É por isso que ainda assino jornal, para ler sobre as propostas inovadoras dos nossos candidatos à presidência do Brasil. No que me faz bater mais uma vez na tecla da hipocrisia que fica estampada na cara de pessoas que se dizem dignas de mudar o país.
São três fatos a que remeto, não nesse mesmo mês, mas o último foi o que mais me arrancou risadas.
Há tempos cheguei até a postar no blog, que li que o governador tucano, José Serra, e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, haviam feito viagens com o intuito de fazer críticas ao governo Lula – só isso já bastou para saber que São Paulo vai de vento em poupa, mister qualidade de vida.
Mais tarde, vi que estavam produzindo jornais para distribuir entre moradores do interior de SP, com obras do governo, ótimo, lá se vão mais de R$100 mil só pra fazer divulgação de rodovias e metrôs.
E nem acredito que tenho que lidar com isso numa segunda-feira, 28 de setembro de 2009: Gibi de tucanos reivindica a paternidade do Bolsa Família.
Atitude honrosa de um partido neoliberal, que na última eleição só fez criticar o benefício concedido a famílias de baixa-renda como medida de campanha para o PT. Mas que não deixou de alegar sua origem. Sim, pois tal Bolsa é advinda do projeto do governo Fernando Henrique Cardoso, que sabe lá Zaqueu quantas famílias beneficiava; pois importa saber a origem do projeto que mal teve repercussão durante aquela gestão?
E hoje o desespero tucano por atingir o maior número de populações de baixa-renda para arrecadação de votos resultou nessa enorme contradição. Transformando em um "Vila Sésamo" pra criançada esse tipo de informação tão importante quanto ler algum livro. Que não deixa de fazer com que o partido perca a pouca credibilidade que tinha, pelo menos para aqueles que leem esse tipo de notícia. Fora o desperdício de dinheiro, tempo, e de papel, que com toda certeza vai resultar em mais lixo na cidade.
Além disso, a atitude só pode mostrar, que não obstante a falta de criatividade e de inteligência para criar um projeto produtivo de campanha para 2010, o programa continuará existindo num hipotético governo PSDBista, quiçá na cabeça dos pobres uma ideia totalmente diferente daquela que viam na propaganda política de 2006.
O que me faz pensar se a Porta de Saída, a qual falei há alguns meses, estará trancada para os que tentam alcançar a classe média.
Imagem: Folha Digital
Filmes, séries, comida e livros.

