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	<title>adelinedaniele &#187; ironia</title>
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		<title>Me &#039;retweet&#039; se eu estiver certa</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 13:56:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A modernidade traz consigo algo tão inusitado quanto a própria tecnologia: os novos padrões de vida. Esses padrões hoje carregam valores massificados &#8211; segundo teóricos sobre o conceito da indústria cultural &#8211; enraizados em um interesse do público, defendendo obviamente os interesses da burguesia. Isto é uma verdade muito comentada, claro, porém as pessoas ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A modernidade traz consigo algo tão inusitado quanto a própria tecnologia: os novos padrões de vida. Esses padrões hoje carregam valores massificados &#8211; segundo teóricos sobre o conceito da indústria cultural &#8211; enraizados em um interesse do público, defendendo obviamente os interesses da burguesia. Isto é uma verdade muito comentada, claro, porém as pessoas ainda insistem em acreditar que tudo se trata de uma bela democracia, e que ditadura mesmo só acontece na Venezuela.</p>
<p>O que dizer, então, sobre a esfera tecnológica que atinge todos as classes e escalões públicos? O mundo organizado em teias, e essas teias organizando a sociedade. E ao mesmo tempo em que as opiniões se difundem e constroem algo como uma personalidade virtual.</p>
<p>Personalidade virtual é algo comum, muitas vezes as pessoas não agem na internet da mesma forma que agem pessoalmente &#8211; não que haja uma quebra nos valores -, e pode ser também simplesmente um perfil online, como profissionais que já têm uma carreira na área, com portfolios, sites, blogs, etc.<br />
Uma coisa que muito me assusta nessa era da informação instantânea é o grau/nível de exposição a que algumas pessoas acabam por se submeter.</p>
<p>Certo dia, em meio a confusões que estava tendo com o tal do Adobe InDesign &#8211; o qual eu ando com muita preguiça de mexer &#8211; minha atenção é atraída para um tipo de discussão. Expressão de espanto não acontece mais, só um sorriso irônico retratando uma simples conformidade com o que acontece no mundo. Mentira: risadas, comentários, e ridicularização do nível a que as coisas chegam. Pessoas trocando adjetivos e frases de moral, dirigindo sempre algo ao outro, indiretas tecladas e publicadas em cento e quarenta caracteres que podem mudar o mundo, ou melhor, a opinião alheia.</p>
<p>Não quero dizer aqui que a liberdade de expressão é inexistente e que temos que nos comportar feito idiotas emparedados com medo de receber críticas a todo momento. No entanto, certas posições que são tomadas causam um choque de opiniões dentro do próprio indivíduo. Imagine o tipo estereotipado de ser humano que se mete a endireitar as costas e fechar os olhos dizendo orgulhosamente que sua vida não diz respeito à ninguém. E em menos de dez minutos seus problemas pessoais, conflitos familiares, e brigas com o namorado são visíveis a todos que tiverem um pouco de malícia nos dedos e paciência para ler. Muitos não entendem que existem pessoas que não se contentam em simplesmente saber da vida alheia, e que também querem comentá-la abertamente e até ridicularizá-la para seus conterrâneos. Desde que o juízo de valor se estabelece em uma pessoa, dificilmente esta evitará julgar o próximo com suas falácias.</p>
<p>É aí que dentro dessas personalidades virtuais uma tal quebra de valor acontece, no que diz respeito à própria preservação da pessoa. Banalizar a vida e construir uma segunda em cima do que lhe é imposto para poder participar dos assuntos mais falados, ou então, dizer saber sobre lugares e coisas que nem chegaram ainda a seu patamar, ou seja, mentir.</p>
<p>Para não falar de outro tipo de problema que alguns ainda não enxergaram com o passar do tempo e evolução das redes sociais: a busca por um emprego. É sim bem capaz que muitos discordem, e ainda mais, que eu também faça certas vezes esse tipo de coisa. No entanto, parando para analisar do ponto de vista de quem tem o poder, eu não conseguiria trabalhar com uma pessoa que, <strong>por exemplo</strong>, em um vasto período de tempo só tenha falado em Big Brother Brasil ou outras futilidades. Muitas empresas até antes de entrevistar um candidato procuram saber por meio das redes sociais o que esse candidato faz, quais suas ideias e pontos de vista e seu grau de responsabilidade.</p>
<p>Ter um espaço pessoal na internet se tornou virtude para aqueles que procuram nela uma válvula de escape, um meio para o desabafo. Porém o fato é: uma vez que uma coisa é colocada aos olhos do público ela deixa de ser privada, passa a participar de uma esfera globalizada de informação, podendo contribuir ou não para o conhecimento.<br />
Não é necessário cortar todo tipo de contato com o mundo para não ter que sofrer as consequências das próprias palavras. O que foi falado nunca mais terá volta, e até que se apague o último erro de português ou uma briga teclada muitos já viram e saíram a comentar. Mas há um meio de pensar no que se coloca dentro desse turbilhão de informações, da mesma forma que se deve pensar na forma mais correta de responder a uma pergunta em uma prova ou entrevista de trabalho.</p>
<p>Posso estar errada. Não há regras para este tipo de coisa. Temos o direito à liberdade, porém ficamos presos aos dogmas da sociedade. Também vão discordar de mim sobre tudo e dizer que uma vez que somos livres, o que colocamos ou não na internet não causa efeito algum, pois falar de diversos assuntos não implica em seu perfil inteligente e educado. Eu iria querer cortar os dedos de alguém que dissesse algo inverídico sobre mim. São duas possibilidades, ou as pessoas te aclamam por dizer algo muito bom, ou te bombardeiam por uma piada mal explicada. O fato está em que diversas pessoas lêem aquilo, e uma dessas pessoas pode decidir algo sobre tua vida baseando-se naquilo, que é justamente um meio mais fácil de saber como os indivíduos se comportam.</p>
