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	<title>adelinedaniele &#187; história</title>
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		<title>Desert Flower &#8211; Flor do Deserto</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 12:23:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Flor do Deserto (2009) (Wüstem Blume) 5 out of 5 stars Foragida da Somália para não se casar, Waris Dirie viveu anos na Embaixada da Somália na Inglaterra e mal sabia falar inglês. Isto até conhecer Marilyn, que a ajuda a encontrar um novo lar e um emprego. Impressionado pela sua beleza, um fotógrafo famoso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/desert_flower.jpg" alt="" style="width: 100px; float:left;" class="blogimage" /> Flor do Deserto (2009)<em> (Wüstem Blume)</em><br />
5 out of 5 stars</p>
<p>Foragida da Somália para não se casar, <strong>Waris Dirie</strong> viveu anos na Embaixada da Somália na Inglaterra e mal sabia falar inglês. Isto até conhecer Marilyn, que a ajuda a encontrar um novo lar e um emprego. Impressionado pela sua beleza, um fotógrafo famoso a avista no restaurante onde trabalha e a convida para fazer ensaios fotográficos. Waris se torna um sucesso em todo o mundo como modelo, no entanto, seu passado ainda guarda um marco muito maior do que suas conquistas e a faz relembrar sua infância a todo momento.</p>
<p>Flor do Deserto, de <strong>Sherry Horman</strong>, trouxe à tona não só uma mobilização pelo culto ao corpo humano e ao respeito pelas crenças, mas também uma guerra política cujas sequelas são visíveis até hoje na África. E eminente a hostilidade com que os africanos foram tratados na Inglaterra e até em outros países, assim como afegãos estavam para estadunidenses. Mas o caso não é bem esse.</p>
<p>A somali Waris Dirie, filha de criadores de cabra, passa por uma experiência incomum para uma criança de três anos: a circuncisão feminina. E após ter sofrido com infecções e dores ilastimáveis, fora vendida para um velho comerciante qualquer para se casar; no entanto ela foge para a casa da avó e para isto acaba tendo de atravessar todo um deserto e pegar caronas com sujeitos não tão receptíveis. Chegando na Inglaterra, a garota passa anos como faxineira na Embaixada da Somália sem ao menos ser alfabetizada, até o fim da guerra civil na Somália e o abandono do estabelecimento pelos embaixadores (ou sei lá o quê).</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://i148.photobucket.com/albums/s8/dedes2s2/flor_do_deserto_2.jpg" alt="" class="blogimage" /></p>
<p>A partir daí, Waris passa a conhecer o novo país e sua cultura. Entre sua caminhada, conhece Marilyn, uma vendedora a qual a acolhe e a ajuda a arrumar um emprego como faxineira em um restaurante.<br />
Num dia de trabalho comum, Waris é convidada pelo um grande fotógrafo Terry Donaldson para fazer umas fotos, as quais ela só vai aceitar fazer depois de ir ao hospital e retirar um vestígio doloroso do passado. Enfim, após ser fotografada e apresentada a uma agente capacitada, Waris é reconhecida e requisitada em várias partes do mundo.</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://i148.photobucket.com/albums/s8/dedes2s2/flor_do_deserto_1.jpg" alt="" class="blogimage" /></p>
<p>Só fica nítido o drama com o qual toda a sua história centeia depois de uma entrevista concedida a uma revista pela então modelo. Convicta de que o dia o qual mudara a vida de Waris seria o mesmo de quando teria conhecido o famoso fotógrafo &#8211; e é o que qualquer um num mundo de hoje pensaria &#8211; a entrevistadora inicia a conversa pedindo para a modelo falar sobre o tal dia. Nesse momento, fragmentos da vida da somali que até então não haviam sido explicitamente citados, começam a ser narrados.</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://i148.photobucket.com/albums/s8/dedes2s2/flor_do_deserto_3.jpg" alt="" class="blogimage" /></p>
