capeta? Pois é! Só que comigo não foi o capeta e sim a praga em pessoa, e ao invés de pegar fio dental eu estava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sabem aqueles filmes de terror com aquela cena clichê onde a mocinha abre o armarinho do banheiro pra pegar fio dental e quando ela fecha dá de cara com o capeta? Pois é!  Só que comigo não foi o capeta e sim a praga em pessoa, e ao invés de pegar fio dental eu estava simplesmente penteando o cabelo pra ir à escola.<br />
Agora pensem naqueles filmes onde a cena se passa em câmera lenta: eu com uma coceirinha no pescoço, me coço e me distraio, e quando olho de novo pro espelho lá está ela, maleficamente tentando me matar.<br />
Claro que eu fiz o que qualquer pessoa em sã consciência faria: gritei histericamente e me descabelei toda batendo as pernas andando pela casa. Um pernambucano pensaria que estava numa apresentação de frevo. Fiz tudo isso ao mesmo tempo e descontroladamente. Até que chego no corredor e dou de cara com a minha mãe. Ela não é nem um pouco feia, mas sob efeito do susto eu gritei, e assustada ela gritou também e correu pro quarto. QUE TIPO DE MÃE ABANDONA A FILHA COM UMA ASSASSINA DESSAS????<br />
Não sei como mas consegui parar de dançar lambada e explicar pra minha mãe o que aconteceu. Eu passei o dia igual um Tarso. Parecia que tinha um chip em mim, ninguém podia nem encostar.<br />
Anos se passaram, e minha repulsa pelo inseto só cresceu. Eu nunca soube aonde ela foi parar, mas checo os bolsos dos meus casacos e calças até hoje.</p>
<p>Claro que todo mundo vai pensar <em>ah, toda mulher tem nojo de qualquer inseto ou sapo e faz escândalo</em>, mas comigo isso não acontece. Eu não tenho medo de ratos, já criei um monte de topolinos e ratos não sobem paredes &#8211; o que me dá vantagem, já que durmo a uns 2m do chão -, também não tenho medo de sapos porque na roça onde minha avó mora vive enfestado daqueles sapos gigantes estilo o pai da princesa Fiona, e eles nem se mexem. Lembro desse último Natal: quatro da manhã eu e minha prima estávamos no banheiro &#8211; lá o banheiro é grandão com vários chuveiros, porque alugamos sítio e no sítio deste ano era alojamento &#8211; eu escovando meus dentes tranquila, de repente minha prima passa a uns 100km/h gritando atravessando o banheiro em direção ao quarto.<br />
Ela acordou minha avó, dá pra acreditar? Falou que tinha um sapo lá dentro. E lá fui eu escovando os dentões procurar o meu príncipe encantado quando dou de cara com uma ínfime pererequinha de 5 cm de diâmetro me olhando de lado e dizendo: <em>How you doin&#039;?</em>.<br />
Confiar em primas cuja mãe já botara medo desde criança e cuja frescura é eminente seria bobagem, o pior foi que uma tia minha entrou no banheiro me xingando, pois depois do escândalo só tinha sobrado eu no recinto. É como se no maternal uma criança jogasse uma generosa bola de papel na nuca da professora e eu estivesse no mesmo perímetro do malcriado.<br />
Enfim, sapos são mais o estilo definido pelo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=MChT6r_h8rk">Leandro Hassum no Jô</a>. Eles chegam lá, ficam parados, ninguém puxa papo, e vão embora depois. E adoram uma festinha de fim de ano, ou casa de praia. E casas de praia em plena temporada atraem bichos <em>como o quê ein gente hum?</em>* Baratas!</p>
<p>O negócio fica feio quando se trata de baratas. Eu travo igual a uma mula no meio da estrada rumo a Goiás. E o pior é que elas <strong>sentem </strong>o cheiro do medo!<br />
Ontem de madrugada levantei, ou melhor, desci pra tomar uma água na cozinha (só quem conhece litoral &#8211; especificamente Caraguatatuba &#8211; entende o calor excruciante que faz aqui) quando topo com a dita cuja entre a porta da sala e a abertura da cozinha. <em>Rá!</em> Nessa hora em algum lugar tocava a música dos duelos dos faroestes.</p>
<p style="text-align: center;">
<img src="http://i46.photobucket.com/albums/f105/s2dedes2/baratao.jpg" alt="" class="blogimage" style="width: 100%;" /><br />
<span>Minha visão quando saí do quarto</span>
</p>