<p>Mais uma vez: posso estar errada. Mas até lá eu prefiro manter a minha imagem de boa samaritana, pois se tenho certeza de algo, é de que meus problemas pessoais, na internet, não vou resolver nunca. Hipocrisia é como defecar, todos praticam e não gostam de assumir.</p>
<p style="text-align: center;">
<img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/fightbirds.jpg" alt="" class="blogimage" style="width: 98%;" /></p>
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		<title>Candidate-se a esta vaga agora</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Jan 2010 16:47:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem vos fala agora é mais uma pessoa que quer uma das 190 mil vagas para emprego. E acredito que muitos de vocês também desejam ou já desejaram, pois &#034;Desempregado&#034; assinalado em formulário não vale nada, assim como sua renda na hora de comprar uma máquina de lavar nas Casas Bahia em R$segurodesemprego,00 pode ser constrangedora. Até em conversas de família, quando alguém lança aquele olhar atencioso e pergunta carinhosamente: <em>O que você vai querer fazer da vida?</em> &#8211; nessa hora é importante aproveitar cada segundo que leva para a pessoa terminar a pergunta, isso te dá tempo pra pensar no que responder.<br />
O que fazer da vida na verdade soa como uma missão a ser cumprida, como se cada ser humano tivesse uma obrigação de subir na vida e virar um esnobe vegan que aos 65 anos vai, finalmente, perceber que não devia ter feito administração e sim medicina. Hoje em dia ainda encontramos pessoas que fazem seus trabalhos com empenho e que não desejariam estar em outro lugar.<br />
Mas pense em uma década em que a internet passa de seletivos usuários para alcançar as pequenas antenas da periferia, onde a cabeça das pessoas que nasceram há pouco funciona de forma diferente, almejando a única coisa que lhes trará o status desejado: dinheiro.<br />
Só em 2009, ano em que comecei minha faculdade, de 80 alunos selecionados dentro da minha turma no mínimo 20 desistiram e optaram por outro curso ou ficaram estagnados. Teve gente que mudou até duas vezes de curso depois disso, e tem gente que termina o curso pra descobrir que não era aquilo que queria. Gente confusa essa, eu penso. Mas depois fica bem claro o que acontece com algumas dessas pessoas.<br />
Pai rico, filho rico, neto metido. Eis o dilema. Meus pais não nasceram ricos, muito menos o são. Como qualquer família de classe média cuja mãe se esforçou para passar em concursos e concluir uma graduação temos nossas dificuldades. Isso não me impediu de perceber como ás vezes famílias de classe A vêm a participar da nossa farofada classe B. Já explico o por quê.<br />
O pai, que pensa que é um Chris Gardner da vida, casa com uma moça (que não seria como a do Chris Gardner) e ela dá luz a três lindos filhos. Agora veja se já pensou dessa forma, o filho mais velho vira a ovelha negra, o caçula fica mimado e cheio de frescuras, e o do meio salva. Isso é uma observação minha, já vi acontecer várias vezes, então, você, caçula ou filho-do-meio, não se sinta rotulado, afinal, sou filha única e sempre vou ser tachada de mimada mesmo. Enfim, deixe a analogia dos três filhos pra lá e pense na sociedade hoje como está. Já imaginou como é, né? E não vai me dizer que pelo menos 50% dessas famílias contempladas pelo dinheiro abundante acaba na merda por causa da falta de perspectiva?<br />
É aí que entra essa liberdade de expressão, onde eu, ou nós, jovens, lutamos por um mundo melhor. Mas até lá demora uns três anos pra finalmente deslanchar em uma profissão e sair por aí dando palestras sobre autoconfiança ou sobre como educar o filho sem ter de enfiar uma bela cinta de couro nas nádegas gordas do desgraçado.<br />
Quando criança, aprendemos algumas das profissões ou seguimos o exemplo do pai advogado e da mãe dentista. Pra falar a verdade, medicina é a profissão hereditária. E acho que assim que conseguimos entrar numa faculdade os primeiros pensamentos preocupados são: &#034;<em>Aonde vou trabalhar? Como começo meu ganha-pão? Faço inglês ou espanhol primeiro? Curso técnico?</em>&#034;. Eu mesma já fiz curso técnico de programação e optei pelo Jornalismo, o que gera um estranhamento por parte daqueles que me entrevistam pra um estágio: &#034;<em>Então</em> &#8211; olha pro currículo e aperta os olhos pra ler meu nome direito &#8211; <em>Adeline, você já fez curso de programação, é isso? Mas por que mudou tanto de área?</em>&#034;. Bom, aí é que eu não posso sair falando que estamos no século vinte e um, que o desemprego toma conta do país por causa da falta de educação e de recursos pra isso, que todo profissional deve saber fazer um pouco de tudo, que quanto mais conhecimento, melhor, enfim, soaria mal educado e acho que todo ser que trabalha em RH e se mantém atualizado sabe disso.<br />
Eu não sei o que se passa na cabeça dessas pessoas que não conseguem ter o mínimo de força de vontade pra fazer a diferença, mas entendo que boa parte dos problemas advém sim da sociedade e do modo como são criados os filhos. De que adianta uma herança gorda e um modo de administrar a vida sedentário? A conta emagrece até que se torne crucial a busca por um emprego na mercearia da esquina.<br />