<p>Waris Dirie foi testemunha e vítima de uma mutilação feminina tradicional na cultura muçulmana, sem nenhum tipo de higiene ou recursos indispensáveis. Para eles, o clitóris representa algo sujo, indigno, e por isso ele deve ser retirado logo no início da vida da criança, cuja genitália é costurada com espinhos e depois rasgada pelo marido na noite de núpcias para penetração. Isto soa muito pior quando se assiste à cena da criança guinchando de dor sem ao menos saber o por quê.</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://i148.photobucket.com/albums/s8/dedes2s2/flor_do_deserto_4.jpg" alt="" class="blogimage" /></p>
<p>Assim, o filme não consegue atingir somente a guinada da modelo em si, mas ao interior de Waris que está sempre presa às lembranças da infância, por algo incômodo que não se deve deixar de discutir. A história da somali nômade transformada em modelo de sucesso não ofusca sua força feminina para querer lutar contra tal tipo de atrocidade. Horman trouxe uma trama original e deu a ela um nome cujo significado define todo o filme: a flor &#8211; símbolo da genitália feminina &#8211; e a própria inocência da infância, despedaçadas no deserto.</p>
<p>O que me faz pensar ou até chegar à conclusão de que provavelmente há três mil anos, Fred Flinstone, com colhões na parte de baixo e calos na testa fora submetido à uma experiência frustrante com Vilma neandertal e seu Dino após chegar do serviço. E assim pegou seu sebonascanelomóvel, buscou Barney em casa e foram até o bar mais próximo tomar umas biritas e decidir um novo dogma aqui, outro acolá. E por estes três mil anos, talvez todas as gerações tenham passado suas vidas se questionando se a dor traria alguma luz ao pesadelo etiópico.</p>
<p>Nada de preconceitos com qualquer tipo de cultura e religião, porém é indiscutível que a agressão e mutilação física sejam descartadas de uma vez por todas do Alcorão, Bíblia, Bavhagi, Jeová, Gibi da Mônica, textos do Jabor, apostilas de faculdade e etc. E aliás, segundo o filme, diz-se que não consta no Alcorão esse &#034;batismo&#034;.</p>
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		<title>Por que Jornalismo?</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 17:26:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<category><![CDATA[profissão]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta quinta-feira, o professor de Pauta e Apuração devolveu os textos que minha turma havia escrito em sua primeira aula, a qual eu não tinha ido porque ainda estava em Caraguá. O texto explicava porque cada um escolheu jornalismo. Várias frases logicamente se encaixavam nos meus motivos: a vontade de informar a sociedade, escrever, poder [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta quinta-feira, o professor de Pauta e Apuração devolveu os textos que minha turma havia escrito em sua primeira aula, a qual eu não tinha ido porque ainda estava em Caraguá. O texto explicava porque cada um escolheu jornalismo.<br />
Várias frases logicamente se encaixavam nos meus motivos: a vontade de informar a sociedade, escrever, poder viajar, etc. Porém, nenhum dos textos iria falar como eu realmente me apaixonei pela profissão.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/desconfiado.gif" alt="desconfiado" class="wp-smiley" /> <br />
Soa como clichê dizer que desde criança adorava as &#034;Composições&#034;, faz muito tempo eu reli as coisas que escrevia, se eu tivesse pouco mais de oito anos poderiam dizer que eu fumava um belo d&#039;um baseado pra inventar tanta parafernalha. Algumas historinhas sempre traziam traços de algum filme ou desenho que tinha assistido. Certa vez, uma professora da segunda série quase ovulou quando leu um texto meu, eu só lembro que o protagonista era um coelho, porque eu lembro de te-lo desenhado na folha.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/pensativo.gif" alt="pensativo" class="wp-smiley" />  Ela pediu pra eu passar a limpo numa folha maior pra ela, e escreveu no meu caderno &#034;Brancaquinha de neve&#034;. Eu nunca entendi o por que de &#034;brancaquinha&#034;.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/semideias.gif" alt="semideias" class="wp-smiley" /> <br />