<p>Pequei a Ipanema azul-perereca da minha mãe &#8211; eu não ia matar com meu próprio chinelo, é como se o espírito dela fosse habitar na sola dele, urrgh &#8211; e joguei pra cima da maldita.<br />
Eu não acertei &#8211; o que era previsível já que estava a uns dois metros do alvo no mínimo &#8211; e a parida-por-uma-praga foi se esconder atrás da máquina de costura que está temporariamente em uma parte da cozinha (o fundo de casa está em reforma).<br />
<em>@$%#¨&#038;!!! Volta aqui, vadia manipuladora!</em> &#8211; pensei enquanto futucava atrás da máquina, acho que o elogio veio de algum filme com uma mulher muito mandona, o palavrão é meu mesmo  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/blush.gif" alt="blush" class="wp-smiley" /> . E quanto mais eu mexia mais ela se escondia. O pior é que se eu chamasse minha mãe haviam fortes chances de meu pai acordar e ficar muito estressado. Foi quando eu estava desistindo e indo tomar água que avistei mais uma forasteira, essa era um pouco menor. <em>Ótimo, chamou sua amiguinha, né?</em> Sentei a  Ipanema azul na impostora, abri a geladeira, peguei minha garrafinha made in Finland, corri pro quarto e fechei qualquer fresta digna da curiosidade da vilã. Ela não morreu, diz minha mãe que não viu nenhum cadáver embaixo do chinelo no dia seguinte.<br />
Só duas coisas me deixam neurótica e me fazem ter pesadelos: baratas e ex-namoradas/pegas de namorados. Adivinha com quem eu fui sonhar naquela noite? Com a ex, claro  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/blank.gif" alt="blank" class="wp-smiley" />  (nada contra, é só um problema psicológico que vou resolver aos 80 anos, quando for viúva).</p>
<p>Tendo passado o dia com um calor capaz de dissecar minha pele como uma uva passa assistindo House M.D. e ao <em>bon apetít</em> de batata recheada, me despedi do namorado à noite. Quando estava quase saindo pelo portão ele para e vira: <em>Ah, esqueci de falar&#8230;</em> &#8211; tá, eu também te amo muito mimimi coisiquiquica &#8211; <em>Tentei matar uma barata no seu quarto e não consegui.</em><br />
 <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/woot.gif" alt="woot" class="wp-smiley" />  Minha cara torceu como se eu fosse morrer em <strong>7days</strong>. E o filho da mãe foi embora e me deixou sozinha pra resolver o pepino. Se começou que terminasse! (isso soou estranho, não ria).<br />
Com a Ipanema azul em punho eu enfiei cuidadosamente minha fuça pela porta. Nem precisei procurar muito, ela estava quase no meio do quarto. <em>Então tu voltou né, Vandaime Chuazéga?</em></p>
<p style="text-align: center;">
<img src="">
</p>
<p>Veja, o problema é que eu tenho uma baita má vontade pra fazer isso. Aqui em casa quem toma conta do serviço sujo é a Meg ou minha mãe, no caso da cadela (vou deixar vocês pensando) é só gritar que ela vem e mata. Só que essa noite a falta de consideração e a preguiça tomaram conta dela, e eu tive que lidar com o monstro sozinha.<br />
Me aproximei vagarosamente dela, só que eu fiquei com nojo dela botar as patinhas em cima da minha sandália de gladiadora turca, então chutei o sapato. A bicha me dá um cinco minutos, roda duas vezes e foge. Eu nem preciso simular os palavrões nem a borração de calça que teve quando ela se mexeu. Daí que ela se enfiou no cantinho da minha cama e depois debaixo do baú que é acoplado à cama. <em>Chupa essa!</em> &#8211; ela deve ter pensado.<br />
Muito injuriada, comecei a planejar a madrugada. Eu não iria dormir no mesmo cômodo que uma barata nem sob pressão de uma arma na têmpora! Fui pra sala, peguei o celular e fui infernizar o namorado pra tentar entender por quê ele não tinha matado, porque ele não me amava o suficiente pra me salvar, porque é bambi e não quer contar ou porque ele tem um plano maquiavélico contra mim. Só podia ser. Eu fico com a primeira, pra fazer drama  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/cry.gif" alt="cry" class="wp-smiley" /> .<br />