<img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/emprego.jpg" alt="" style="float: left;" class="blogimage" />Por outro lado, e em geral, a procura pelo trabalho em pró da gratificação é grande, e mesmo que não seja por dinheiro, como acontece com os estágios que visam a experiência e aprendizado, a situação se torna preocupante. Todo mundo sonha consigo mesmo como um profissional bem sucedido de terninho pra foto da revista Valor Econômico, aquelas fotos em que se sorri expressando: <em>Ó eu aqui no topo da pirâmide, mãe! Eu consegui! riaiririri</em>  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/sorriso.gif" alt="sorriso" class="wp-smiley" />  Eu diria que essa, pra mim, seria a era do MT (Mercado de Trabalho), e que se não corrermos atrás do melhor pedaço do bolo, acabamos com a fôrma e as migalhas.<br />
É por isso que falo que a culpa é nossa, mas não toda. Infelizmente a realidade é que até mesmo as empresas não sabem o que desejam. Fica complicado, por exemplo, esculpir um perfil do trabalhador perfeito. Sempre haverá um filho-da-mãe almofadinha de terno na fila de espera do processo seletivo se gabando pelos cursos caros fora do país e com um pai cuja agenda conforta milhares de contatos importantes. O que me deixa fula da vida. Estamos em um país de terceiro mundo onde grande parte da população até uns anos atrás era analfabeta e hoje tenta se reerguer da escravidão do Mobral com a maior força de vontade possível.<br />
Pode parecer ridículo uma pessoa com tantas oportunidades reclamar, vão achar que estou traumatizada e descontando a raiva no mundo. Mas não é mentira quando digo que muita gente luta para obter melhor desempenho e merecer as regalias do trabalho enquanto indicações externas valem mais do que honestidade.</p>
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		<title>Saga dos Balões</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 23:45:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando eu era criança minha tia tinha uma loja de artigos para festas bem famosa no centro da cidade &#8211; que por sinal devia dar um lucro considerável &#8211; e trabalhava junto com meus pais na montagem e filmagem das festas. Por conta disso, quando chegava da escolinha usando meu invejável uniforme com uma estampa da turma da Mônica voando em um balão vermelho, ficava horas escondida entre as milhares de caixas que ficavam no depósito fuçando os mágicos brinquedos de plástico comprados na 25 de Março.</p>
<p>Coisas que toda criança sobrinha de dona de loja deve saber: é bem fácil arranjar uns quitutes e brinquedinhos de vez em quando, mas tente fazer isso sem que ninguém veja, do contrário, faça como Forrest Gump: corra, e ao fazer isso não deixe cair nada do que conseguiu surrupiar. E fuja também da funcionária da loja &#8211; que aliás é uma nordestina que já foi minha babá &#8211; ela dá um pouco de medo.</p>
<p>Mas todos sabem que quando somos crianças nada tira a inocência e pureza de nossas personalidades, o que faz com que os adultos sempre acabem nos perdoando e ainda nos levando na sorveteria mais próxima. Engano meu! Parece que minha adorável aparência de criança não foi suficiente, e ao crescer, minha penitência foi ajudar minha tia a produzir as festas. Chegando lá, empolgadamente pego os enfeites de mesa e corro para dentro do local, pois onde há mesa, há comida.<br />
Mas ilusão de pré-adolescente é igual de pobre. E em pouco tempo lá estávamos a funcionária &#8211; que é nordestina &#8211; e eu sentadas nos bancos com uma caixa de molde entre as pernas e um compressor de ar ao lado enchendo balões.</p>
<p><img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/balao.jpg" alt="" class="blogimage" style="float: left; width: 50%;" /> E o negócio deu sucesso, pois toda inauguração de escola, almoço beneficente e festas de todo o tipo, lá estavam o compressor de ar, o molde, e minha inigualável cara de sono enchendo os balões cujo pacote com o desenho de um palhaço feliz começava a me irritar. Pior do que isso era voltar pra casa com cheiro de borracha e o pó branco nas roupas que me fazia espirrar e ficar com os olhos vermelhos, quem estava de fora não sabia que o pó era advindo de uma labuta incansável para fazer criancinhas felizes ou enfeitar uma simples porta, e olhavam pra mim como se eu fosse uma cocainómana sem causa. Sem contar as inúmeras vezes em que o balão tinha de voar no fim da festa e os outros ajudantes ficavam engolindo gás hélio pra conversar igual Tico e Teco. </p>
<p>E parece que esses orifícios de borracha me perseguem, numa festa grande de família, lá estavam eles, e como já havia tomado uns copos de vinho, me pus a estoura-los com o garfinho de bolo. E até os dias de hoje, uma vez estava morando em uma república, tive de encher com minha própria boca aquelas bexigas. O que me faz reforçar que nunca, nem por promessa divina, eu me amarraria em dezenas de balões estilo Carl Fredricksen inspirado em um certo padre, me enfiaria mundo afora e sumiria. </p>
<p>Já contei que saí daquela escola com os uniformes invejáveis aos choros de medo de um tal de Bicho Balão? Mas se eu soubesse que poderia fazer parte de um &#034;show&#034; teria me escondido entre as caixas no depósito da loja de minha tia onde brincava.</p>
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		<title>Uma medida de conveniência</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 03:22:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>É por isso que ainda assino jornal, para ler sobre as propostas inovadoras dos nossos candidatos à presidência do Brasil. No que me faz bater mais uma vez na tecla da hipocrisia que fica estampada na cara de pessoas que se dizem dignas de mudar o país.<br />
São três fatos a que remeto, não nesse mesmo mês, mas o último foi o que mais me arrancou risadas.<br />