Enfim, até aí eu só curtia dar uma viajada com lápis de cor e psicodelicamente inventar travessuras num caderno.<br />
Na sexta-série uma professora começou a querer fazer chamada oral de livros, nessa época eu e minha amiga vaca-que-me-abandonou-e-foi-pra-Londrina-em-2006 já frequentávamos a biblioteca da escola, e sempre trocávamos livros, entre eles eu me apaixonei pela coleção capa-fluorescente da Píppi Meialonga. Porém, pra chamada oral, eu deveria escolher um livro melhor. Foi assim que entre capas e capas &#8211; eu julgava livros pela capa, e nunca me dei mal por causa disso &#8211; encontrei o livro de capa preta, com um farol, sinixtro, aê  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/diabo.gif" alt="diabo" class="wp-smiley" /> .<br />
<em>O Diário do Farol</em>, de João Ubaldo Ribeiro, fez com que eu me descabelasse toda, era o primeiro livro excentricamente bizarro que eu lia, o cara era um psicopata!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/maldoso.gif" alt="maldoso" class="wp-smiley" />  Fiquei deslumbrada pela linguagem com que ele narrava as coisas, o jeito irônico de escrever e descrever as coisas.<br />
Mais tarde fui procurar saber mais sobre o autor, e achei um outro livro dele na biblioteca, <em>O Conselheiro Come</em>, que reunia várias crônicas. Não deu outra, eu lia em casa, na escola, e até andando na rua. Me apaixonei por esse estilo de escrita. O que mais me empolgou é que o cara era jornalista, e eu nunca tinha ouvido falar nele.<br />
Juntando as duas coisas, eu curtia tanto escrever quanto ler crônicas ou qualquer livro, minhas amigas ficavam com cara de cu quando eu falava que tinha pedido de Natal algum livro do Harry Potter e não uma sandália, roupas ou cadernos caros.<br />
Bom, o resto muitos já sabem. Eu comecei meu blog, e escrevia coisas bem idiotas, e aprendi a mecher com HTML, CSS, PHP, até fazer curso de programação no Cefet.<br />
Nisso eu já tinha botado altas ideias na cabeça, coisas sobre a ditadura, política e cultura, e juntei com coisas como MPB, prazer pela leitura e escrita, história, ideias socialistas, etc.<br />
No fim de 2007, quando íamos prestar vestibular, eu, idiota que sou, me candidatei pra Jornalismo na Fuvest. Retardadice pura, eu nunca que ia passar pra segunda fase. Ainda fiquei na dúvida se deveria ter prestado história. No ano em que terminei o CEFET, prestei Enem, e finalmente consegui minha vaga no Mackenzie, que hoje não trocaria pela tão sonhada USP.<br />
<img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/jornalismo.jpg" class="blogimage" alt="" style="float: left; width: 65%;" />Nesse primeiro ano de faculdade, eu percebo que pequeno pedaço de merda eu sou nesse mundo, e que tem tanta coisa que vai além de ler e escrever. O começo é meio perdido, com o tempo a gente vai aperfeiçoando várias coisas, e aprende que existem milhares de sentidos pra uma coisa só.<br />
História da arte, Cinema, Fotografia, Fotojornalismo, Ética, Geografia, Sociologia, etc, etc e etc!<br />
Por enquanto me vejo entre dois caminhos diferentes, espero que ambos me levem, mais tarde, pro caminho que almejo. Porque não é só da constituição social que vivem os jornalistas, mas sim de uma ideologia que engloba ética e esperança de melhor qualidade de vida.</p>
<p><strong>Post comemorativo &#8211; Um ano de adelinedaniele.com.br</strong></p>
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		<title>Porque brasileiros reclamam</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 02:29:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos livros de história e geografia fala-se pouco do povo brasileiro, justamente pela famosa frase Limabarreteana &#034;o brasil não tem povo, tem público&#034;, fora isso, pra quem gosta, pode usar as frases irônicas do Arnaldo Jabor, aquele grande crítico Global que muita gente gosta, porque é Global. Pra mim o problema é e sempre vai [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos livros de história e geografia fala-se pouco do povo brasileiro, justamente pela famosa frase Limabarreteana &#034;o brasil não tem povo, tem público&#034;, fora isso, pra quem gosta, pode usar as frases irônicas do Arnaldo Jabor, aquele grande crítico Global que muita gente gosta, porque é Global.<br />