Passado um tempo, fui ao meu quarto, tomando todo cuidado possível. Ao entrar, deve-se olhar bem as molduras da entrada, chutar a porta pra ver se nada sai voando, enfiar a cabeça e gira-la 360º na vertical pra ver se ela não te espera feito um balde de água fria como em armadilhas infantis, observar toda a área e calcular as chances para fugir, e, por fim, entrar e procurar onde os olhos não alcançavam da porta.<br />
Eu imagino que a barata tenha entrado pela janela do banheiro, porque até hoje ela não tem vidro, não teria como ela entrar pela sala dessa vez porque eu a teria visto ou sentido seu cheiro (sim, baratas têm cheiro). Imaginei isso logo que olhei pro lado. Lá estava ela toda beiçuda andando perto do meu ralo ( <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/blank.gif" alt="blank" class="wp-smiley" /> ). <em>Merda, cêmeacho!</em><br />
Voltei pra sala e peguei a ipanema que tinha deixado quando tinha perdido as esperanças. Cheguei bem quietinha na porta do banheiro e joguei o chinelo. A anta desembesta pro meu lado. Mais uma vez: não preciso simular o berro e os pulinhos de frevo que dei. A essa altura eu já estava muito fula com a Meg, que não apareceu pra me defender. Até que minha heroína aparece, de pijamão mesmo.<br />
Minha mãe pegou a vassoura e veio pro meu quarto com cara de assassina. A barata tinha se enfiado agora no canto do meu guarda-roupa. Tivemos &#8211; na verdade ela teve, eu estava a uns 2m dali só pra garantir &#8211; de arrastar o armário pra enxergar o inseto. Depois de umas quinhentas vassouradas e de minha mãe dizendo: <em>Tem que matar com vassoura, não adianta nada jogar o chinelo, mimimi</em> a Meg enfia a cara pela porta semi aberta por causa da muvuca, e quando a barata morta é varrida ela a abocanha e a leva pra fora.</p>
<p>A questão agora é: a barata tinha se enfiado num canto, ela não teria motivos pra sair de lá e ir até o banheiro pra ser vista. Seriam <strong>duas baratas</strong>, então?<br />
Bom, agindo como qualquer indivíduo em sã consciência e desprovido de venenos porque se esqueceu de pegar na compra há dois dias, fiz uma barreira com Veja Perfumes da Natureza de Frutas Vermelhas na porta entre o banheiro e o quarto, e também na janela do banheiro. E seria capaz de dormir com o desinfetante do meu lado.</p>
<p style="text-align: center;">
<img src="http://i46.photobucket.com/albums/f105/s2dedes2/barreira.jpg" alt="" class="blogimage" style="width: 100%;" /><br />
<span>Barreira muito eficiente contra baratas (not)</span>
</p>
<p>Resumidamente todo mundo já deve ter concluído meu transtorno psicológico. Não sou retardada, essa forma de defesa eu só uso contra os insetos, contra os insetos.</p>
<p style="text-align: center;">
<img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/abarata.jpg" alt="" class="blogimage" style="width: 100%;" />
</p>
<p> <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/secret.gif" alt="secret" class="wp-smiley" /> </p>
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		<title>Candidate-se a esta vaga agora</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Jan 2010 16:47:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem vos fala agora é mais uma pessoa que quer uma das 190 mil vagas para emprego. E acredito que muitos de vocês também desejam ou já desejaram, pois &#034;Desempregado&#034; assinalado em formulário não vale nada, assim como sua renda na hora de comprar uma máquina de lavar nas Casas Bahia em R$segurodesemprego,00 pode ser constrangedora. Até em conversas de família, quando alguém lança aquele olhar atencioso e pergunta carinhosamente: <em>O que você vai querer fazer da vida?</em> &#8211; nessa hora é importante aproveitar cada segundo que leva para a pessoa terminar a pergunta, isso te dá tempo pra pensar no que responder.<br />
O que fazer da vida na verdade soa como uma missão a ser cumprida, como se cada ser humano tivesse uma obrigação de subir na vida e virar um esnobe vegan que aos 65 anos vai, finalmente, perceber que não devia ter feito administração e sim medicina. Hoje em dia ainda encontramos pessoas que fazem seus trabalhos com empenho e que não desejariam estar em outro lugar.<br />