Há tempos cheguei até a postar no blog, que li que o governador tucano, José Serra, e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, haviam feito viagens com o intuito de fazer críticas ao governo Lula &#8211; só isso já bastou para saber que São Paulo vai de vento em poupa, mister qualidade de vida.<br />
Mais tarde, vi que estavam produzindo jornais para distribuir entre moradores do interior de SP, com obras do governo, ótimo, lá se vão mais de R$100 mil só pra fazer divulgação de rodovias e metrôs.<br />
E nem acredito que tenho que lidar com isso numa segunda-feira, 28 de setembro de 2009: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u630088.shtml">Gibi de tucanos reivindica a paternidade do Bolsa Família</a>.</p>
<p><img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/vilabrasil.jpg" style="float: left;" class="blogimage" alt="" />Atitude honrosa de um partido neoliberal, que na última eleição só fez criticar o benefício concedido a famílias de baixa-renda como medida de campanha para o PT. Mas que não deixou de alegar sua origem. Sim, pois tal Bolsa é advinda do projeto do governo Fernando Henrique Cardoso, que sabe lá Zaqueu quantas famílias beneficiava; pois importa saber a origem do projeto que mal teve repercussão durante aquela gestão?</p>
<p>E hoje o desespero tucano por atingir o maior número de populações de baixa-renda para arrecadação de votos resultou nessa enorme contradição. Transformando em um &#034;<em>Vila Sésamo</em>&#034; pra criançada esse tipo de informação tão importante quanto ler algum livro. Que não deixa de fazer com que o partido perca a pouca credibilidade que tinha, pelo menos para aqueles que leem esse tipo de notícia. Fora o desperdício de dinheiro, tempo, e de papel, que com toda certeza vai resultar em mais lixo na cidade.<br />
Além disso, a atitude só pode mostrar, que não obstante a falta de criatividade e de inteligência para criar um projeto produtivo de campanha para 2010, o programa continuará existindo num hipotético governo PSDBista, quiçá na cabeça dos pobres uma ideia totalmente diferente daquela que viam na propaganda política de 2006.</p>
<p>O que me faz pensar se a <em><a href="http://adelinedaniele.com.br/2009/03/23/uma-noticia-no-jornal/">Porta de Saída</a></em>, a qual falei há alguns meses, estará trancada para os que tentam alcançar a classe média.</p>
<p><span>Imagem: Folha Digital</span></p>
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		<title>Regime Virtual</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 17:02:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Do que eu sempre me lembro, é de quando escrevi os 10 Mandamentos para se manter um blog, porque a cada dia as coisas ficam mais evidentes e irônicas. Virou clichê, ao visitar um blog com um post diferente as pessoas já entram com aquela cara de quem cheirou fígado de boi, como aquelas crianças [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do que eu sempre me lembro, é de quando escrevi os <a href="http://adelinedaniele.com.br/2008/11/04/os-10-mandamentos/">10 Mandamentos para se manter um blog</a>, porque a cada dia as coisas ficam mais evidentes e irônicas. Virou clichê, ao visitar um blog com um post diferente as pessoas já entram com aquela cara de quem cheirou fígado de boi, como aquelas crianças mimadas que ao abrir a panela dizem: <em>&#034;Ahh, não! Sopa de batata de novo!&#034;</em>. E parece que é tão complicado sair da internet e ir lavar uma louça pra acalmar as ideias, que se começa logo a criar pequenas encrenquinhas virtuais com gente que nunca viu na vida! <strong>HAREBABA</strong>!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/inocente.gif" alt="inocente" class="wp-smiley" /> <br />
Ah, mas isso é característica da humanidade, por isso não existe paz mundial. O ser humano é corrompido e inconscientemente nasce com um propósito de liderança, alguns já crescem mandando nos próprios pais e nos colegas de classe. Ou vocês ainda pensam que, se cair um meteoro na Terra todo mundo vai virar Madre? Não, porque aí me vem trinta protestantes me encher a cabeça de apocalipse e o caralho à quatro, ensinando a viver com o cu na mão porque quando morrer acredita que vai ter vinte virgens com as pernas abertas no céu. Fanatismo me enoja, principalmente aquelas pessoas que gostam de imbutir suas opiniões em outras pessoas, vá ser crente sozinho. Ora, como acham que surgiu a religião? Alguém começou a subir no banquinho logo cedo&#8230; <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/neutro.gif" alt="neutro" class="wp-smiley" /> <br />
Bom e aí, todo mundo que tem noção de história já deve saber que as guerras aconteceram por divergentes ideologias, e acontecem até hoje, e isso não vai mudar.<br />
As pessoas acham que porque estão na internet podem fazer de tudo, o que é bem engraçado, porque pimenta no olho dos outros é suave de aguentar, até que alguém lhe falte com respeito está tudo muito bem.<br />
Eu percebo que o mundo dos blogs não é mais encarado como antes, agora parece que todo mundo quer limitar a opinião alheia. Tem gente que aceita esse tipo de coisa e acaba cedendo à contragosto aos caprichos de pessoas que eu não sei por quê ainda não arranjaram uma vaga no Senado.<br />
Aliás, vai que me montam uma comissão pra controlar os nossos posts opinativos? Um <strong>DOI-CODI Online</strong>, na hora de censurar lasca MEME pra tapar buraco, ou pros mais chiques, coloca tutorial! RÁRÁRÁ<br />
Imaginem só:</p>
<blockquote><p>
<strong>Antes da censura:</strong> Ah, eu acho a Rede Globo uma bosta, e o Assis Chateaubriand era um mercenário.</p>
<p><strong>Depois da censura:</strong> As sete coisas que mais gosto. Passo pra Bi, pra Cá, pra Má, pro Rô, pra Zi, pra Lê, pro Zé, pra Xuxa, pra Sasha e especialmente pra você!</p>
<p>Ou:</p>
<p>Como deixar suas fotos mais bacanas no Photoshop.