Pra mim o problema é e sempre vai ser esse povo habitando um vasto espaço de terra e copiando metade do que outro continente faz, não adianta reclamar de representante se mal sabem as próprias pessoas o que acontece. Eu tenho certeza de que se o presidente desse país fosse formado e fizesse as mesmas coisas que o nosso atual líder faz, iria receber as mesmas críticas e desculpas esfarrapadas de gente sem perspectiva de crescimento em conjunto. E se ainda assim as circunstâncias fossem diferentes, as reclamações iriam continuar.<br />
Parece que agora ninguém quer assumir a culpa pela situação desesperadora em que a sociedade se encontra, é fácil apontar o dedo e chamar de filha da puta, difícil é admitir que nem a própria pessoa é munida de conhecimentos suficientes pra apresentar soluções.<br />
De analfabeto, semi-analfabeto e de ex-militante barato o mundo tá cheio, engraçado é que as pessoas sempre se espelham no pior pra evoluir, é como se fosse prazeroso sentir-se superior em alguma fase da vida, mesmo que seja utópico.<br />
Dizem que não precisam estudar, porque o governo cobre as necessidades primárias. Quer dizer agora que porque o meu presidente não é formado eu tenho direito de não só não ter conhecimento como posso achar isso bonito numa frase irônica e ainda querer tirar proveito de benefícios que não mereço. Isso soa como desculpa de quem tem tudo na mão e tem inveja de quem realmente precisa, encarando tudo como se tivesse que ser o centro das atenções.<br />
Se diplomas carregassem informações indispensáveis como definir as prioridades sócioeconômicas de um país já estaríamos nadando em dinheiro, porque se tem algo que deixa brasileiro feliz é escutar o jornal dizendo que o PIB aumentou. De que serve matar a fome e dar educação aos menos favorecidos? O importante é parecer que está tudo sob controle.<br />
Seria hipocrisia comentar que nunca tivemos presidentes burros, Hermes da Fonseca era uma anta, juntamente com todos os primeiros presidentes que tivemos e que a maioria era formada em Direito. A contar a imaturidade da democracia brasileira, república que passou por duas ditaduras no mesmo século sem o povo dar um pio. Aliás, é difícil discutir com um povo cujo nome do próprio país não sabe, cujos argumentos para a não prosperação da humanidade se veem infundáveis e camuflados na vergonha de assumir que não tem coragem de fazer nada mais útil do que jogar a culpa no banco ao lado.<br />
Não seria ridículo se eu usasse a meu favor o fato do presidente do meu país não ser formado pra demonstrar apatia? Queria ele ter mentido sobre sua escolaridade pra estar onde está, coisa que não era novidade pros eleitores. Reconheço seu maior erro, que é falar o que milhares de brasileiros começaram a falar: &#034;Fernando Henrique Cardoso, sociólogo e professor, e olha a merda que ele fez&#8230;&#034;, ou seja &#034;ele não se forma e vira presidente, eu não estudo, e vou virar o quê? JORNALISTA?&#034;.<br />
Puro desleixo da sociedade, que se vê num pedestal, dá ibope pro que acha conveniente, e é o Estado no emaranhados de balelas.<br />
Então estamos todos certos, somos vítimas, a culpa é de ninguém e tudo o que acusar será <strong>arquivado</strong>!</p>
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		<title>Cinema Nacional</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 19:37:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As pessoas estão sempre reclamando de absolutamente tudo de origem nacional. Claro que a indústria brasileira deixa a desejar, pois os preços costumam não ser acessíveis aqui, e lá fora custam uma pechincha. Fora o âmbito econômico, as vezes se torna um desrespeito para com o trabalho alheio no país levando em conta o vício [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As pessoas estão sempre reclamando de absolutamente tudo de origem nacional. Claro que a indústria brasileira deixa a desejar, pois os preços costumam não ser acessíveis aqui, e lá fora custam uma pechincha.<br />