Mas pense em uma década em que a internet passa de seletivos usuários para alcançar as pequenas antenas da periferia, onde a cabeça das pessoas que nasceram há pouco funciona de forma diferente, almejando a única coisa que lhes trará o status desejado: dinheiro.<br />
Só em 2009, ano em que comecei minha faculdade, de 80 alunos selecionados dentro da minha turma no mínimo 20 desistiram e optaram por outro curso ou ficaram estagnados. Teve gente que mudou até duas vezes de curso depois disso, e tem gente que termina o curso pra descobrir que não era aquilo que queria. Gente confusa essa, eu penso. Mas depois fica bem claro o que acontece com algumas dessas pessoas.<br />
Pai rico, filho rico, neto metido. Eis o dilema. Meus pais não nasceram ricos, muito menos o são. Como qualquer família de classe média cuja mãe se esforçou para passar em concursos e concluir uma graduação temos nossas dificuldades. Isso não me impediu de perceber como ás vezes famílias de classe A vêm a participar da nossa farofada classe B. Já explico o por quê.<br />
O pai, que pensa que é um Chris Gardner da vida, casa com uma moça (que não seria como a do Chris Gardner) e ela dá luz a três lindos filhos. Agora veja se já pensou dessa forma, o filho mais velho vira a ovelha negra, o caçula fica mimado e cheio de frescuras, e o do meio salva. Isso é uma observação minha, já vi acontecer várias vezes, então, você, caçula ou filho-do-meio, não se sinta rotulado, afinal, sou filha única e sempre vou ser tachada de mimada mesmo. Enfim, deixe a analogia dos três filhos pra lá e pense na sociedade hoje como está. Já imaginou como é, né? E não vai me dizer que pelo menos 50% dessas famílias contempladas pelo dinheiro abundante acaba na merda por causa da falta de perspectiva?<br />
É aí que entra essa liberdade de expressão, onde eu, ou nós, jovens, lutamos por um mundo melhor. Mas até lá demora uns três anos pra finalmente deslanchar em uma profissão e sair por aí dando palestras sobre autoconfiança ou sobre como educar o filho sem ter de enfiar uma bela cinta de couro nas nádegas gordas do desgraçado.<br />
Quando criança, aprendemos algumas das profissões ou seguimos o exemplo do pai advogado e da mãe dentista. Pra falar a verdade, medicina é a profissão hereditária. E acho que assim que conseguimos entrar numa faculdade os primeiros pensamentos preocupados são: &#034;<em>Aonde vou trabalhar? Como começo meu ganha-pão? Faço inglês ou espanhol primeiro? Curso técnico?</em>&#034;. Eu mesma já fiz curso técnico de programação e optei pelo Jornalismo, o que gera um estranhamento por parte daqueles que me entrevistam pra um estágio: &#034;<em>Então</em> &#8211; olha pro currículo e aperta os olhos pra ler meu nome direito &#8211; <em>Adeline, você já fez curso de programação, é isso? Mas por que mudou tanto de área?</em>&#034;. Bom, aí é que eu não posso sair falando que estamos no século vinte e um, que o desemprego toma conta do país por causa da falta de educação e de recursos pra isso, que todo profissional deve saber fazer um pouco de tudo, que quanto mais conhecimento, melhor, enfim, soaria mal educado e acho que todo ser que trabalha em RH e se mantém atualizado sabe disso.<br />
Eu não sei o que se passa na cabeça dessas pessoas que não conseguem ter o mínimo de força de vontade pra fazer a diferença, mas entendo que boa parte dos problemas advém sim da sociedade e do modo como são criados os filhos. De que adianta uma herança gorda e um modo de administrar a vida sedentário? A conta emagrece até que se torne crucial a busca por um emprego na mercearia da esquina.<br />
<img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/emprego.jpg" alt="" style="float: left;" class="blogimage" />Por outro lado, e em geral, a procura pelo trabalho em pró da gratificação é grande, e mesmo que não seja por dinheiro, como acontece com os estágios que visam a experiência e aprendizado, a situação se torna preocupante. Todo mundo sonha consigo mesmo como um profissional bem sucedido de terninho pra foto da revista Valor Econômico, aquelas fotos em que se sorri expressando: <em>Ó eu aqui no topo da pirâmide, mãe! Eu consegui! riaiririri</em>  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/sorriso.gif" alt="sorriso" class="wp-smiley" />  Eu diria que essa, pra mim, seria a era do MT (Mercado de Trabalho), e que se não corrermos atrás do melhor pedaço do bolo, acabamos com a fôrma e as migalhas.<br />