</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/ditadurablog.jpg" alt="" class="blogimage" /></p>
<p>Se demorar muito eu já vou fundando a minha VAR-PALMARES Blogueira, daí quero ver! Rárárá  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/diabo.gif" alt="diabo" class="wp-smiley" />  </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Caiçara caipira pegando CPTM e EMTU</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jun 2009 02:54:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bloguxo]]></category>
		<category><![CDATA[Lero Lero]]></category>
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		<category><![CDATA[trem]]></category>

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		<description><![CDATA[Pra começo de conversa, as pessoas já te apresentam o veículo dizendo: - Ahh metrô ainda vai, mas trem&#8230; Tá, o trem é mais devagar, e aí? - Bom, aí tem o Itapevi&#8230; Primeira vez que andei de trem foi esse ano mesmo, junto com meu primo pra atravessar São Paulo. Ok, pegando trem às [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pra começo de conversa, as pessoas já te apresentam o veículo dizendo:<br />
- Ahh metrô ainda vai, mas trem&#8230;</p>
<p>Tá, o trem é mais devagar, e aí?<br />
- Bom, aí tem o Itapevi&#8230;</p>
<p>Primeira vez que andei de trem foi esse ano mesmo, junto com meu primo pra atravessar São Paulo. Ok, pegando trem às três da tarde pra Julio Prestes, sem problemas. Até que me chega na <em>freaking </em>Linha Vermelha do metrô, plena Barra Funda, uma mistura de cheiros incomparáveis, era pão de queijo e frutas, ou minipizza com aqueles doces fedidinhos.<br />
E é na Barra Funda que você vai encontrar todo tipo de gente possível, é negada correndo pra pegar trem, é velharada indo pra estação da Luz, é mulherada indo pro centro e é vendedor ambulante baldiando o dia inteiro.</p>
<p>Chegando na plataforma pra esperar o Metrô B.Funda &#8211; Itaquera, meu primo logo avisa: &#034;Ó, fica aqui ó (quase me jogando no trilho). Aí eu feliz da vida, pensei &#034;não tem ninguém aqui, então de boa&#034;. Faltando uns 30seg pro metrô chegar, eu olhava pra trás era uma mistura de raças do @#$@#$ ali, não dá nem pra definir classe social.<br />
E aí, eu to lá, arrumadinha, paradinha atrás da maldita linha amarela, quando escuto o barulho do dito cujo chegando. Meu, que putaria que era aquela, parecia criança esperando dar o sinal do recreio, foi um vuco vuco dos infernos, eu que tava lá na frente hora que percebi já tava maior furdunço de gente na minha frente.<br />
Quando aquela porta abriu eu acreditei na visão do inferno que Caco Antibis descrevia. Era um empurra-empurra danado, você não sabe se ri ou se chora&#8230;E não adianta achar que porque é menina ninguém vai empurrar, tinha até senhorinha de idade dando cotovelada pra tudo que é lado. Quando a porta fechou tinha nego até no teto, olhei pra trás já vi meu primo trincando o bico.</p>
<p>Visitinha no centro, <em>Consolation</em> tranquila, comi lanchinho, fiz xixi no Copan(subi as escadas da padoca e saí sem comprar nada), entreguei meus documentos e viemos embora.<br />
Pulando um tempinho aí na história, parte de mudanças, adaptação, etc, e lá estou eu pegando trem pra ir pro metrô, pra descer e andar até a faculdade. O bom é que naquele horário, na Santa Cecília, não tem tanto movimento.</p>
<p>Mas, guriazada, quem gosta de um chamego tem que pegar o Itapevi das 18:05h. Aquela campainha que toca quando vai fechar a porta deve ser a mesma usada pra tirar pecador do purgatório. Tiveram vários dias que eu tive que esperar o próximo, porque naquele já tinha entalado umas cinco bundas. Isso quando não fica um Hulk da vida segurando a porta tremendo a cara pras marajá entrar.<br />
Ou então, tem a parte que você entra no trem involuntariamente varando até a outra porta, eles, terroristas que são, conseguem te levantar do chão. O desespero é tanto, que se bobear o outro larga o filho na plataforma e entra junto com a cambada.<br />
Já vi muitas pessoas com as amigas na estação, ficarem sozinhas, a outra lá dentro rachando o bico dando tchau pra retardatária, e ela falando: &#8211; Aii, ela foi eu fiqueii. hãhãhã.</p>
<p>Meu primo também me contou, que certa vez neste mesmo trem teve o maior barraco. Uma moça descendo as tigelas num velho, SÓ palavrão da Barra Funda até Osasco. Eu já vi barraco em escada rolante, nem me pergunte porque também não sei como diabos alguém arranja briga em escada rolante.</p>
<p>Tirando a lotação, ou melhor, o chamego apimentado dos trens paulistas, já caí umas duas vezes no metrô; pelo menos foi por uma boa causa, eu estava dando lugar pros velhinhos. Da primeira vez eu acho que o ancião nem ia aceitar, só que quando eu levantei o metrô também acelerou, daí voei pra cima de outro cara&#8230;quando me recompus, pedi pro velho sentar, este que deve ter ficado sem jeito sentou mesmo. Da outra vez entraram duas maricotas vindas da Armênia, aí eu levantei pra uma, e a outra moça que tava do meu lado também levantou, a tia me agradeceu tanto que eu tava quase pedindo dinheiro em troca. Rárárá. Depois o metrô acelerou e lá voei eu. Também! Os caras parecem que estão transportando batatas.