Fora o âmbito econômico, as vezes se torna um desrespeito para com o trabalho alheio no país levando em conta o vício por coisas vindas de fora.<br />
<img src="http://www.sitesnobrasil.com/images/fotos/homens/w/walter-salles5.jpg" alt="" class="blogimage" style="float: left; width: 33%;" />Tenho uma queda por filmes, de qualquer tipo, que sejam bons, mas principalmente acho as produções brasileiras dignas de prêmios clássicos, tanto por criatividade, quanto pelas críticas abordadas. Óbvio que não são todos, e que conheço minimamente sobre o assunto cinema pra ficar classificando. Mas estamos falando de brasileiros, povo que tem como principal problema a falta de educação e consequentemente cultura, e que, evidentemente sempre haverão críticas sem fundamento que, como eu já disse sobre os brasileiros, passam de pai para filho, amigo pra amigo, blog para blog.<br />
Uma das coisas que mais falam, e que me queima por dentro porque tenho que me controlar pra não falar um monte de bosta, é que os filmes brasileiros são lixos carregados de palavrões, mulheres peladas, favelados e afins. Faça o teste, passe em frente a um cinema que esteja passando <em>À Deriva</em>, veja a reação das pessoas quando passam também: <em>&#034;Ah, filme nacional&#034;</em>  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/neutro.gif" alt="neutro" class="wp-smiley" />  [cara de nojo e inconformado, vai na sala ao lado assistir alguma tréplica de Matrix]. A primeira coisa em que penso ao escutar essas reclamações, é que essa pessoa não só não conhece metade da história do cinema brasileiro ou até do filme que vira somente o cartaz e já julgara, como também não sabe nada de inglês, espanhol, francês ou alemão.<br />
Desde que aprendi as primeiras palavras estrangeiras, derivados de <strong>fuck </strong>e <strong>ass</strong>, percebi que as escuto frequentemente em qualquer filme da Warner ou seriado da Sony. Aliás, filmes britânicos, alguns muito famosos, costumam carregar gírias cabeludas em seus roteiros, coisas que chegam a ser engraçadas, mas que quando faladas na nossa língua dão um ar de favelado pobre e traficante. Até os próprios críticos de cinema julgaram o filme <em>Se eu fosse você 2</em> como clichê de hollywoodiano. Ora, mas meu professor perguntou qual era o problema e ninguém sabia responder, além do que, histórias em que pessoas trocam de corpos são mais antigas do que a própria história do cinema, que fora criado em 1895 pelos irmãos franceses Clóvis e Auguste Lumiére.<br />
<span id="more-737"></span><br />
O caso nem seria esse, é importante lembrar que a mídia teve vários problemas no decorrer da história do Brasil, tanto pela censura quanto por recursos, fazendo com que o cinema nacional virasse uma gangorra, alcançando seu respeito depois das ditaduras.<br />
Ao mesmo tempo em que as pessoas reclamam e tentam elevar o país criticando coisas como a Copa de 2014, se deixam levar novamente pelo que parece ser bom, que estourou nas bilheterias, desvalorizando sua própria cultura, muitas vezes querendo fechar os olhos pra realidade. Barracões em morros existem em qualquer lugar, pasme.</p>
<p><img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/hitchcock.jpg" alt="Alfred Hitchcock" class="blogimage" style="float: left; width: 20%;" />Obviamente não se deve generalizar tudo e dar uma de patriota fascista, repelindo filmes estrangeiros. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Mesmo porque, grandes produções nunca esquecidas foram feitas por diretores de diferentes países, veja Alfred Hitchcock, inglês considerado o principal cineasta e citado a cada filme [<em>Matrix + Um corpo que cai</em>], Stanley Kubrick, novaiorquino [<em>2001: Uma Odisséia no Espaço, Laranja Mecânica</em> e <strong>muitos</strong> outros bons], Godard, francês [não conheço os filmes dele direito  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/vergonha.gif" alt="vergonha" class="wp-smiley" />  ] e o russo Serguei Eisenstein [<em>O Encouraçado Potemkin</em>], entre outros muito citados.</p>