É por isso que falo que a culpa é nossa, mas não toda. Infelizmente a realidade é que até mesmo as empresas não sabem o que desejam. Fica complicado, por exemplo, esculpir um perfil do trabalhador perfeito. Sempre haverá um filho-da-mãe almofadinha de terno na fila de espera do processo seletivo se gabando pelos cursos caros fora do país e com um pai cuja agenda conforta milhares de contatos importantes. O que me deixa fula da vida. Estamos em um país de terceiro mundo onde grande parte da população até uns anos atrás era analfabeta e hoje tenta se reerguer da escravidão do Mobral com a maior força de vontade possível.<br />
Pode parecer ridículo uma pessoa com tantas oportunidades reclamar, vão achar que estou traumatizada e descontando a raiva no mundo. Mas não é mentira quando digo que muita gente luta para obter melhor desempenho e merecer as regalias do trabalho enquanto indicações externas valem mais do que honestidade.</p>
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		<title>2010 e uma Taioba ardida</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 16:12:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Parece que mesmo estando de férias eu não tive coragem nem criatividade pra postar. Acontece que eu estava tirando o sono atrasado da época da faculdade e também viajando com a família. Como de costume, todo Natal nós vamos para um sítio com a família de meu pai, onde rola uma festinha, meu primo se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parece que mesmo estando de férias eu não tive coragem nem criatividade pra postar. Acontece que eu estava tirando o sono atrasado da época da faculdade e também viajando com a família.<br />
Como de costume, todo Natal nós vamos para um sítio com a família de meu pai, onde rola uma festinha, meu primo se veste de mulher (sem fotos por enquanto), meu tio toca um sino irritante pra acordar a mulherada, enfim, festa de família; e no ano novo acontece a mesma coisa só que na casa da minha avó (mãe da minha mãe), que mora numa roça. Quando digo roça é roça mesmo, de nem celular funcionar, e do carro ter ficado uns 20min atolado na lama perto do mata-burro (tem vídeo!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/gross.gif" alt="gross" class="wp-smiley" /> ).<br />
Toda vez que vamos pra lá passar ano novo eu faço as mesmas coisas: levo um livro, uma revista, tudo o que puder ler, depois durmo, acordo, como, converso, sem muitas novidades. Esse ano eu pude me contentar com o lançamento da Marian Keyes, <em><strong>Tem alguém aí?</strong></em>, que lia o dia inteiro deitada na cama. Até que chega a noite da virada e eu fico beliscando a comida da ceia, coisa que faz minha mãe me mandar arranjar o que fazer  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/blush.gif" alt="blush" class="wp-smiley" /> .<br />
Como já é de se esperar na minha avó, algumas pessoas vão embora logo no dia primeiro (outras chegam nesse dia) e a casa torna a ficar um tanto vazia (isso não acontecia quando eu era criança, antigamente praticamente todo mundo ficava e tinha meus primos pra brincar e subir morros). É aí que acontece a pequena muvuca na cozinha.<br />
Eu estava deitada na cama, terminando a parte 2 do meu querido livro quando minha prima aparece na porta pedindo pra que eu vá com Hiago, filho dela, aprender a jogar Truco. Não que eu não soubesse, eu só não pratico muito  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/thinking.gif" alt="thinking" class="wp-smiley" /> . Mas como ela me explicou que isso era pra fazer com que ele não quisesse ir embora, eu fui. Só pra explicar, esse meu primo é um rapazinho de uns oito anos que exemplifica muito bem as crianças mimadas. Desde querer tudo na hora até pensar que manja Truco.<br />
Chego lá fora, numa pequena área, está ele e mais três primas, uma delas realmente prestava atenção. Quando vi que duas delas já jogavam com ele mandei formarem duplas e fui pra cozinha. <em>Pronto, missão cumprida </em>- pensei.<br />