</p>
<p>Metrô todo mundo sabe que vem de 2 em 2 minutos. Já o chamego-trem só passa de 10 em 10 minutos, o que torna monótono para pessoas sem-criatividade. Durante a longa espera pelo seu destino, você pode:<br />
a) escutar conversa alheia;<br />
b) comer biscoitinho amanteigado limpinho, limpinho!; e<br />
c) assistir os ratinhos do trilho;</p>
<p>Eu sempre opto por escutar conversa alheia e assistir aos ratinhos, são muitos, e são pequenininhos, não param um minuto. Uma vez escutei até chegar em Osasco o drama de uma tia separada com uma sogra má(por que eu não me surpreendo? <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/pensativo.gif" alt="pensativo" class="wp-smiley" /> ), ela dizia que uma vez acabou a energia na casa dela, e a véia mandou ela e o neném se virarem, vê se pode!
</p>
<p>Bom, é mais ou menos isso que alguém que pega trem em São Paulo vive. Imagine pedreiros, imagine crianças, imagine cheetos. Já disseram que nos trens a média é de nove pessoas por m².  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/olheiras.gif" alt="olheiras" class="wp-smiley" /> <br />
Ainda bem que não passo mais por isso, moro mais perto da facul.
</p>
<p>E enquanto eu faço trabalho divirtam-se achando o Wally versão Barra Funda Power Pico Hour:</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/bfunda.jpg" class="blogimage" alt="" /></p>
<p>Até!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/pensativo.gif" alt="pensativo" class="wp-smiley" />  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/sono.gif" alt="sono" class="wp-smiley" /> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Vidão</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 00:29:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enchendo o Saco]]></category>
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		<category><![CDATA[Faculdade]]></category>
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		<description><![CDATA[Virei uma paulistana dentro de apartamento num frio do caralho fazendo trabalho de faculdade. Lembrei hoje dos vendedores ambulantes de trem, que eram super engraçados. Certa vez um carinha me entra no Julio Prestes &#8211; Itapevi, gritando: - Balinha FRIGÉUS por somente CINQUENTA centavos, se você levá duas é UM REÁU! (eu também não entendi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Virei uma paulistana dentro de apartamento num frio do caralho fazendo trabalho de faculdade.</p>
<p>Lembrei hoje dos vendedores ambulantes de trem, que eram super engraçados. Certa vez um carinha me entra no Julio Prestes &#8211; Itapevi, gritando:<br />
- Balinha FRIGÉUS por somente CINQUENTA centavos, se você levá duas é UM REÁU! (eu também não entendi a lógica dele)</p>
<p>Aí se não me engano alguém chamou ele lá pra comprar, e ele falando:<br />
- Balinha frigéus, são balinhas em formatu di coração, você coloca na boca e já sente aquele ardorziinho entranonuseupumão.</p>
<p>Quando já estava lá do outro lado do trem, o cara me vira:<br />
- Alguém mais aí do fundo vai querê? Quem quisé dá um gritinho aí que e vô, dá um gritin que eu vô!</p>
<p>Nessa hora todo mundo já tava trincando o bico de rir né.<br />
O engraçado nesses vendedores é o jeito que eles entram no trem, fingindo ser alguém normal. Daí eles entram, olham pros dois lados, tiram um braço da mochila e começam a berrar, chega a assustar! kkkk  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/yes.gif" alt="yes" class="wp-smiley" /> </p>
<p><strong>Comentários à parte</strong></p>
<p>Parece que eu posso passar meses sem postar, mas sempre quando eu volto vejo as mesmas coisas.<br />
Se não são aneizinhos de Jonas Brothers são fotos, vídeos, poemas praquele livro Crepúsculo que já me encheu o saco aquela melação toda. Parece que é só alguma coisa fazer sucesso que todo mundo quer estar no meio daquele furdunço de comunidades baixando todas as fotos possíveis daquele cara de cara reta, com todo o perdão da palavra: mas que falta de <del datetime="2009-06-04T22:21:24+00:00">pica</del> namorado, ein meninada!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/desconfiado.gif" alt="desconfiado" class="wp-smiley" />  Tá cheio de macho aí na rua, existe mundo além da internet, é brincadeira, viu.<br />
Isso sem falar na putaria que vira quando neguinho fala que não gosta do livro, um blog que ninguém nunca viu passa a ser popular por causa de uma crítica, e BOMBARDEADO de xingamentos e choramingamentos idiotas de gente sem um pingo de bom senso que acha que todo mundo tem que gostar da mesma coisa.<br />
Daí cai um avião perto de Fernando de Noronha, metade do post ou falando mal do governo ou fazendo ceninha solidária&#8230;parece que notícia só existe quando tem plantão da Globo.<br />
<img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/serraecio.jpg" style="float:right;" class="blogimage" alt="" /> Daí me aparecem quinhentos editoriais especulando sobre as causas da queda, maior hipocrisia da sociedade, como se ninguém soubesse que tem ônibus cheio de trabalhador que pega fogo quase todo dia.<br />
Pra mim é tudo boicote, e não se fala mais nisso.</p>
<p>Pra fechar com chave de ouro, li uma notícia na Folha de S. Paulo que dizia que os pré-candidatos a presidência em 2010, Serra e Aécio, estavam viajando pelo país pra falar mal do governo Lula. Mas que falta do que fazer, hein <em>governadores</em>?  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/thinking.gif" alt="thinking" class="wp-smiley" />  </p>