<p><span>Pra quem não sabe o que é citação, são cenas produzidas em um filme dentro dos mesmos parâmetros de outro, podendo ter características físicas de uma pessoa, roupas, gestos, vozes e até músicas.<br />
<strong>Exemplo fácil</strong>: cenas de coisas caindo em câmera lenta citam diretamente o filme <strong>Matrix</strong>.<br />
Acredito que a trilha sonora mais citada seja de <em>2001: Uma Odisséia no Espaço</em> (S. Kubrick) &#8211; ou melhor &#8211; <strong>Also Sprach Zarathustra</strong> (Assim Falou Saratustra), composição orquéstrica da obra de <strong>Nietzsche</strong>, e <strong>Atmospheres</strong>(não tem uma alma que não tenha escutado isso em desenho!). <a href="http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/player/frameset.php?opcao=umcd&#038;nomeplaylist=003364-9%3C@%3E2001:A_Space_Odyssey_(Trilha_Sonora)">[ouça a trilha do filme]</a>. A produção de Kubrick também teve uma citação recentemente na animação <em>Wall-E</em>, com o computador <strong>Alto</strong>, que tenta impedir a <strong>Axiom </strong>de voltar pra Terra; o mesmo teria acontecido quando o <strong>HAL 9000</strong> fechou as entradas da nave para um dos astronautas, que mais tarde conseguiria entrar por uma porta de emergência e desativa-lo. O computador representa a inteligência artificial e ao mesmo tempo o conflito do homem com a própria tecnologia, pois este começaria a ter sentimentos.</span></p>
<p style="text-align: center;"><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/uU4TQ1NTo50&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/uU4TQ1NTo50&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p>Enfim, respeito o trabalho de muitos diretores brasileiros, não há como não se emocionar em <em>Olga</em> de Jayme Monjardim, ou com <em>Central do Brasil</em>, de Walter Salles? Em que <strong>A Fernanda Montenegro</strong> perdeu o Oscar para <strong>Gwyneth Pawtrow</strong> de <em>Shakespeare Apaixonado</em>.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/desconfiado.gif" alt="desconfiado" class="wp-smiley" /> <br />
Tudo isso pra comentar que eu outro dia estava tentando lembrar o nome de um dos filmes brasileiros mais elogiados, no que me surgiu na cabeça esses dias, era <strong><em><a href="http://www.lavouraarcaica.com.br/">Lavoura Arcaica</a></em></strong> de Luiz Fernando Carvalho, baseado num romance de Raduan Nassar (1975). Não assisti o filme ainda, e segundo meu professor, muita gente não consegue entendê-lo, mas estou dando uma olhada no livro e até que gostei. Literatura diferente da que os adolescentes se acostumaram, claro.<br />
Do que eu gosto mesmo é d&#039;<em>O Alto da Compadecida</em>, linda história, bem diferente de heróis sacando armas e de efeitos especiais demasiados dignos de Hollywood. </p>
<p>Grande problema que acarreta em reclamações no Brasil é que as pessoas nem sempre têm recursos necessários e cultura pra assistir, assimilar, compreender e criticar filmes nacionais.<br />
Uma vez me disseram que a gente passa a odiar tudo aquilo que não consegue entender, e eu concordo. E eles lá fora, ganhando prêmios&#8230; <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/feliz.gif" alt="feliz" class="wp-smiley" /> </p>
<h1>Observação inútil</h1>
<p>C@#$%¨&#038;! Ri horrores! Reparem na cara de louco da marmanjada aí!<br />
<img src="http://i46.photobucket.com/albums/f105/s2dedes2/diretores.jpg" alt="" class="blogimage" style="width: 98%;" /><br />
<span>Da esquerda pra direita: Hitchcock, Serguei, Godard e Kubrick.</span></p>
