As pessoas estão sempre reclamando de absolutamente tudo de origem nacional. Claro que a indústria brasileira deixa a desejar, pois os preços costumam não ser acessíveis aqui, e lá fora custam uma pechincha.
Fora o âmbito econômico, as vezes se torna um desrespeito para com o trabalho alheio no país levando em conta o vício por coisas vindas de fora.
Tenho uma queda por filmes, de qualquer tipo, que sejam bons, mas principalmente acho as produções brasileiras dignas de prêmios clássicos, tanto por criatividade, quanto pelas críticas abordadas. Óbvio que não são todos, e que conheço minimamente sobre o assunto cinema pra ficar classificando. Mas estamos falando de brasileiros, povo que tem como principal problema a falta de educação e consequentemente cultura, e que, evidentemente sempre haverão críticas sem fundamento que, como eu já disse sobre os brasileiros, passam de pai para filho, amigo pra amigo, blog para blog.
Uma das coisas que mais falam, e que me queima por dentro porque tenho que me controlar pra não falar um monte de bosta, é que os filmes brasileiros são lixos carregados de palavrões, mulheres peladas, favelados e afins. Faça o teste, passe em frente a um cinema que esteja passando À Deriva, veja a reação das pessoas quando passam também: "Ah, filme nacional" neutro [cara de nojo e inconformado, vai na sala ao lado assistir alguma tréplica de Matrix]. A primeira coisa em que penso ao escutar essas reclamações, é que essa pessoa não só não conhece metade da história do cinema brasileiro ou até do filme que vira somente o cartaz e já julgara, como também não sabe nada de inglês, espanhol, francês ou alemão.
Desde que aprendi as primeiras palavras estrangeiras, derivados de fuck e ass, percebi que as escuto frequentemente em qualquer filme da Warner ou seriado da Sony. Aliás, filmes britânicos, alguns muito famosos, costumam carregar gírias cabeludas em seus roteiros, coisas que chegam a ser engraçadas, mas que quando faladas na nossa língua dão um ar de favelado pobre e traficante. Até os próprios críticos de cinema julgaram o filme Se eu fosse você 2 como clichê de hollywoodiano. Ora, mas meu professor perguntou qual era o problema e ninguém sabia responder, além do que, histórias em que pessoas trocam de corpos são mais antigas do que a própria história do cinema, que fora criado em 1895 pelos irmãos franceses Clóvis e Auguste Lumiére.
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