<p>Depois coloco mais vídeos da Nova Ortografia, até mais!  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/apaixonado.gif" alt="apaixonado" class="wp-smiley" />  </p>
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		<title>O Brasil não tem povo</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Feb 2009 11:49:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
				<category><![CDATA[Elmiacho]]></category>
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		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Agora vai parecer completamente insignificante eu dizer o quanto eu gosto de história, e sobre como fiquei puta da vida, quando lembrei de umas coisas que ouvia quando criança. Não sei agora, nem em outros lugares, mas na década de 90 aonde eu estudei uma época entre a 1ª e 4ª série onde os alunos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agora vai parecer completamente insignificante eu dizer o quanto eu gosto de história, e sobre como fiquei puta da vida, quando lembrei de umas coisas que ouvia quando criança.<br />
<img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/nau.jpg" style="float:left" class="blogimage" alt="" /> Não sei agora, nem em outros lugares, mas na década de 90 aonde eu estudei uma época entre a 1ª e 4ª série onde os alunos começam a aprender um pouco do descobrimento do Brasil escutei uma das coisas mais idiotas e que até hoje eu implico pra nunca mais dizer isso nem de brincadeira pra uma criança.<br />
Chega a ser ridículo como a censura usou e abusou das cabeças humanas, em pleno século vinte, na década dos melhores descobrimentos tecnológicos uma professora ensinar a um aluno que Pedro Alvares Cabral, por acidente, errou o caminho das Índias e acabou vindo parar no Brasil. É meio idiota ouvir isso agora, mas quantas vezes nos contaram as coisas da forma mais ingênua possível?<br />
Isso me lembra também que uma vez disseram pra sempre interpretarmos as coisas com uma mente mais &#034;poluída&#034;.<br />
O pior é ver que até nos próprios livros os escritores tratam a política como um grande berçário cheio de criaturas inocentes..É, quem diria agora o que pensam quando escutam a palavra &#034;congresso&#034;?<br />
Agora, o que mais me dá raiva é ver que essas mesmas pessoas que passaram pela minha geração não acordaram pra vida e carregam embaixo do braço o mesmo livrinho infantil como prova de conhecimento reclamarem do que acontece hoje, o pior: achar que tudo antes era uma maravilha.<br />
Sério, quem for a favor da ditadura nem cogite opinar, me poupe dessas suas ideinhas fracas.<br />
Bom, se formos mesmo querer mudar de país pela sua história eu sugiro mesmo saiamos todos daqui, porque é a única história que conheço e que só me envergonho. Não dos governos, do povo mesmo. O mesmo povo que não tem coragem de fazer bosta nenhuma e só sabe reclamar, é&#8230;Esses jovens acham que estão na moda, acham bonito e até se comparam aos hippies revoltados do ano de 68, a diferença é que eles não sabem de nada, porque passam o dia enfiados num wikipedia pesquisando sobre outras culturas que querem copiar. Vivem reclamando que falta cultura, que só tem violência, enquanto assinam pay per view do Big Brother ou do futebol. Haja falsidade pra essa gente, não?  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/flertando.gif" alt="flertando" class="wp-smiley" /> </p>
<p>Enfim, eu realmente gosto de história, porque ela não só nos faz entender o que aconteceu como impede que vários blogueiros ou adolescentes mesquinhos falem abobrinha por aí.</p>
<p>E também tô cagando e andando pra quem discorda.  <img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-includes/images/smilies/diabo.gif" alt="diabo" class="wp-smiley" />  </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Suspeita de baixo astral</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 12:19:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enchendo o Saco]]></category>
		<category><![CDATA[Fidelzeando]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
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		<description><![CDATA[As pessoas que dizem que nunca fizeram uma mísera lista de afazeres dois mil e alguma coisa mentem. Mas isso não faz diferença já que os anos aparentemente se repetem. Toda vez que faltam 10 dias no máximo para acabar o ano vejo promessas de mudanças e planos com dinheiro, casa, estudos e sentimentos que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As pessoas que dizem que nunca fizeram uma mísera lista de afazeres dois mil e alguma coisa mentem. Mas isso não faz diferença já que os anos aparentemente se repetem.<br />
Toda vez que faltam 10 dias no máximo para acabar o ano vejo promessas de mudanças e planos com dinheiro, casa, estudos e sentimentos que como o ano: repetem.<br />
Não é querer ser pessimista criticar que todos ainda pensam da mesma forma de sempre, e que qualquer abalo social faz com que milhares de telespectadores da Favorita abram suas grandes bocas com bafo de repolho refogado da janta diante do plantão sobre as chuvas Catarinenses.<br />