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		<title>O Brasil não tem povo</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Feb 2009 11:49:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Agora vai parecer completamente insignificante eu dizer o quanto eu gosto de história, e sobre como fiquei puta da vida, quando lembrei de umas coisas que ouvia quando criança. Não sei agora, nem em outros lugares, mas na década de 90 aonde eu estudei uma época entre a 1ª e 4ª série onde os alunos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agora vai parecer completamente insignificante eu dizer o quanto eu gosto de história, e sobre como fiquei puta da vida, quando lembrei de umas coisas que ouvia quando criança.<br />
<img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/nau.jpg" style="float:left" class="blogimage" alt="" /> Não sei agora, nem em outros lugares, mas na década de 90 aonde eu estudei uma época entre a 1ª e 4ª série onde os alunos começam a aprender um pouco do descobrimento do Brasil escutei uma das coisas mais idiotas e que até hoje eu implico pra nunca mais dizer isso nem de brincadeira pra uma criança.<br />
Chega a ser ridículo como a censura usou e abusou das cabeças humanas, em pleno século vinte, na década dos melhores descobrimentos tecnológicos uma professora ensinar a um aluno que Pedro Alvares Cabral, por acidente, errou o caminho das Índias e acabou vindo parar no Brasil. É meio idiota ouvir isso agora, mas quantas vezes nos contaram as coisas da forma mais ingênua possível?<br />
Isso me lembra também que uma vez disseram pra sempre interpretarmos as coisas com uma mente mais &#034;poluída&#034;.<br />
O pior é ver que até nos próprios livros os escritores tratam a política como um grande berçário cheio de criaturas inocentes..É, quem diria agora o que pensam quando escutam a palavra &#034;congresso&#034;?<br />
Agora, o que mais me dá raiva é ver que essas mesmas pessoas que passaram pela minha geração não acordaram pra vida e carregam embaixo do braço o mesmo livrinho infantil como prova de conhecimento reclamarem do que acontece hoje, o pior: achar que tudo antes era uma maravilha.<br />
Sério, quem for a favor da ditadura nem cogite opinar, me poupe dessas suas ideinhas fracas.<br />
Bom, se formos mesmo querer mudar de país pela sua história eu sugiro mesmo saiamos todos daqui, porque é a única história que conheço e que só me envergonho. Não dos governos, do povo mesmo. O mesmo povo que não tem coragem de fazer bosta nenhuma e só sabe reclamar, é&#8230;Esses jovens acham que estão na moda, acham bonito e até se comparam aos hippies revoltados do ano de 68, a diferença é que eles não sabem de nada, porque passam o dia enfiados num wikipedia pesquisando sobre outras culturas que querem copiar. Vivem reclamando que falta cultura, que só tem violência, enquanto assinam pay per view do Big Brother ou do futebol. Haja falsidade pra essa gente, não?  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/flertando.gif" alt="flertando" class="wp-smiley" /> </p>
<p>Enfim, eu realmente gosto de história, porque ela não só nos faz entender o que aconteceu como impede que vários blogueiros ou adolescentes mesquinhos falem abobrinha por aí.</p>
<p>E também tô cagando e andando pra quem discorda.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/diabo.gif" alt="diabo" class="wp-smiley" />  </p>
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		<title>De cicriti</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Dec 2008 11:29:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por incrível que pareça me aparecem sempre assuntos pra postar, nada muito convincente pois acabo esquecendo. Mas como ano que vem será meu ano do cocô mole (devido a tensão com o cursinho) não se assustem ao ver trechos de matérias escolares espalhados por aí, e mesmo assim deviam agradecer por ler algo útil de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por incrível que pareça me aparecem sempre assuntos pra postar, nada muito convincente pois acabo esquecendo. Mas como ano que vem será meu ano do cocô mole (devido a tensão com o cursinho) não se assustem ao ver trechos de matérias escolares espalhados por aí, e mesmo assim deviam agradecer por ler algo útil de vez em quando. [né, galera do fundão?]</p>