Na cozinha a janta já saía e eu como sou morta de fome já tinha pegado meu prato (isso porque não fazia muito tempo que tinha tomado café da tarde). Arroz e feijão preparados no fogão à lenha, carninha de porco, salada de couve refogada, maionese e farofa. Enchi meu prato igual um pedreiro que acaba de sair pro almoço da obra de um prédio com quinze andares.<br />
A essa altura todo mundo já estava sentando pra comer também, e como a família é grande alguns foram pra sala e outros pra mesa da área lá fora.<br />
Desci a garfada no prato e fui comendo. Arroz, bom, feijão, muito bom, carne boa, maionese, couve&#8230; <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/rofl.gif" alt="rofl" class="wp-smiley" />  Minha garganta começa a arder de um jeito estranho e começo a achar que vou passar pelo apuro que passei quando tinha catorze anos.<br />
Bom, não lembro de na época ter postado sobre isso, mas quando eu tinha catorze anos fiquei gripada e uma dor de garganta fez com que eu ficasse uns cinco dias sem enfiar <strong>nada </strong>na boca. Parecia que haviam agulhas e cada vez que eu engolia a própria saliva sentia uma dor horrível. Até que no quinto dia fui ao hospital e tomei uma vacina em cada lado da bunda, Voltaren e Bezetacil, e aí minha mãe fez uma sopa cheia de trecos com vitamina pra eu tomar, dois dias depois eu já tirava o atraso com um bife maior que o prato.<br />
Então, como a garganta doía eu perdi toda a vontade de comer e comecei a enfiar a comida goela abaixo pra acabar logo com a tortura. Eis que surge meu tio que estava comendo na varanda.<br />
- Essa taioba tá muito ardida. Não consegui comer &#8211; disse ele apontando pra panela de couve na mesa.<br />
Acontece que a couve não era couve, e o que eu comi e fez com que minha garganta ardesse foi a tal taioba, que minha avó recolheu na horta e refogou como se fosse couve. E várias pessoas comeram com a vontade que se come a própria couve.</p>
<p style="text-align: center;">
<img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/taioba.jpg" alt="" class="blogimage" style="width: 98%;" /><br />
<span>E a mardita lembra mesmo couve.</span>
</p>
<p>Só sei que depois de esclarecida a diferença entre a taioba misteriosamente ardida (dizem que geralmente não é) e a couve, muita gente com a boca lavada e estômago semi-vazio (pelo menos eu, que como umas duas pratadas  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/yum.gif" alt="yum" class="wp-smiley" /> ) foi pra sala ver novela. E de tanto falarem que ardia a garganta e a língua começaram as piadas.<br />
<em>- Oceomeutaiova?</em> &#8211; dizia minha mãe fingindo ter a língua inchada e provocando risadas histéricas de suas irmãs, minhas tias.<br />
<em>- Ãiardenoahió é a haioba!</em> &#8211; continuava minha tia. Eu não ri, pra falar a verdade. Fiquei estressada com a garganta ardendo.<br />
Só sei que a essa altura tendo perdido a fome fui lavar as louças na pia, e enquanto isso escutava as piadas e risadas acerca da taioba. Elas devem ter ficado uns vinte minutos ali, só rindo. E riam cada vez mais quando chegava uma das primas falando que achava que era couve.<br />
Fiquei ali pensando, todo mundo em volta de uma mesa rindo à toa. Fazia meses que minha mãe não via minha avó e suas irmãs. <em>Puts! Haja reação!</em> &#8211; pensei.<br />
Depois de lavar a louça fui pro quarto e voltei pro mundo de <strong>Anna Walsh</strong>. Tive que comer um monte de doce de leite ninho que minha prima prepara quase que exclusivamente pra mim até a garganta melhorar. Aliás, esse doce já deu o que falar aqui em casa, mas isso é coisa pra outro dia.</p>
<p>Aqui anda bem vazio, mas mesmo assim, feliz ano novo pra todo mundo!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/wink.gif" alt="wink" class="wp-smiley" /> <br />
Agora vou arrumar meu quarto que está do avesso com todas essas viagens.</p>
<p>Até já!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/love.gif" alt="love" class="wp-smiley" /> </p>
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