Da mesma forma que sou humana e também faço planos me abalo com certas coisas e outras me fazem pensar em como sempre caímos nas mesmas piadas e pegadinhas cotidianas, que tornam-se fatais depois de um certo tempo, pela falta de criatividade da mídia e principalmente de quem controla a própria tv.<br />
O pior é que não tem como, não tem mesmo como me comparar a um certo Jabor que tem seus minutos de fama contradizendo as próprias teorias, a diferença é muito grande, justamente porque ninguém me escuta e nem escuta coisas mais importantes, aliás, parece que ninguém faz nada importante pra mim agora.<br />
Pra mim todo mundo desde sempre cultiva a hipocrisia e a política do queixo-caído com a televisão.<br />
No Brasil quando algo é bom, encontram defeito e dizem que brasileiro só pensa cachaça, quando é ruim se metem a dar de entendidos com a situação, e, ou são caridosos, ou põem a culpa no presidente(do Brasil, ou dos EUA, ou da Espanha, França, que seja). Porque a culpa nunca é do cidadão, né? A culpa é de quem a gente acha que manda, quando quem mandou estarem lá fomos <em>nós</em>.<br />
Quer saber o que é mesmo realidade? Sou eu.<br />
Nunca assisto a jornais, nunca leio jornais, e não me importo em ficar sabendo pela internet ou até bem depois dos acontecimentos e ainda venho falar bosta. Tá vendo aí o sinal da hipocrisia?<br />
Então vamos acordar pro que é notícia e tentar entender que o que a gente vê não tá escrito e o que as pessoas vivem não passa todo dia na televisão, não sai na rádio o nordestino que não perdeu nada na enchente, porque <strong>não tinha</strong>, e também não vai sair quando euzinha enterrar um humano no meu quintal&#8230;Não faz diferença, não entendem? Poucos tem cacife pra bancar nome sujo no DF.</p>
<p>E agora, sacou o mal humor da fera? É, isso se chama estraga-prazeres. Sou profissional, caso queira que eu estrague ligue djá!</p>
<p>E um alô pra 2009 pra vocês também.</p>
<p style="text-align:center">
<img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/newyear.jpg" alt="" class="blogimage" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Escritor</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Dec 2008 11:21:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adeline Daniele</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fidelzeando]]></category>
		<category><![CDATA[adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[ironia]]></category>

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		<description><![CDATA[De todos os bravos guerreiros existentes na história, de todas as damas que desfilavam no Rio de Janeiro na década de vinte, de todos os deuses que exerciam o poder sobre a Grécia Antiga eu, o escritor, escolhi falar sobre a coisa mais fácil hoje em dia: os adolescentes. É muito simples escrever sobre eles [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://adelinedaniele.com.br/wp-content/images/adol.jpg" class="blogimage" alt="" style="float:left" />De todos os bravos guerreiros existentes na história, de todas as damas que desfilavam no Rio de Janeiro na década de vinte, de todos os deuses que exerciam o poder sobre a Grécia Antiga eu, o escritor, escolhi falar sobre a coisa mais fácil hoje em dia: os adolescentes. É muito simples escrever sobre eles quando fico imaginando o quanto eles amam uma ficção e como é divertido vê-los com aquela nuvem cinza de incerteza pairando sobre suas enormes separadoras de orelhas chamadas cabeças. Se eu os descrevo como pessoas de poder mental para derreter uma colher, assim tentam ser. Se eu defino como heróis da razão que vão embora de casa em busca de aventuras&#8230; assim são.<br />
Convencê-los de que são a mudança do mundo também não é difícil, eles mesmos, um dia com seus filhos e o cigarro entre os dedos diriam: &#034;Não faça o que eu faço. Faça o que eu <del datetime="2008-12-04T22:48:50+00:00">falo</del> MANDO! Você é o futuro.&#034;. É como se sempre desse tempo de fazer algo, mas que por falta de oportunidades de emprego, por falta de coragem em concorrer com noventa pessoas a mesma vaga de curso, ou por uma simples gravidez mal planejada acabam deixando o dever para o próximo que vier na geração. E ainda assim, sem querer nenhum trabalho, contratam uma babá gratuita que fica aberta das 7 às 19hs nomeada escola pública e exigem a melhor educação e as melhores atitudes de seus herdeiros. Destaque para EDUCAÇÃO &#8211; de modo de se vestir até modo de se comportar&#8230;Até lá ficam sem tempo de ensinar a eles como se aplica a fórmula de Pitágoras que cairá na prova mensal.<br />
Nisso, em cada parte da cidade com o livro embaixo do braço qualquer pobre coitado se imagina Super-Man, Harry Potter ou Vampiro da moda e começa a esperar todos os dias incansavelmente a coruja Edwirges chegar pela janela, trazer uns cookies e entregar uma carta convidativa no melhor curso para a Universidade mais badalada de Sum Paulu, para ele, então, se trocar nos orelhões nada discretos verde-prexeca da Telefônica e voar até lá com sua capa vermelha e sua vassoura automática, bater cartão e esperar o boletim.<br />
Eu diria que é mais do que satisfatório falar dos adolescentes, melhor ainda, é muito bom vender pra eles. Minha literatura enrijece, os cérebros alheios padecem fora da realidade&#8230;Ah! Os aborrecentes&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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