<p>Por indicação da Ellen comecei a jogar o jogo nerd riddlezinho&#8230;tenso! Parei na fase 33, não consigo achar o resultado correto.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/culpado.gif" alt="culpado" class="wp-smiley" /> E recebi um meme da Nah e resolvi fazer:</p>
<p><a href='javascript:void(null);' onclick="s_toggleDisplay(document.getElementById('SID1696481217'), this, 'Mostrar mais &raquo;', 'Mostrar menos &laquo;');">Mostrar mais &raquo;</a></p>
<div id='SID1696481217' style='display:none;'>
<p>Sei que há trocentos memes que me passaram e eu não fiz, ou porque esqueci, ou porque achei pouco importante, mas quem sabe cinco segredos não mudam alguma coisa? (ou não)  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/diabo.gif" alt="diabo" class="wp-smiley" />  </p>
<p><strong>1</strong> &#8211; Puxo pras bandas da <em>esquerda</em>. E isso acontece quando a gente começa a ler coisas demais sobre. Nada de fascismo ou ditadura, aliás, quem acha isso deveria começar a ler um bom livro de história&#8230;Afinal&#8230;não devemos acreditar em tudo que nos contam, né?  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/pensativo.gif" alt="pensativo" class="wp-smiley" /> </p>
<p><strong>2</strong> &#8211; Tenho fetiche por livros, assuntos legais, capas legais, enfiar o nariz no meio e ficar cheirando as folhas&#8230;Adoooro!</p>
<p><strong>3</strong> &#8211; Nunca fiquei solteira por mais de 3 meses depois dos 14 anos. E não é motivo de orgulho ou desapego, simplesmente acontece.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/inocente.gif" alt="inocente" class="wp-smiley" />  [cabreiro] </p>
<p><strong>4</strong> &#8211; Fujo de gente chata. Quando vejo na rua passando, olho pra um lado, mexo no celular, finjo que estou lendo&#8230;qualquer coisa! No caso de me pegarem eu faço como a Nah, balanço a cabeça fingindo que entendi. Na maioria das vezes até quando minha mãe pede algo eu confirmo e depois esqueço&#8230;  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/desconfiado.gif" alt="desconfiado" class="wp-smiley" />   [é? ta pode deixar...]</p>
<p><strong>5</strong> &#8211; Sou apaixonada pela irmã da nah também e pretendo roubar ela. [MUAHAHAHA] Já viram como ela é linda, fofa, cuti cuti? E eu não vou mostrar porque não quero concorrentes  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/nervoso.gif" alt="nervoso" class="wp-smiley" />  . Além do que, sonho com meu bebêzinho todo fofoletzz também&#8230;Mas isso só daqui a muuuito tempo [né?]  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/apaixonado.gif" alt="apaixonado" class="wp-smiley" />  </p>
</div>
</p>
<h3 style="text-align:center;">Férias do CEFET!!! Aweeeeeeeee</h3>
<p>E pra terminar um pouco a nerdice, sábado passado não resisti a comprar dois de muitos livros de história que queria: <strong>Histórias de Presidentes</strong> [Isabel Lustosa], e <strong>1968</strong> [Regina Zappa e Ernesto Soto], além do DVD de um dos filmes que mais gosto que o namoraduxo fofuxo comprou: <strong>Como perder um homem em dez dias</strong>, no meu caso em trezentos e sessenta e poucos mais&#8230;.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/amando.gif" alt=".ama." class="wp-smiley" />  Ai que mimo!</p>
<p style="text-align:center;">
<img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/1968.jpg" class="blogimage" alt="" /> <img src="http://i148.photobucket.com/albums/s8/dedes2s2/hdpresidentes.jpg" class="blogimage" alt="" /> <img src="http://i148.photobucket.com/albums/s8/dedes2s2/10dias.jpg" class="blogimage" alt="" />
</p>
<p>Ah, enfim! Até a próxima.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/beijo.gif" alt="beijo" class="wp-smiley" />  </p>
<blockquote><p>Ps: WP 2.7 Maraaaavilhoso!!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/lingua.gif" alt="lingua" class="wp-smiley" />  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/festa.gif" alt="festa" class="wp-smiley" />  </p></blockquote>
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